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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
São vários os motivos que levam os professores a sentirem-se “atropelados” pelo GEN10S, um processo que levanta muitas dúvidas, acusam, uma delas por atribuir responsabilidades de ensino a entidades privadas.
Mas as queixas contra o GEN10S, apresentado esta segunda-feira, continuam e são de natureza diversa. Em causa está também o facto de o programa “impingir” uma linguagem de programação.
Numa nota enviada à imprensa via ANPRI, os professores confessam ter ficado “estupefactos”, por verem entidades externas ao sistema educativo fazerem “o que nos cabia a nós fazer”. Até “porque temos formação adequada para o fazermos bem, caso nos tivessem permitido a abertura da disciplina, em todas as escolas”, argumentam. “Os professores de informática foram atropelados”.
A ANPRI argumenta que já tinha sido proposto aos gabinetes do Ministério ligados ao processo da flexibilização curricular, a possibilidade de iniciar a disciplina de TIC, no 5º ano, em todas as escolas/agrupamentos “de forma a começar a recuperar, de imediato, a inexistência ou existência muito diminuta, desta área, para todos os alunos”. Mas a resposta foi negativa.
A gravidade está no facto de se estar a “impingir” uma linguagem, referem. “Esta escolha sempre foi da responsabilidade do professor, tanto em contexto formal, como informal, sempre foi uma opção do professor conforme o cenário de aprendizagem, as condições da sala de aula e o projeto a desenvolver”, consideram.
“Temos dúvidas sobre este processo”, sublinha a ANPRI, afirmando que o mais surpreendente é contar com o apoio do Ministro da Educação e do Primeiro-ministro. “Relembramos que já convidamos o Sr. Ministro da Educação para várias iniciativas, para as quais nunca teve agenda. Nós, professores de informática, deveríamos ser os ‘seus professores’".
Lançado ontem pela Google.org, SIC Esperança e Ayuda en Acción, o projeto GEN10S prevê a selecionar 40 escolas de entre o total de candidatas, com o objetivo de formar 5.000 alunos dos 5º e 6º anos e de 500 professores em programação Scratch.
Sessão de abertura do encontro regional do projeto-piloto de Programação no 1º ciclo, na semana que passou, em Setúbal, na minha escola, com a ANPRI (Associação Nacional Professores de Informática) e a sua Presidente, a nossa colega e professora biblotecária da escola, Fernanda Ledesma que é também uma women role model pela International Telecommunication Union (ITU) Girls in ICT. Uma pessoa de reconhecido mérito que acrescenta valor à escola. (infelizmente esta coisa do mérito próprio suscita sempre a inveja e a maldade dos medíocres mesquinhos)

Parecer da ANPRI sobre os concursos de professores
A Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) observou, com muita preocupação, a forma como decorreram os concursos de professores, nomeadamente a Contratação Inicial (CI), a Bolsa de Contratação de Escola (BCE) e a Mobilidade Interna (MI), bem como as adversidades causadas pelos erros e atrasos.
Estas situações penalizam os alunos, as turmas, as escolas/agrupamentos e os professores. Salientamos que o impacto não se faz sentir apenas agora, no início do ano letivo, mas terá consequências para o resto do ano, pois os programas e as metas terão de ser cumpridos, independentemente das condições e as aulas das vias profissionalizantes terão de ser repostas. Por tudo isto, são situações que contribuem para debilitar a imagem da educação em geral e dos profissionais da educação em particular.
Neste sentido, elaboramos um parecer (documento em anexo), que reflete as nossas inquietações sobre este processo.
http://www.anpri.pt/mod/forum/discuss.php?d=176
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