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O comércio do 'facilitador'

por beatriz j a, em 08.12.13

 

 

 

Professores: Acordo negociado em segredo

 

O líder da UGT negociou em segredo com o ministro da Educação a dispensa da prova de avaliação de contratados dos docentes com cinco ou mais anos de experiência, em troca da desmarcação da greve convocada pela Federação Nacional de Educação (FNE).

 

A decisão de agarrar no telefone e ligar ao ministro partiu de Carlos Silva. “Na semana passada, a Lucinda Dâmaso e o João Dias da Silva (da FNE) reuniram comigo, na sede da UGT, e perguntaram-me se havia condições para baixar a crispação na Educação, pondo fim a uma posição radicalizada”. Carlos Silva, que descreve o seu papel no processo como “um facilitador ao mais alto nível”, não hesitou. “Respondi, 'concerteza, sou o secretário-geral da UGT e em vez dos sindicatos faço eu essa tentativa'“.

 

Os professores têm sindicatos que os deviam representar mas, estes têm medo de sindicar e querem, a todo o custo, não ser dificultadores que isso faz mal às costas e às cadeiras onde as costas se encostam. Então, pedem a um outrém, que não representa os professores, para fazer o papel de 'facilitador' e comerciar com a vida profissional dos seus representantes, nas suas [deles] costas.

O que me apetece dizer não digo... e que ele se descreva e se pense como 'do mais alto nível' num processo de muito baixo nível, mostra o estado pavoroso a que isto chegou, estando nós entregues a gente mediocre que se acha muito boa.

Como os que poderiam substituir estes indivíduos e mudar as práticas da política do rectângulo emigraram por falta de perspectivas profissionais, é difícil mudar o rumo que a educação e o país seguem.

 

publicado às 23:34


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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