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Quando é que se acaba com estes crimes?

por beatriz j a, em 10.10.15

 

 

Praxes sem controlo

 

Alunos e professores admitem que praxes violentas não acabaram e denunciam aumento de rituais de cariz sexual. Há caloiros a serem levados para salas escuras e obrigados a simular atos íntimos.

 

(...) “Eu ia a tremer, porque percebi que o que se passava era grave”, conta ao SOL. Lá dentro, os veteranos obrigavam raparigas e rapazes a simular atos de sexo oral, usando um pénis de louça onde colocavam iogurte. Cada caloiro era fotografado a cumprir a praxe pelos veteranos, que ficavam com uma prova da sua ‘entrada’ no curso.

 

“São cada vez mais intensas, com grande consumo de álcool, o que aumenta a agressividade das práticas e reduz a capacidade dos caloiros dizerem não”, defende Catarina Martins.

 

A investigadora do Centro de Estudos Sociais confirma que também em Coimbra há cada vez mais praxes de cariz sexual. “Muitos casos são de verdadeira agressão sexual”, diz a investigadora, recordando que há uma “regra de praxe não inscrita nos códigos” em que um caloiro não é verdadeiramente um estudante se não tiver relações sexuais com outro até à queima das fitas, que se celebra em maio. “Há relatos de uma violação em grupo de uma estudante num jardim e de outros abusos. Simplesmente não são denunciados por vergonha e medo”, diz.

 

Para combater esta situação, Catarina Martins defende que as praxes sejam totalmente proibidas e passem a ser um crime público. Ou seja, que os casos não dependam da queixa das vítimas para serem investigados, podendo a denúncia ser feita por qualquer pessoa.

 

Mas para o presidente do Conselho de Reitores, António Cunha, a solução está nas mãos dos estudantes. “As universidades não podem ter um polícia atrás de cada estudante, nem ser responsabilizados pelo que se passa fora do recinto” – frisa António Cunha, que proibiu as praxes no campus da Universidade do Minho.

 

Já para o tenente coronel da GNR Rogério Copeto, “seria muito útil poder alargar às instituições de ensino superior o programa Escola Segura, que é aplicado nas escolas desde 1992”.

 

As praxes estão dominadas por montes de gente estúpida, criminosa e sem consciência e as faculdades deviam declarar todos os organizadores de praxes como personas non gratas. Deviam ser proibidas.

 

Porque é que as faculdades não têm um gabinete de aconselhamento aos caloiros? Porque não organizam elas recepções aos caloiros, de modo a esvaziarem a função das praxes? Porque não vendem elas os trajes para acabar com essa chantagem do traje? Porque é que não têm um professor tutor que aconselhe os caloiros? Há imensos alunos sozinhos nas cidades, longe de casa e sem ninguém que os ajude a ultrapassar esses obstáculos que podem matar logo ali qualquer hipótese de fazerem o curso ou até de terem uma vida normal, nos casos de extrema violência. As faculdades são escolas, têm que ser pedagógicas.

 

Depois somos nós nas escolas básicas e secundárias que preparamos mal os alunos... nós fazemos uma recepção aos alunos novos, dizemos-lhes as regras da casa, mostramos-lhes os sítios, os serviços, etc. Eles têm um Director de Turma a quem recorrer sempre que necessitem de ajuda.

 

Há mil e uma coisas que as faculdades podem fazer. O que não podem é fazer nada.

 

Leio por aí que em Beja as praxes de cariz sexual foram de tal modo e no meio da rua que apareceu a polícia.

Como é que é possível uma pessoa entrar para a faculdade e ser sujeita a ser humilhada [fotografad@...? para quê? para os colegas depois de masturbarem a olhar para as fotos d@s caloir@s...?] e violada e tudo no silêncio cúmplice das faculdades que de tudo sabem e nada fazem? 

 

 

publicado às 17:57



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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