Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Não gosta das "forças ocultas" e vê o combate ao crime como uma missão. Recebe ameaças mas insiste nas buscas a poderosos.
É assim que se vê a importância do trabalho da funcão pública. São os que mantêm a sociedade democrática a funcionar na medida em que contribuem para a manutenção da justiça, da equidade e da igualdade de oportunidades, em suma, tudo o que define um estado democrático que queira ser mais que uma mera coreografia periódica de votos. Podia ser um funcionário da saúde, da educação, das forças de segurança... neste caso é um funcionário da justiça.
O que faz deste indivíduo um caso à parte é a coragem de enfrentar poderosos que têm aliados, implícitos e explícitos nos cargos mais altos do Estado, da banca e das finanças. Pena que seja uma pessoa apenas mas nestas coisas de ter coragem são sempre poucos os capazes. Como me dizia hoje uma pessoa, não me importava de pagar um imposto para este tipo ter vinte ou trinta juízes a trabalhar com ele, para ver se nos livrávamos de vez dos corruptos que drenam os dinheiros e dão cabo do país há décadas.
Eu bem sei que os corruptos não acabam, que são como as baratas, mas é por isso mesmo que temos que ter um serviço de exterminadores independentes e competentes, incorruptiveis, corajosos, em alerta permanente.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.