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Post to myself

por beatriz j a, em 06.12.18

 

Uma pessoa não pode ficar tão deprimida por causa das acções parvas de outros ao ponto de esquecer as coisas positivas.

Quarta-feira ajudei um aluno. Ajudei mesmo. Num problema muito complicado. No ano passado tinha posto em marcha um plano de ajuda com a colaboração de outras pessoas que entretantou ficou parado por causa da minha doença mas este ano repus as coisas em marcha e na quarta-feira, entre todos, ajudámos o rapaz.  No mesmo dia, consegui pôr em marcha outra ajuda para outro rapaz e também funcionou.

 

Consigo com alguma frequência ajudar alunos pela razão de me dar ao trabalho de observar os seus padrões de comportamento e de resposta às solicitações e desafios.

Primeiro, só conseguimos ajudar os adolescentes depois deles confiarem em nós. Se fosse no ano passado no início do ano não tinha conseguido ajudar aquele primeiro rapaz. Foi preciso primeiro que ele ganhasse respeito pela minha pessoa (porque ele é muito inteligente e não vai em tangas) e depois, que ganhasse confiança. Isso levou o primeiro período todo do ano passado.

 

No passado, quando era mais nova, acontecia querer ajudar os miúdos e ver perfeitamente qual era o problema deles e ter pressa em ajudar e então ia falar com eles demasiado cedo. Eles fugiam. O nosso tempo não é o tempo deles que é mais lento e sem passar por certas etapas todo o nosso esforço é inútil. É preciso ler os sinais no comportamento deles e ter muita paciência. Isso aprendi a ter.

 

Para isso, é preciso ser-se sério, honesto e consistente com os miúdos. A maioria dos adolescentes têm um radar para detectar tangas nos professores muito certeiro.

Depois é preciso algum jeito para falar com eles, sobretudo se são pessoas fechadas e complicadas, como geralmente o são os que precisam mais de ajuda. Para isso tenho jeito e os miúdos confiam em mim e tenho estratégias, também.

 

Outra coisa uma pessoa percebe, com alguma tristeza: quem mais estraga os miúdos são os pais. A maioria dos casos por ignorância, alguns por estupidez, muitos por incúria.

 

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publicado às 21:38



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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