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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O autor deste artigo de opinião argumenta que os portugueses não estão preparados para pagar os partidos políticos e até querem reverter o regime para o pré-25 de Abril a partir da indignação das pessoas com os abusos e a falta de consciência cívica dos deputados. Demagogia é isto. Dá ideia de que só há duas opções extremas: ou apoiamos os deputados e governos mesmo quando a sua acção é de prevaricação, de incompetência ou de imoralidade ou estamos contra os partidos e a democracia.
Por outro lado, se os portugueses se calam quanto aos abusos dos políticos, estes mesmos jornalistas dizem que a sociedade portuguesa está dormente e merece os políticos que tem mas se as pessoas se indignam e falam dizem que querem acabar com os partidos e a democracia. Demagogia é isto. As pessoas indigam-se porque lhes dão razão para isso. É triste dizer isto mas os nossos políticos não são grande coisa em termos de ética e falta-lhes formação filosófica para perceber os princípios que subjazem às suas decisões políticas e as implicações que nelas estão contidas no que respeita aos fundamentos e estrutura da sociedade. Só vêm o curto prazo e o interesse económico/partidário próprio está no topo das prioridades. Isso é visível no que fazem e, sendo contrário ao interesse público que deviam servir, constantemente prejudicam pessoas e as pessoas revoltam-se e indigam-se o que não é ser contra os partidos políticos em abstracto ou contra a democracia, é ser contra estes políticos em concreto que estas coisas fazem, como desagendar assuntos importantes para o país para se isentarem, à socapa, de pagar impostos e outras coisas.
Alguns jornalistas deviam fazer um upgrade da sua posição e passar de devotos a críticos porque o lugar dos devotos é nas igrejas a celebrar deuses, não na política onde só há seres humanos.
Ao generalizar a todo o povo português uns comentadores de jornal fez o mesmo que criticou nos comentadores de jornal que foi generalizarem a todos os políticos o que pertence a alguns deles. Mas não percebeu isso.
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