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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
... mas não... deixa-os lá ficar bem doentes que depois remediamos com apoios... não sou contra os alunos terem apoios, bem pelo contrário mas preferia que em primeiro lugar se tomassem as medidas que evitam que os alunos cheguem ao ponto de precisar de apoios. Mas essa não que isso custa dinheiro. E depois, quando fosse necessário sacar mais uns biliões para pagar a crise onde se iria buscar...?
Ontem aquela luminária que escreve livros a dizer que é preciso inventar novos professores escreveu um artigo a explicar aos professores de Português como devem dar os Lusíadas à maneira que ele 'gosta' [como se isto fosse uma espécie de bacalhau à moda do senhor] e que é a maneira como a dona Zulmira que foi professora dele há 60 anos dava a obra... e diz que os alunos não gostam dos Lusíadas porque os professores são maus e os alunos aborrecem-se.
O que me aborrece são estas pessoas que do lado de fora deste sistema insano em que se transformaram as escolas para se poder despedir e poupar dinheiro [o que passou e passa pela degradação constante dos professores e do seu trabalho] em vez de lutarem pelas medidas que previnem e diminuem os casos de chumbos (mas se calhar o que interessa não é os alunos aprenderem de facto mas apenas mudar a estatística nem que seja à custa de os passar em cursos de...deixa ver... navegar no Facebook, por exemplo) passem o tempo a dizer o que 'gostam' e o que 'querem' segundo as últimas modas - os mesmos que não fizeram o que 'deviam' quando tiveram o poder de o fazer, em grande parte porque têm um enorme desprezo pela profissão de professor que acham ser uma profissão para gente que não soube ter sucesso, isto é, não soube ser um fura-vidas e ganhar dinheiro.
Alguns são mesmo grandes responsáveis pelo estado da educação actual como essa Rodrigues e este Crato que também passa o tempo a dizer o que 'quer'. Porque a escola existe para satisfazer os 'quereres' e 'gostos' e 'opiniões' desta gente toda de sucesso, especializados em ser viajantes do planeta que dão duas voltas ao mundo em 80 dias, estes especialistas em saber quantos engenheiros havia em mil novecentos e troca o passo e em pagar milhares e milhares de euros a pessoas para tirar fotocópias e ordená-las pelo sistema alfabético ou algo assim.
O que me aborrece é que não se calem de uma vez por todas!
Se as turmas não estivessem a abarrotar de alunos, os professores a abarrotar de turmas e de trabalho burocrático inútil, se calhar faziam melhor trabalho, os alunos chumbavam muito menos e não havia professores sem turmas...
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