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Na parte que respeita ao trabalho na sala de aula, concebo uma avaliação de professores formativa, externa à escola, constituída por ex-professores das disciplinas que avaliam. Professores que saíssem do activo para se dedicarem à avaliação de professores.

 

Teriam de ter um certo perfil: um conjunto de certas características - idade/muita experiência, trabalho reconhecido, seja académico ou em termos de resultados na sua actividade profissional. Estas equipas andariam em pares, por professores da mesma disciplina que o avaliado e fariam avaliação de professores em zonas onde não tivessem leccionado. É preciso perceber que nas escolas os avaliados e os avaliadores são pares, não há hierarquias a não ser do orgão de direcção e não podemos ter professores que são colegas a avaliar outros colegas do mesmo nível, mesmo que lhes dêem uns títulos para parecer que há superioridade. Isso foi o que fez a Rodrigues e inquinou todas as relações entre pares.

 

A sua avaliação seria no sentido de apontar pontos fracos e fortes. Quer dizer, acompanhar o professor em questão durante um tempo (uns meses) e no fim reunir com ele e apontar pontos fracos e fortes no seu trabalho para o professor poder alterar, ou reajustar, se for caso disso, o seu modo de trabalhar. Fariam um relatório para o director ficar a par sobre o ponto da situação. Isto, quanto a mim, seria indiferente à subida de escalão que teria a ver com o trabalho de escola avaliado pelo director mais as formações, etc. O objectivo não é punir mas formar, dar espaço para a pessoa crescer enquanto profissional.

 

É assim que entendo uma equipa de avaliação externa: uma equipa com propósitos formativos. Por ser formativa, penso que seria bem recebida pelos professores e teria um papel útil e efectivamente contribuinte para a melhoria de resultados.

Casos de professores que não cumprissem os seus deveres profissionais seriam encaminhados para a Inspecção. Isto permitiria detectar casos de professores completamente inadequados para a profissão, estratégias e estilos de leccionação positivos, negativos, eventualmente causas de insucesso transversais a muitas escolas. Permitiria avaliar da evolução do trabalho do professor ao longo da carreira. O conhecimento em forma de dados extraído de avaliações assim, seria mais valioso que oitecentos quilos de grelhas preenchidas.

 

Só entendo uma equipa de avaliação externa nestes termos. O resto é igual ao que já temos só que com burocratas de fora da escola.

É claro que isto saíria mais caro que preencher grelhas estúpidas com a prata da casa ou com prata de fora. Mas estou convencida que resultaria e que a médio e longo prazo veríamos as pessoas a mudarem a sua maneira de encarar a profissão e tudo.

Grelhas estúpidas, e equipas externas de avaliação punitiva não só não mudam nada como põem as pessoas na defensiva, são geradora de conflitos, queixas, recursos, etc., o que piora os resultados...com prejuízo para a educação.

Mas, como é costume, estou convencida que no ME escolherão exactamente a pior solução, a que estraga ainda mais, a que põe os professores mais subservientes e amestrados.

 

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publicado às 22:50


2 comentários

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De júlio farinha a 12.06.2018 às 03:20

Tenho dúvidas sobre o estatuto e as dependências do director nos dias que correm. O director, hoje, não é propriamente um lider como chegou a ser no passado pós-25 de Abril. Hoje ele é sobretudo um chefe. Chefe da repartição em que se tornou a escola. Burocrática, centralista,coisificada.
Falta à escola humanização, profissionalismo nas estruturas e orientação pedagogica. Os professores fecharam-se sobre si mesmos esquecendo que os alunos têm que ser ensinados no cooperativismo e na unidade do diverso. O ensino tem que ser global. Falta, em todas as instâncias da escola, espírito critico.

Voltaremos a estas matérias sempre que achar oportuno.
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De beatriz j a a 12.06.2018 às 05:33

Pois é, mas isso tem que ver com o que querem que a escola seja.

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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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