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Sobem para quatro as mortes de professores que a Fenprof quer ver investigadas

Em Manteigas, uma professora “em plena sala de aula, fulminantemente, caiu para o lado”. Já no Fundão, outra docente “estava a corrigir 60 provas aferidas, a lançar as notas dos seus alunos e a fazer vigilâncias de exames. Aparece morta em cima do teclado do computador em pleno lançamento das notas”.

Um terceiro caso ocorreu num agrupamento de Odivelas. “O professor enviou por email, cerca da 1h, os dados pedidos pela escola. No outro dia não apareceu, a medicina legal concluiu que teria morrido por essa hora”, acrescentou.

“Temos o problema dos horários sobrecarregados, com todo o trabalho que é imposto de forma abusiva e ilegal”, refere Mário Nogueira, lembrando que “os professores trabalham muito próximo das 50 horas semanais, sem tempo para descanso, para a família ou para o lazer”.

Há casos em que os docentes “entram em burnout, ficam de baixa e medicados, o que pode levar a casos mais extremos”. “Temos de perceber se foi isso que aconteceu”, sublinha.

De acordo com o DN, as conclusões do inquérito nacional sobre as Condições de Vida e Trabalho na Educação em Portugal, coordenado pela investigadora Raquel Varela, da Universidade Nova, que envolveu cerca de 19 mil docentes, revelam que mais de três em cada quatro professores apresentam sinais de esgotamento emocional.

 

publicado às 08:52


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