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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

O filme é bestial. Apanha um ano da vida de Hendrix, desde que a Linda Keith o descobre, o convence a cantar, lhe muda a imagem e lhe abre portas do establishment até ao concerto de Monterey que o explodiu para o mundo inteiro. É um filme intimista e o actor que o representa apanhou-o com um grande insight porque parece estarmos a ver o próprio, nos jeitos e trejeitos, na maneira de falar.... Um filme honesto já que não esconde o lado violento dele e o modo como tratava as mulheres. Também nos dá acesso ao lado profundo e filosófico do Hendrix. A atmosfera da época e até as cores, tudo com um pormenor muito fidedigno. Claro que temos momentos da música dele e cenas que se passaram em Londres, como aquela do Eric Clapton fugir do palco em pânico da primeira vez que toca com ele. Fantástico, o filme. O trabalhos dos actores fenomenal. O filme é de John Ridley, o mesmo que realizou '12 Anos Escravo', filme de que não gostei. Pois este adorei. Porque não é fácil falar do Hendrix e não é fácil escolher que momentos e que facetas mostrar e como mostrá-lo, de modo a dar uma ideia da complexidade da personagem sem o reduzir, nem a um ícone sagrado nem a um guitarrista drogado.
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