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Sites piratas bloqueados em Portugal já são 90

 

O documento em causa não é bem visto pelo MPPP. Segundo o MPPP, "a chamada "pirataria", ou partilha de conteúdos protegidos por direitos de autor, não prejudica nada os autores ou criadores. "Prejudica apenas os intermediários, que esses sim roubam o dinheiro dos criadores e dos artistas a descarada, e os que não se querem adaptar as novas tecnologias. Isto porque a Internet veio substituir esses mesmos intermediários".

 

O acordo permite que sejam bloqueados "sites" piratas "com dispensa de recurso a uma decisão judicial".

Mais um elemento que suscita a indignação do MPPP, que defende que "este facto é como uma caixa de Pandora, ou melhor, que se abre aqui um precedente gravíssimo. Hoje, mandam barrar 90 sites de partilha, mas amanhã poderão mandar fechar um qualquer site que critique o governo. Isto é censura em larga escala e sem justificação".

 

Recorde-se que, na cerimónia de assinatura do memorando, o então secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, mostrou-se satisfeito com o objetivo alcançado. "O Memorando de Entendimento corporiza um acordo de auto regulação relativo à proteção do direito de autor e dos direitos conexos em ambiente digital. Trata-se de uma iniciativa com caráter pioneiro a nível europeu e constitui um exercício de extraordinária responsabilidade cívica assumida numa perspetiva de autor regulação pelas entidades que o subscreveram".

 

Nenhum autor é prejudicado porque quem vai à internet ver conteúdos é quem não os pode comprar e deixar de ter acesso não faz com que passem a comprar, só faz com que deixem de ter acesso à cultura, o que neste país é particularmente dramático. Os que mais partilham conteúdos são os adolescentes que não têm dinheiro para aceder à cultura. Quem pode ir a cinemas e concertos, vai, não os vê num PC. Isto só afecta as multinacionais intermediárias que cobram fortunas aos autores. Aliás, como toda a gente sabe, a partilha de conteúdos faz publicidade aos autores e às obras. Quem é que não se lembra de gravar cassetes e depois CDs com músicas? Alguma vez isso tirou vendas aos autores...? Claro que não. Antes pelo contrário, muitos autores fizeram a sua fama e carreira a partir das gravações que passavam de mão em mão. Esta gente toda é uma cambada de idiotas do tempo das cavernas, vendidos aos lobbies das multinacionais. E não pagamos já uma porcaria duma taxa quando compramos dispositivos electrónicos para pagar isto?

 

 

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publicado às 22:24



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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