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Li este artigo acerca da indústria do carvão na Alemanha que chegou a empregar 607.000 trabalhadores e fechou as portas no ano passado sem despedir ninguém. Porquê e como? Isso é que é interessante. Nos anos 50 a Alemanha estava tão determinada a tornar-se uma força para o bem que desenvolveu uma forma distinta de capitalismo, chamado o capitalismo renano, marcado pela aversão ao conflito. Isto significa que os sindicatos trabalham com as direcções das empresas e participam, são consultados, nas grandes decisões de negócios. [chamam a isso, a este tipo de gestão, "Mitbestimmung" - sistema consensual que permite aos trabalhadores terem um papel activo nas decisões de gestão das empresas e que lhes permite ter lugares no conselho fiscal]. Quer dizer, os alemães preferem o consenso e não deixam as situações chegar a conflitos. 

 

É claro que isto implica levar em conta os interesses dos trabalhadores e não vê-los apenas como números que potenciam lucros, mas como pessoas, com direitos.

 

Isto é um exemplo muito interessante que podia ser seguido por governos: em vez de construirem estradas de abuso de poder, sonegação de direitos, ódio, de mau-trato, de depreciação e, consequentemente, conflito, construírem estradas de consenso. 

 

Em Portugal, os últimos governos construiram o seu poder sobre conflitos que os próprios governos iniciaram contra classes inteiras de trabalhadores. Como é sabido até houve ministros que se gabaram de terem destruído irreversivelmente as relações com os trabalhadores, 'perdi os professores mas ganhei os pais'. Mas quem é que pode pensar que a educação ou a saúde ou outra actividade ganha quando se perdem por hostilidade, os seus profissionais?

 

Calculo que as estratégias de hostilizar trabalhadores sejam a pensar na boa produtividade: é evidente que trabalhadores vitímas de abusos, calúnias, injustiças e atiçados uns contra os outros permanentemente em conflito têm maior produtividade e são um sintoma de uma democracia robusta que se quer melhorar a si mesma...

 

How Germany closed its coal industry without sacking a single miner

 

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publicado às 06:59

 

Os governantes dos países europeus não têm feito outra coisa senão falhar às pessoas. Como é que se pode autorizar uma coisa destas? Em vez de educarmos as pessoas para viverem umas com as outras com respeito educamos para a violência. Ter carruagens separadas para mulheres é educar para a violência porque é o mesmo que dizer que todos os homens são predadores, criminosos em potência e que as mulheres e crianças são vítimas desses monstros e devem andar separadas e protegidas deles. É dizer às mulheres que são vítimas e têm que esperar que os homens as ataquem e dizer aos homens que é normal serem predadores.

Que tipo de sociedade se constrói sobre estes valores? Uma sociedade à maneira árabe... A seguir há-de acontecer que as mulheres que andarem nas carruagens onde vão homens serão vistas como querendo contactos sexuais, já que podiam ter escolhido ir em carruagens separadas. O passo seguinte é as mulheres serem separadas dos homens nas escolas e passarem a andar tapadas para os homens não as atacarem. A seguir, quem não se tapar convenientemente será chicoteada...

Que regressão... que decadência...

 

Europa já tem carruagens apenas para mulheres

Uma companhia ferroviária alemã introduziu as primeiras carruagens apenas para mulheres em alguns dos seus comboios.

Segundo o jornal britânico "The Independent", a empresa "Mitteldeutsche Regiobahn" disse que o objetivo é incentivar um ambiente mais seguro para todos os viajantes do sexo feminino.

 

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publicado às 20:52

 

Por três razões:

 

1ª Se as coisas correrem mal à Inglaterra a UE vai assumir que não precisa de fazer reformas porque, 'afinal, vejam o que aconteceu à Inglaterra por nos ter abandonado'. Aliás, embora isso não seja dito, os discursos que eram correntes na altura da votação do Brexit acerca da urgência em fazer reformas para os outros países não imitarem a Inglaterra e os discursos de mea culpa de Bruxelas acerca do peso e opacidade das decisões na vida dos europeus, desapareceu completamente e já ninguém fala nisso.

 

2ª Se as coisas não correrem bem à Inglaterra ficamos completamente sob o domínio da Alemanha. Desde que os ingleses disseram que iam embora, a Alemanha, que se servia da França para fazer-lhes oposição, deixou aos poucos cair a França e já não lhe liga um átomo. Ora, não quero ficar à mercê de um país porque a UE é uma liga de países soberanos (enfim, isso já foi mais...).

 

3ª A Inglaterra é um aliado nosso de muitos séculos. Interesseiro, é certo, mas aliado e nós queremos um aliado forte para o que der e vier.

 

um aparte: li que a Alemanha foi o único país que lucrou com a moeda única, o que não admira dado que o BCE é alemão, por assim dizer... não por acaso a sede é em Frankfurt onde está o Bundesbank...

Seja como for, li nesse artigo que passados os primeiros quatro ou cinco anos Portugal perdeu sempre dinheiro com a adesão ao euro e que cada português perdeu 40 mil euros.  Estou a apensar escrever uma carta ao presidente do BCE a pedir que me dê a parte que me cabe, os tais 40 mil euros, que me têm feito falta...

 

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publicado às 17:55


Não há com fugir a isto? Claro que há!

por beatriz j a, em 18.01.19

 

Das duas uma: ou a Europa é uma tragédia e o Reino Unido faz bem em sair do clube; ou a Europa é uma organização virtuosa e então sim, o Brexit é um erro tremendo. Podem fazer toda a espécie de contorcionismos, dar as piruetas que quiserem, que não há como fugir a isto. (José Cabrita Saraiva)

 

Este artigo dá ideia que só existem essas duas opções extremas mas não é verdade. Isso é uma falsa dicotomia. Existe, por exemplo, a opção em que a Europa não é, nem uma tragédia nem uma organização virtuosa mas uma experiência complexa, com grandes erros e grandes virtudes, de harmonizar países e nações com séculos e milénios de guerras que necessita do esforço positivo transformador de todos, sobretudo dos que têm mais poder e influência, como o Reino Unido, para que resulte como projecto positivo/democrático para os milhões de cidadãos que dele fazem parte.

 

Acontece que o Reino Unido nunca acreditou na Europa, nomeadamente na Europa alemã e só entrou nela porque a certa altura percebeu que não podia dar-se ao luxo de ficar de fora. Só que depois deixou de perceber.

Todos vamos perder com a saída do Reino Unido e não só do ponto de vista económico mas do ponto de vista político e de hipóteses de sucesso do projecto, agora que a Alemanha vai poder conduzir isto quase completamente destravada.

 

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publicado às 06:16

 

 

 

... e não faziam um átomo para contrariar a hostilidade que o governo tem às políticas de natalidade e o hábito de destruir serviços públicos de suporte e dificultar a vida aos jovens há países que não andam distraídos com este assunto e todos os anos recrutam em Portugal e outros países do Sul, convenientemente em permanente austeridade, centenas de jovens em idade fértil.

Este artigo do embaixador da Alemanha em Portugal que 'apareceu' por convite(?) no DN só engana quem anda muito distraído...

 

Aprender juntos, crescer juntos - a Alemanha investe em escolas parceiras

O aumento das verbas para a política cultural e educativa externa, o aumento de programas de intercâmbio internacionais, o alargamento da rede de escolas alemãs no estrangeiro e mais apoio às organizações intermediárias: felizmente, todas estas questões estão previstas no acordo de coligação do atual Governo Federal. Todos estes projetos e iniciativas aproximam os jovens, e além de abrirem as portas da Alemanha a pessoas inteligentes, incentivam também o intercâmbio internacional da cultura, da sociedade civil e da economia - com benefícios mútuos. Também em relação a Portugal é desta forma que reforçamos, de forma duradoura, o fundamento sólido das relações entre ambos os nossos países.

 

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publicado às 08:14

 

 

...e isso é uma consequência do tipo de economia imediatista/mercantilista em que vivemos.

 

A busca desesperada da Alemanha por professores 

Faltam cerca de 40 mil docentes nas escolas alemãs, e cenário pode se agravar nos próximos anos. Uma controversa solução seria permitir que pessoas sem formação na área se tornem educadores."Há trinta anos, não temos um quadro tão dramático de falta de professores na Alemanha", afirma Heinz-Peter Meidinger, presidente da Associação Alemã de Professores (DL, na sigla em alemão). "No total, faltam 40 mil professores", revelou.

 

O problema é resultado de muitos fatores: aumento da natalidade no país, amplo influxo de refugiados, uma geração de professores se aposentando, falta de investimento em educação e barreiras que complicam a entrada em programas de treinamento de docentes nas universidades.

 

As escolas mais afetadas são aquelas onde os salários dos professores são os mais baixos: as do ensino fundamental, do ensino técnico e instituições voltadas para crianças com deficiências no aprendizado. Escolas municipais nos bairros mais pobres da capital, Berlim, e em áreas rurais são as que mais têm dificuldades para atrair novos professores.

 

Alguns estados estão tentando solucionar a falta de professores dando permissão para dar aula a pessoas sem diploma de professor. A Renânia do Norte-Vestfália - o Estado federado mais populoso da Alemanha -, por exemplo, está recrutando universitários recém-formados com experiência profissional para receber treinamento em escolas para se tornarem professores. 

 

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publicado às 21:28

 

 

... embora talvez não devesse tê-lo dito em público porque [ainda] são aliados. A verdade é que houve um tempo em que a Rússia quis vender gás à Europa e a Alemanha negociou com a Rússia ser o único comprador para depois revender a outros países da Europa. E não, não é apropriado que façam estes negócios com a Rússia e depois venham exigir sanções económicas e políticas à Rússia como se a questão do gás não fosse também uma questão política, como se viu no caso da Crimeia em que fecharam a torneira à Ucrânia. É como dizer que estão a favor do acordo com o Irão mas ao mesmo tempo as empresas cessarem os negócios com o Irão. Sim, eu sei que a Alemanha alega que a questão do gás permitiu ter sempre uma porta aberta ao diálogo com a Rússia. Balelas... quando se quer abrir portas põe-se a mão na maçaneta e abre-se, não são precisos negócios de lucros de biliões. Sabemos que a Alemanha tem o problema dos ambientalistas lá terem força e não deixarem o governo estragar o país com técnicas de fracting para explorar gás (por cá os génios do governo ainda estão na pedra lascada no que toca ao ambiente) mas quando as políticas não são capazes de enfrentar as corporações económicas os resultados são o estado a que a Europa chegou.

Era bom que os políticos começassem a pôr o dinheiro nas palavras que dizem e não no exacto oposto.

 

“The former chancellor of Germany is the head of the pipeline company that’s supplying the gas,” Mr. Trump said, referring to Gerhard Schröder, a former German chancellor and friend of Mr. Putin’s who leads the project. “So you tell me, is that appropriate?”

 

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publicado às 19:00


Just saying...

por beatriz j a, em 28.06.18

 

 

Disputas na Rússia nunca acabaram bem para os alemães...

Uma tragédia alemã na Rússia

 

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publicado às 06:29

 

Mini-cimeira adia soluções, Merkel tenta sobrevivência política

Porque a Merkel está há uma dúzia de anos à frente dos destinos da União Europeia e o que mais tem feito é não-decidir e pôr a sua sobrevivência política à frente de tudo. E todos estes artigos que lhe fazem grandes elogios [aqui O fim de Merkel? e aqui, por ex. Trump 0, Merkel 20]  e dizem que havemos de saudades dela porque os que a irão substituir são os extremistas que querem o fim da União, esquecem que é em grande parte a ela que devemos a situação de indefinição em que estamos: é que ela é especialista em não decidir, em dar uma no cravo e outra na ferradura, em ter publicamente discursos a favor da Europa e depois ir fazer acordos pragmáticos para fazer a Alemanha great again, à custa dessa mesma Europa. Durante doze anos foi a pessoa com mais poder na Europa para infleunciar os seus destinos e foram doze anos perdidos, a dar um passo em frente e dois atrás, o que é muito tempo. Neste momento tudo está parado à espera que os alemães resolvam o seu problema da exportação de carros para os EUA e para a Inglaterra... Não sei se havia alguém melhor que ela... mas que ela não cumpriu as promessas que trazia para a Europa, ah isso não: não soube rodear-se de pessoas que levassem à prática a sua visão, se é que tinha uma, e foi sendo sempre permeável aos tecnocratas e oligarcas do seu país.  

 

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publicado às 05:33

 

 

Também podemos responder com o humor de MEC e dizer, tudo bem, mas que a amizade da Península Ibérica teria de alargar-se a toda a Mitteleuropa.

 

O amigo imaginário (nos 350 anos da Guerra da Restauração)

 

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publicado às 03:46


Os maus líderes e as oportunidades perdidas

por beatriz j a, em 07.05.18

 

O orçamento alemão é um acidente à espera de acontecer

Wolfgang Muchau 

 

Aqui há tempos vi um programa na DW, acho, acerca dos estado de degradação física das escolas na Alemanha. Fiquei espantada e chocada. Como é que um país que está nos top five das economias mundiais tem as escolas naquele estado? Este artigo responde um bocado a esta questão: os alemães estão tão obcecados com ter excedentes orçamentais que não só não cumprem os acordos investindo e comprando aos países que estão em dificuldade como nem sequer investem no seu próprio país.

A pergunta que fica é: porque razão quis a Alemanha liderar o projecto europeu se está de costas voltadas para a Europa, ocupada em fazer dinheiro e guardá-lo fechadinho a sete chaves como o Salazar fazia? Se calhar a intenção era essa mesma: liderar um conjunto de países para enriquecer-se e nada mais. Só que não é essa a visão da Europa Comum e uma das consequências da real falta de liderança alemã já se vê no afastamento dos países de Leste que desistiram de esperar por alguma liderança dos alemães quanto à convergência dos países e voltam-se para outras alternativas, assim como se viu antes no Brexit inglês.

Se o projecto europeu falhar a Alemanha será a grande responsável e será a mais afectada porque é quem mais lucra com ter imensos países pobres sob o seu domínio para explorar. É certo que os outros países não estarão isentos de culpa porque deixaram isto, este desequilíbrio de forças, acontecer.

É a falta de líderes de qualidade nos países da Europa. Gente sem visão e dissociada do povo que enche as classes sociais que menos têm, a quem chamam depois populistas. A História está cheia de oportunidades perdidas por má liderança, falta de visão global, falta de educação intelectual.

Nós por aqui seguimos a estupidez alemã porque temos um ministro das finanças que se acha um messias genial e não ouve nada nem ninguém, apesar de ser um caso típico de falta de visão global e falta de educação intelectual.

 

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publicado às 07:47


Isto é desinteligente e desnecessário

por beatriz j a, em 29.01.18

 

Angela Merkel humiliates Theresa May over Brexit talks

Angela Merkel left journalists in fits of laughter after she joked about Theresa May and the state of the Brexit talks.

 

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publicado às 18:51


O interesse pessoal e o interesse global

por beatriz j a, em 11.01.18

 

 

Na política o interesse pessoal vence sempre o interesse global, por muitos discursos que façam com o ar mais sério deste mundo. E nunca conseguem resistir aos homens da massa. Isto não descredibiliza apenas a Alemanha mas toda a UE, uma vez que para os de fora do clube, em termos de definição de grandes políticas o que a Alemanha faz é o que a UE faz. A Europa tem desistido, pouco a pouco, dos seus ideais mas, na questão do clima ainda era uma voz ouvida e respeitada. Agora é difícil. Mais uma machadada no futuro do planeta. A hipocrisia dos políticos não tem fronteiras. O poder a todo o custo. 

Angela Merkel renonce à son objectif climat

 

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publicado às 06:28

 

 

Germany's "ruining our entire presidency," carped an EU diplomat from Estonia, which currently holds the rotating presidency. "It's not in our interests that the process freezes up," Macron said in Paris. (CNN)

 

Quando a Alemanha pára, tudo pára. Isto não é um grupo de adultos cooperantes, é um grupo de crianças que tem a mamã doente.

 

 

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publicado às 06:00


Temos 4 anos para começar a abater a dívida

por beatriz j a, em 25.09.17

 

Merkel vence e extrema-direita é a terceira força política

 

O que parece quase impossível porque cada vez a aumentamos mais. A grande dúvida não é saber o que se vai passar na UE nos próximos 4 anos já que a Merkele foi novamente eleita e sabemos o que ela diz e faz, sendo que não é credível que de repente se torne diferente do que sempre foi e, a não ser que uma catástrofe atinja o planeta com os malucos megalómanos que governam os EUA e outros países, vai ser mais do mesmo. Esperar que ela mude seria como esperar que a macieira do quintal, de repente, começasse a dar pêras. A grande dúvida é saber se os outros países da UE vão continuar 'amarasmados', por assim dizer, no que respeita à vontade de fazer alguma coisa para reformar o funcionamento da UE.

Era preciso lidar com a questão de uma UE federada e construí-la muito inteligentemente preservando certos princípios de soberania e equilíbrio sem os quais os europeus vão acabar, mais tarde ou mais cedo, em guerra uns com os outros como têm feito nos últimos milénios.

A Merkele tem as características que têm todos os políticos no poder que é, não o quererem partilhar. É por isso que a Alemanha nunca dará, por sua iniciativa, um passo no sentido do equilíbrio económico entre os países da UE. Como, provavelmente, estes serão os últimos 4 anos em que está no cargo, é bom que nos preparemos para lidar com quem vem a seguir, que poderá ser uma força com elementos da extrema-direita, sendo que, nesse caso, a nossa dívida há-de tornar-nos muito vulneráveis e não teremos apoio de ninguém na UE, porque na UE, estão todos em modo de 'salve-se quem puder'. Navegam todos à vista com esse fim e ninguém parece ter ou querer ter uma estratégia comum que obrigue a Alemanha a dar certos passos integrativos.

Se deixarmos fugir a oportunidade do contexto actual em que o país virou moda e está com um ânimo positivo, sem dar passos no sentido de estruturar um futuro viável, depois não nos podemos queixar do que virá. Os políticos têm que fazer melhor do que fazem. Há ministros muito maus como o da Defesa e o da Educação e outros de muito baixo nível que andam de cargo em cargo a trabalhar para a vidinha. Se fossemos um país rico, podíamos dar-nos ao luxo de manter parasitas mas como não somos, temos que exigir que o critério para os cargos seja a competência e não o amiguismo político. Viu-se o que isso deu nos incêndios deste ano em Pedrogão. 

 

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publicado às 03:50


Quando uma imagem vale por mil palavras

por beatriz j a, em 22.03.17

 

Gráfico da OCDE

 

 

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publicado às 20:49

 

Alemanha detém o maior excedente externo do mundo

A maior economia do euro terá ficado à frente da China em 2016, com um superavit de 297 mil milhões de dólares.

 

E a própria Alemanha não percebe que esta ambição de ser o líder de um continente à custa da pobreza de metade dos países desse continente é o princípio do fim de tudo? Porque até uma ignorante em economia como eu sabe que o dinheiro não não se multiplica por milagre como nas histórias de encantar e que a riqueza que uns têm a mais é a que os outros têm a menos. E todos sabemos como acabam as organizações sociais onde uns têm tudo e os outros quase nada... daí que os bilionários andem a comprar terras na Nova Zelândia e em ilhas fortificadas...

 

Aqui em Portugal sabemos como aqui chegámos. Quem não se lembra dos anos a seguir à entrada na, então, CEE? Os políticos portugueses a 'atirar dinheiro' para se arrancar vinhas e olivais porque era melhor receber dinheiro da Europa e comprar barato à Alemanha que gastar dinheiro a produzir? Quantos barcos de pesca mandaram abater? A agricultura desapareceu num ápice. Todos a gente queria meter a mão nos dois milhões de fundos comunitários que, então, diariamente caíam nos cofres da CGD. A quantidade de dinheiro que se sumiu nas ajudas a projectos inexistentes, em formações em que não havia formandos...

 

 

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publicado às 05:58


Não é só cá que as contas derrapam

por beatriz j a, em 11.01.17

 

 

A nova casa de ópera de Hamburgo era para custar 186 milhões de euros e acabou por custar 798 milhões de euros! Só uns trocos a mais lol. Disse-me um sobrinho que esteve lá em Abril passado que a acústica é fenomenal. Foi pensada, por um japonês, não por áreas, como é costume, mas para cada cadeira individual... hence... 798 M€! O edifício é espectacular e, tendo em conta que foi construído, em parte, com o dinheiro da crise dos países do Sul que enriquece a Alemanha, fico satisfeita por terem aproveitado bem a parte que nos coube :)

O concerto inaugural é hoje. I wish...

 

 The Great Hall at the Elbphilharmonie in Hamburg, where the inaugural concert is scheduled for Wednesday.CreditIwan Baan

 

Construída sobre um armazém de cacau faz lembrar um navio com as velas ao vento.

 CreditFabian Bimmer/Reuters

 

Tem um deck com uma vista deslumbrante

 Surveying Hamburg from the observation deck of the Elbphilharmonie. CreditIwan Baan 

 

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publicado às 13:57


Putin, o grande prestidigitador

por beatriz j a, em 30.12.16

 

US expels 35 Russian diplomats, closes 2 compounds

 

Os EUA deram mais um passo nas sanções à Rússia mas, a pouco tempo de passar a pasta para o pragmático comerciante que não tem paciência nem capacidade de compreender diplomacia e cenários de grande alcance, a medida vem demasiado tarde. Parece-me evidente que a próxima administração americana, a não ser que o Putin faça o Trump sentir que perde face, o que não acredito, vai deixar cair o assunto da Crimeia e das sanções como se fosse inexistente. Até já avançam com o nome de Kissinger, esse bandido sem escrúpulos, agora amigo da Rússia, para ajudar a passar uma esponja sobre todo o assunto [Kissinger could help Trump reconcile with Kremlin]. 

 

Entretanto, Putin já está a preparar a interferência nas eleições alemãs e francesas que se aproximam [German Populists Forge Ties with Russia] Aqueles canais de desinformação como o RT e o Sputnik já existem em todas as línguas que lhe interessa para ajudar os populistas europeus a minar a UE e a NATO.

 

A Rússia tentou ser amiga dos EUA no tempo de Yeltsin mas foi humilhada em vez de ajudada (o Ocidente não o percebeu e não teve visão) e isso é que permitiu a subida de Putin ao poder; Putin tentou ser um amigo da UE, ser um parceiro respeitado, mas foi desconsiderado pela NATO e por isso invadiu a Crimeia e foi humilhado pela Merkele e isso é que deu origem a esta reacção agressiva dele. O que ele disse a Sarkozy [vou-te esmagar] quando este o tratou sem a deferência que ele esperava e, exige, é o que ele está a fazer à UE, embora não o tenha dito em voz alta, depois da Merkele o ter destratado publicamente dizendo que ele não funciona bem da cabeça [darius-rochebin-interviewe-vladimir-poutine], o que foi um passo em falso muito grande.

 

A terceira lei de Newton, segundo a qual não existe acção sem reacção, aplica-se também à força, ao poder, entre pessoas. O que Putin quis ser e o que ele é resulta das acções que o Ocidente cometeu, imprudentemente, e às quais ele reagiu segundo o seu quadro mental que é o de um ex-KGB que viveu na Alemanha de Leste, conhece todos os truques do ofício, não defende o comunismo mas defende a grandeza da Rússia, não aceita perder face diante de ninguém e não tem escrúpulos em destruir o que se lhe atravessa no caminho. 

 

Putin, há pouco tempo, substituiu os seus ministros e conselheiros, que eram os seus amigos de longa data, muitos dos seus tempos de KGB, por pessoas novas, qua nada sabem do seu passado quando não era ainda grande e que têm dele uma visão engrandecida. Ele quer projectar uma certa imagem e consolidar um certo tipo de poder mas estava a perder apoio do povo devido às grandes dificuldades sentidas por causa das sanções ao petróleo e ao gás e às exportações para a UE. Mas ele sabe como jogar este jogo de ilusões, espionagens, mentiras e desinformações. 

 

Os países da UE e, em particular, a Alemanha e a França, não só porque vão ter eleições para as quais o Putin já se está a preparar há tempo, mas porque construiram a UE de tal modo que tudo depende deles, sobretudo da Alemanha, deviam estar preocupados com a preservação e o fortalecimento da UE porque se se desintegra, estão todos mais ou menos condenados à irrelevância.

 

A questão é, como resolver problemas com as mesmas pessoas cujo quadro mental esteve, e está, na origem desses mesmos problemas?

 

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publicado às 09:36

 

 

Les Allemands devront stocker des vivres et de l’eau « en cas d’attentat ou de catastrophe »

 

E os EUA? O que se passa?

 

... excerpt from Obama’s speech comes directly from the official White House website

One of the things that we have learned over the course of the last seven and a half years is that government plays a vital role, but it is every citizen’s responsibility to be prepared for a disaster.  And that means taking proactive steps, like having an evacuation plan, having a fully stocked disaster supply kit.  If your local authorities ask you to evacuate, you have to do it. Don’t wait.

 

 

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publicado às 15:32


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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