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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Nesses dois anos, o ex-presidente da ADSE poderá ter estado envolvido na prática de vários crimes. A TVI detalha que, em 50 fornecedores e prestadores de serviços de saúde associados à PT-ACS, 40 estavam em situação de irregularidade, por se tratarem de empresas fantasma, ou por não ter havido processos de consulta ao mercado para aquisição de bens e serviços. Havia, inclusive, empresas cujos sócios eram colaboradores da própria PT-ACS. Carlos Liberato Baptista terá dado aval a tudo isto, assinando os contratos e comprovativos necessários.
Esta terá sido a causa para a sua saída discreta da PT-ACS para o Instituto de Acção Social das Forças Armadas, onde desempenhou a função de vogal, responsável pela gestão do sistema de saúde dos militares (ADM), segundo a TVI. Aguiar Branco, na altura ministro da Administração Interna no Governo de Pedro Passos Coelho, diz que o nome de Carlos Liberato Baptista foi sugerido pelo Ministério da Saúde para a gestão do ADM.
Carlos Liberato Baptista assumiu o cargo de director-geral da ADSE em Janeiro de 2015, na sequência de um concurso da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), tendo sido o nome seleccionado pelo Governo de Passos Coelho/Paulo Portas entre os três finalistas apresentados.
Em Janeiro de 2017 foi convidado pelo Governo de António Costa para continuar à frente dos destinos do sistema, assumindo então a presidência do instituto criado para gerir a ADSE. Voltou a passar pela Cresap, que deu parecer favorável à nomeação.
Sabendo que estava metido em esquemas e possivelmente crimes continuou a ser escolhido pelos governos para dirigir outros serviços e até sugerido para ministro. Agora tinha sido escolhido para... deixa ver... roubar a ADSE e levar o sistema à falência...?
E a Cresap, como se vê, é um organismo muito importante para a escolha de pessoas competentes e sérias para os cargos... deu-lhe aval positivo duas vezes.
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