Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Apesar dos sacrifícos dos trabalhadores que acedem em trabalhar mais por menos dinheiro durante dois anos e apesar de lucros de milhões, uma fábrica de automóveis decide fechar e mandar 1100 trabalhadores para o desemprego com o argumento que os alemães, o grupo dono da fábrica tem metas de lucro que não foram atingidas. Então inventam que é falta de competitividade. Os trabalhdores ocupam a fábrica e exigem falar diretamente com os alemães. Depois as coisas vão escalando.
Este filme é a realidade. Não é só em França, como diz Vincent Lindon, que uma empresa pode fechar portas, mesmo com lucros e mesmo que tenha recebido ajudas do Estado, de um dia para o outro sem arcar nenhuma responsabilidade para com as pessoas e famílias que atira, sem escrúpulos, para o desemprego, para ir depois abrir outra fábrica numa terra onde possa explorar mais e melhor os trabalhadores...
Esta é a Europa que temos, decalcada do modelo capitalista selvagem dos americanos que não era, no passado, o nosso modelo. Ainda alguém se admira com os populismos... vale muito a pena ver este filme.
Como se diz no início, quem vai à luta pode perder mas quem não luta já perdeu. O filme mostra como se fomenta a violência com a violência da desresponsabilização social, do desinteresse por quem trabalha, do desinteresse pelos direitos das pessoas. Podia chamar-se A Raiva, como o filme que recria A Seara de Vento do Manuel da Fonseca.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.