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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Nesse ano de 2014 tinha um aluno ucraniano (que está agora na faculdade) duma turma de científico-naturais que era um apaixonado por história, por cinema e por política. Falava -e ainda falo- muito com ele sobre essas coisas. Na altura da anexação ele dizia-me qual era a impressão da situação do ponto de vista da comunidade ucraniana que vive aqui em Portugal e dos que ainda lá vivem, já que todos têm lá famíliares. A impressão desde o início da crise era a de que a Crimeia estava perdida e que o Ocidente não percebia e não sabia lidar com o Putin. Os ucranianos têm uma relação de amor-ódio com a Rússia. Um bocadinho como certos países árabes têm com os EUA. Um certo fascínio e atracção, por um lado e, um ódio de ressentimento, por outro.

Desde a anexação, o poder da frota russa marítima mudou profundamente. Cresceu, rejuvenesceu e diversificou-se. Desde 2014, Sebastopol tornou-se, sem surpresa, uma plataforma de projecção do poder militar e geopolítico russos.

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O Governo russo reuniu esta segunda-feira, dia 31, em Conselho de Ministros, na Crimeia e anunciou que vai aumentar os salários e as pensões dos funcionários públicos para os valores médios praticados na Rússia e reduzir alguns impostos no território como forma de atrair investimento.
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