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Quando o nosso banco nos assalta

por beatriz j a, em 26.03.19

 

Hoje, a caminho da escola, enfiei o cartão de débito numa máquina multibanco e fiquei sem ele. Liguei para o banco, a CGD. Disseram-me que nestes casos o cancelamento é automático e que me enviariam outro num prazo de 5 a 10 dias. Se quisesse acelerar o processo teria que ir ao banco. Assim que saí das aulas fui direita ao banco. Já lá não entrava há um par de anos. Tinham só duas pessoas a atender. A senhora que me atendeu, muito prestável, disse-me que pedir um cartão com carácter de urgência custa 35 euros (!!) e só poupo 3 dias de modo que é melhor pedir um provisório enquanto espero que me enviem o definitivo pelo correiro - como sabemos, quando mete os CTT, a coisa pode levar de 5 dias a 5 meses...

Foi buscar-me um cartão, deu-me um código e, em 5 minutos, estava pronto a ser utilizado. Ora, porque é que este cartão não pode ser o definitivo? Porque se fosse não tinha pretexto para cobrar-me 13 euros pelo definitivo, que é igual ao provisório e, serve para o mesmo...

É claro, ainda vou pagar pelo serviço de ser atendida por uma funcionária. Sim, sim, dantes era normal que os serviços tivessem funcionários para atender os clientes mas, como sabemos, isso hoje em dia é um luxo pelo qual temos que pagar caro.

E só tinham duas pessoas a atender... é a estratégia brilhante do Macedo pela qual há-de receber prémios e loas: mandar pessoas embora, piorar o serviço e cobrar os olhos da cara...

Quando o nosso banco nos assalta, em quem podemos confiar?

 

publicado às 15:59



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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