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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
As igrejas precisam de grandes reformas e, para começar, podiam respeitar os direitos humanos dos outros.
Igreja Católica diz aos recém-nomeados bispos, durante a sua formação, que “não é necessariamente parte do seu dever” denunciarem situações de abusos sexuais por parte de elementos do clero. A controversa política foi divulgada numa conferência de imprensa dada pelo Vaticano, que atualmente testa novas formas de lidar com os casos de abuso sexual no seio da instituição.
De acordo com o Vaticano, apesar de ser permitido aos membros do clero alertarem para os casos, apenas as vítimas ou as suas famílias devem denunciar formalmente a situação às autoridades. O documento frisa que os bispos devem conhecer as leis locais, mas a sua única função é a de lidarem internamente com as acusações.
“De acordo com as leis civis de cada país onde a denúncia é obrigatória, não é necessariamente dever dos bispos entregarem os suspeitos às autoridades, polícia ou procuradores, no momento em que tomam conhecimento destes crimes ou ações pecaminosas”, lê-se no documento.
As instruções foram redigidas pelo padre francês Tony Anatrella, consultor do Concílio do Pontificado para a Família e conhecido por ter considerado que “a homossexualidade desestabiliza a sociedade”. Nas mesmas instruções, são poucas as referências à prevenção do abuso sexual a menores no interior da Igreja Católica, casos ainda longe de ser isolados.
Cardeal Keith O'Brien vai cumprir um retiro, acordado com o Vaticano, com o "propósito de renovação espiritual, de oração e de penitência".
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