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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Apesar da Hillary Clinton não representar uma mudança positiva no estado de coisas no que respeita ao poder económico, à questão da riqueza/pobreza, da influência dos grandes grupos económicos, etc., etc., não é verdade que ela e o Trump sejam a mesma coisa.
Quem vê hoje as TVs americanas repara que nestes últimos anos a quantidade de afro-americanos e de representantes de minorias aumentou visivelmente e vê que aparecem por todo o lado: na política, no funcionalismo público, nos jornais, nas empresas, etc., devido a ter havido um presidente negro na Casa Branca. Isso era o que aconteceria se a Hillary Clinton fosse eleita.
E o efeito não seria apenas no interior dos EUA (e nem falo em assuntos como o ambiente que o Trump desvaloriza) porque a zona de influência dos EUA é muito grande.
Este foi um ano de retrocessos, nesse aspecto: os EUA elegeram um homem que defende a normalidade do abuso sexual das mulheres, a inevitabilidade do assédio no trabalho, a prisão para quem faz um aborto, etc., e que está rodeado de gente retrógrada como ele ou ainda pior; a Turquia consolidou no poder um homem que defende a inferiorização das mulheres; no Brasil escolheram um indivíduo que construiu um governo sem mulheres e que luta com os evangélicos contra os direitos das mulheres e das minorias; a ONU elegeu um homem católico ortodoxo que fez campanha contra os direitos das mulheres enquanto foi ministro em Portugal. Os tempos não estão risonhos.
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