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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
FIM do assédio contra professores: UM POR TODOS E TODOS POR UM!
Recentemente através dos media tivemos conhecimento que um conjunto de professores da Escola Secundária Alves Martins (Viseu) apresentou queixa de assédio contra o DIRETOR.
A 24 de abril o S.TO.P. foi a essa escola, ouvir e reunir com professores e disponibilizar, não só mas também, apoio jurídico a eventuais situações de assédio (Escritório de Advogados Dr. Garcia Pereira). Posteriormente, reunimos com um responsável da direção, onde reafirmámos que o S.TO.P. está a acompanhar com muita atenção todos os desenvolvimentos desta situação.
Infelizmente, sabemos que haverá por todo o país, muitos outros colegas que sofrem em silêncio situações claras de abuso de poder e/ou assédio por parte das direções. Queremos transmitir a esses colegas que NÃO ESTÃO SOZINHOS! Devem apresentar queixa ou pelo menos solicitar apoio ao S.TO.P.
METEM-SE COM UM PROFESSOR, METEM-SE COM TODOS!
Garantindo total confidencialidade, criámos um email para tratar especificamente estas situações de assédio e/ou abuso de poder nas escolas.
CONTACTA-NOS: s.to.p.assedio@gmail.com
Feliz dia da LIBERDADE para todos que trabalham nas Escolas!
UM POR TODOS E TODOS POR UM!
Assédio sexual: o silêncio não é uma opção
A maioria dos homens são educados e não importunam mulheres. Sabem muito bem seduzir sem assédio e sem violência. Ao contrário do que se quer fazer querer, a maioria dos homens não são emocionalmente infantis nem mentecaptos e sabem muito bem ver se uma mulher está interessada neles. Há uma minoria de homens que, ou por educação misógina, ou por ocuparem posições de poder, seja ele qual for, habituaram-se, como é muito comum nesses casos, a julgarem-se grandes sedutores pela razão de não distinguirem a subserviência, um certo fascínio e o receio que geralmente rodeiam o poder, da atracção pessoal que julgam exercer em toda a gente [Kissinger gabava-se de ter um magnetismo sexual que fazia as mulheres ficarem logo seduzidas por si..., um político professor universitário aqui do rectângulo escreveu num livro que as alunas ficavam todas fascinadas consigo... Putin acha-se um grande e irresistível sedutor... o Nogueira da FENPROF disse um dia que tem sucesso entre as professoras...] . Se juntarmos a isso uma cultura de impunidade e de haver pouquíssimas mulheres em lugares de poder, temos que esses poucos indivíduos causam muito mal a muita gente.
Há um certo número de comportamentos que muitos homens têm, que incomodam ligeiramente, mas que não são graves e vemos que são sem má intenção. É este contexto cultural extremamente machista em que foram educados. Agora, isso é bem diferente dos que defendem o direito a importunar mulheres e dos que lhes chamam puritanas e exageradas às mulheres que denunciam abusos e crimes.
A quantidade de indivíduos que vieram a correr agradecer à palerma da Deneuve ter escrito um texto a dizer que as mulheres que não querem ser incomodadas e tratadas como objectos são puritanas, diz muito sobre eles... quem não sabe a diferença entre importunar e seduzir, por favor, não seduza...
Felizmente estes homens são uma minoria e com tendência para diminuir ainda mais. Eu não vejo os alunos a mandar piropos às colegas ou a importuná-las. Mas quando comecei a dar aulas e durante muitos anos isso via-se e era preciso explicar-lhes as coisas com alguma frequência. Deixei de ver esses comportamentos. É bom sinal.
O caso é denunciado na TSF pela eurodeputada socialista Liliana Rodrigues que se sentiu insultada depois de ouvir a comissária para a Justiça, Consumidores e Igualdade dizer que enquanto na Suécia o assédio é considerado perseguição, nos países do sul é entendido como um cumprimento.
Não sei porque é que ela se indigna. É verdade e mais valia que se enfrentasse o assunto. Há relativamente pouco tempo quando se andou aqui a discutir se os 'piropos' deviam ser criminalizados como assédio muitos dos comentadores dos jornais indignaram-se e escreveram textos a ridicularizar o assunto com o argumento que as mulheres até deviam sentir-se agradecidas por os homens lhes fazerem elogios. É muito comum aqui em Portugal as próprias mulheres serem machistas por questão de ignorância cultural, no que toca ao assédio, seja sexual ou não.
Isto é assédio.
... em contrapartida, a quantidade de gente que a defende é um sinal de esperança :)
via Anonymous ART of Revolution
A woman walks past hundreds of red shoes in Palermo, to raise awareness at the violence against women.

“Um segundo resgate poderia ter graves consequências" e, em "última análise, derrubar o Governo”, diz um documento enviado de Lisboa para Bruxelas.
Este tipo de assédio dos mais fortes sobre os mais fracos é mais típico duma era fascista do século passado. Como se o TC existisse com o fim de fazer favores ao governo.
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