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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Juncker já deu ordens para que o ex-presidente da Comissão Europeia seja tratado como qualquer outro lobista.
Durão Barroso vai tornar-se no primeiro ex-presidente da Comissão Europeia a ver retirados os chamados "privilégios de passadeira vermelha" por Bruxelas, na sequência do cargo que ocupa na Goldman Sachs, avançou ontem o jornal Financial Times.
Isto é tudo triste... é triste e, para ele, uma vergonha, perder a influência priviligiada que tinha em Bruxelas; é triste, para ele e para nós, que tenha escolhido, após sair da Comissão, não usar a influência que tinha em Bruxelas para beneficiar o povo do seu país, que foi o seu trampolim para os privilégios da sua vida - uma espécie de segundo abandono; é triste que tenha sido o exemplo dele a tornar visível a falta de ética e a promiscuidade entre os negócios e os políticos; é triste que seja o Juncker, esse facilitador de negócios -lobista- às grandes multinacionais no seu país a fazer esta figura de regulador ético; é triste que a UE se tenha tornado um local onde alguns vivem com excesso de privilégios à custa das pessoas dos países que os pagam a ferro e fogo; é triste porque ele não precisava deste tacho para viver e podia ter optado por dignidade em vez de ganância.
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