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Falsas dicotomias na arte

por beatriz j a, em 20.05.18

 

 

A arte figurativa está a conhecer um novo ímpeto, o que não é nada de mal. Houve uma altura em que a arte figurativa era desprezada como coisa menor. No entanto, parece que nestas questões, como em outras, as pessoas aderem a falsas dicotomias e à conta disso a arte abstracta está sob ataque, como se não pudessem conviver ambas.

As pessoas têm sempre tendência a achar estúpido ou ridículo o que não entendem. Uma peça de arte pode não dizer-nos nada, nesse momento, ou sempre, e daí não se segue que não tenha valor. O facto de não fazer sentido para nós não nos diz nada sobre o objecto e o seu valor mas apenas sobre nós próprios e o nosso gosto.

A arte comunica e se não sentimos ou percebemos o que diz, se calhar é porque nos falta o código referencial adequado para a compreender. Nem tudo se gosta à primeira. Se assim fosse não se podia educar o gosto. O gosto é uma questão difícil mas se não temos razões para depreciar uma obra e nos socorremos apenas da emoção imediata, do 'gosto ou não gosto' mais valia calar a opinião e tentar compreender antes de julgar.

Quem lidera este movimento contra a arte abstracta são os fundadores da www.artrenewal.orgque começou por ser um site defensor e agregador de arte figurativa realista online -lembro-me do seu início- e cresceu ao ponto de apoiar artistas, condecer prémios, bolsas, fazer palestras no Met (Metropolitan Museum of Art), etc. A certa altura, para além de defender o revivalismo da arte figurativa, começou a atacar a arte abstracta. Com muito sucesso, diga-se de passagem.

E dizer que a culpa é do mercado de arte que paga preços ridículos por tudo e mais alguma coisa não colhe porque tanto paga pela arte abstracta como por arte figurativa, e há muita arte figurativa desinteressante.

A questão é: porque há-de comparar-se o que não é comparável? Porque se compara um Rembrandt a um Picasso? São pontos de vista diferentes com objectivos diferentes e uma linguagem diferente.

 

Abstract Art Is Not Art and Definitely Not Abstract

 

Ridiculous Pieces Of Art That Sold For Millions Of Dollars Part 1/2

 

  

 

 

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publicado às 18:00


Figurativo - abstracto

por beatriz j a, em 11.05.18

 

 

 Wassily Kandinsky, "Dance Curves: to the dances of the palucca" 1926

via Music and Arts from Mars

 

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publicado às 08:05


Já estamos na Primavera? Não reparei

por beatriz j a, em 07.05.18

 

 

Winter Landscape | Eduard Hein, 1854-1918 

 

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publicado às 04:04


As coisas simples da vida

por beatriz j a, em 03.05.18

 

 

 Washing on the Line | Percy Harland Fisher, 1867-1944

 

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publicado às 04:16


Belo sobre belo

por beatriz j a, em 01.05.18

 

 

A arte, mesmo quando replica a natureza não a imita, recria-a.

Rolieiro indiano em vôo... Sri Muktsar Sahib, India via Birds

Asa de rolieiro europeu - Dürer, 1512 

 

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publicado às 07:08


Quanta paz...

por beatriz j a, em 29.04.18

 

 

 Early Spring - 1906 | Isaak Brodsky, 1883-1939

 

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publicado às 07:02


Quanta paz...

por beatriz j a, em 25.04.18

 

 

 Danielle Richard

 

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publicado às 18:15


Inspiração

por beatriz j a, em 14.04.18

 

 

Priestess of Delphi, John Collier, 1891

 

 O oráculo de Delfos no monte Parnasus funcionava num local específico do templo, o adyton, de acesso reservado à Pythia, a sacerdotiza escolhida para falar, como uma medium em transe, por Apolo, o deus da profecia, a quem o templo, datado do século XIII a.C., era dedicado.

O templo estava construído sobre uma área de rocha que tinha fissuras pelas quais se elevavam gases de uma nascente que existia numa caverna por debaixo da rocha. A Pythia, uma sacerdotiza treinada para o efeito, sentava-se por cima das fissuras, no adyton, respirava os vapores para induzir um estado de transe e profetizava para quem a quisesse ouvir. As profecias eram sempre obscuras, encriptadas, sujeitas a muitas interpretações.

Segundo Plutarco, os gases eram doces e perfumados. O oráculo deixou de ser usado no séc. IV AD com a expansão do cristianismo.

Na pintura podemos ver a Pythia em transe, com um ramo de louro (a árvore sagrada de Apolo) na mão, a respirar os vapores que sobem pelas fissuras do chão. Na mão direita uma taça com água da nascente de onde vêm os vapores. (Illusions Gallery)

 

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publicado às 05:52

 

 

... de nos transportarem para dentro delas, para dentro de nós.

 

 Ivan Shishkin (1832-1898) was a Russian landscape painter closely associated with the Peredvizhniki movement.

 

 

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publicado às 04:42


Na arte sabemos que há uma verdade

por beatriz j a, em 03.04.18

 

 

...porque o que era o ontem é o agora também.

 

Rembrandt, Sick woman lying in bed, probably Saskia, latter 1630s
Paris, Petit Palais 

 

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publicado às 19:04

 

 

 

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publicado às 06:00


Metaphysic white hope

por beatriz j a, em 25.02.18

 

 

At the Edge of the Wood - 1886 | Thomas Millie Dow, escocês - 1848-1919 

 

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publicado às 18:12


Ponto de vista

por beatriz j a, em 20.02.18

 

 

 Dennis Curry

 

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publicado às 05:11


Bleu sur bleu

por beatriz j a, em 18.02.18

 

 

 Leon Spilliaert - Marine avec sillage (Meer mit Kielwasser), 1902

 

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publicado às 05:58


O que gosto nesta pintura?

por beatriz j a, em 16.02.18

 

 

A atmosfera, Jane Austen. Esta podia muito bem ser a Marianne Dashwood. E o azul do vestido...

 An Old Song - 1874 | William John Hennessy

 

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publicado às 21:34


O criador e a obra

por beatriz j a, em 14.02.18

 

What Is to Be Done with the Art of Monstrous Men? (Claire Dederer) 

When Your Favorite Philosopher is a Bigot (Peter Adamson)

 

 O que fazer à arte de homens monstruosos? Nada. A arte, uma vez materializada e mostrada torna-se pública e já não pertence ao seu criador, mesmo que lhe pertença fisicamente. É certo que a discussão acerca do que é arte e do que não é arte é muito difícil mas o que não é difícil é perceber que a obra e o seu criador são entidades completamente separadas e que uma obra não se julga imoral por assim julgarmos o seu autor. Se a obra quer ter alguma verdade, há-de mostrar o que é belo e o que é feio, sendo que o feio, se é verdadeiro, é também belo.

É sabido que a maioria dos artistas, pelos menos dos grandes artistas -sejam escritores, escultores, músicos, pintores, etc.- são pessoas obcecadas pelo trabalho ao ponto de negligenciarem família, roubarem, e sei lá mais o quê. Não passaria pela cabeça de alguém rejeitar a teoria da relatividade por sabermos que o Einstein foi nojento no modo como tratou a primeira mulher. A arte é igual. Se um sádico pôs na tela o seu sadismo, isso dá-nos a nós um insight sobre o modo de ser e olhar do sádico. Mostra o que é, e essa 'verdade' é, independentemente do artista, que nem precisamos saber quem é.

Agora, se a arte se separa do artista e uma vez pública pertence-nos a todos na sua polissemia, também é verdade que não somos obrigados a dar prémios e honras aos artistas se foram (ou são) pessoas nojentas. Mas não há linhas claras nestes assuntos, como se estivéssemos a falar da diferença entre um peso atómico e outro.

 

E o que fazer quando o nosso filósofo preferido é um preconceituoso? Pois, nada. São quase todos. Se uma pessoa, uma mulher, sobretudo, deixasse de ler os filósofos por causa do seu machismo grosseiro não lia praticamente nenhum. Lá está, é preciso separar o indivíduo, com a sua mentalidade muito da época em que viveu e do contexto em que cresceu daquilo que é a obra que o transcende. As Filosofias, como se sabe, têm um pé no seu tempo particular e outro no tempo universal. Se temos pena quando lemos certas coisas que Kant escreveu sobre as mulheres? Pois temos mas que se há-de fazer? Somos sempre mais cegos acerca dos nossos preconceitos que acerca dos dos outros e, isso é válido, mesmo para os grandes filósofos.

 

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publicado às 13:28


Perspectivas

por beatriz j a, em 14.02.18

 

 

 

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publicado às 09:06


Entrar numa pintura chinesa

por beatriz j a, em 01.02.18

 

 

Entrar no Monte Baiyue (agora Monte Qiyun) na província Anhui no leste da China através de um vídeo imersivo da pintura de Xiang Shengmo, de 1623. 

via British Museum

 

 

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publicado às 18:54


Imagination

por beatriz j a, em 25.01.18

 

 

 Derik Hobbs (derikhobbsillustration.com)

 

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publicado às 06:14

 

 

Lord Hastings fez uma expedição, de Calcutá ao Punjab e volta, há cerca de 200 anos. Sita Ram documentou-a com aguarelas dos locais, templo, palácios e costumes da Índia do século XIX.

De vez em quando lembro-me de ir ao livro ver em que ponto da viagem estava Lord Hastings nesse dia. O marquês Hastings foi Governador Geral de Bengala entre 1813 e 1823.

 

No dia 14 de Janeiro estava em Hansi, no Punjab, relativmente perto de Nova Deli e é esta a entrada no diário de viagem:

 

IMG_1631.jpg

 

IMG_1630.jpg

 daqui:

IMG_1632.jpg

 

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publicado às 19:55

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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