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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Às vezes a utilidade dos debates políticos é confirmarmos a inutilidade [destes] políticos no que respeita a ideias para construir um futuro.
O debate começou bem até a Martins ter entalado o Portas com a questão das pensões. A partir daí o Portas escorregou para a demagogia e a desconversa da Grécia e do Syrisa. Espingardou, sempre a repetir que as exportações estão de vento em popa e minimizou os problemas do desemprego e da pobreza.
A Martins está muito bem na crítica, no desmontar da demagogia do Portas e no apontar dos problemas mas nem um nem outro nos dizem o que farão se ganharem eleições. Nem o que defendem em termos de grandes linhas políticas que sirvam uma visão de futuro [se calhar não têm visão] nem o que farão em termos de políticas práticas: para o emprego, para reduzir a dívida, para regular o desgoverno ladrão da banca, para reverter a desertificação do país, para reverter o problema gravíssimo da falta de nascimentos, do desiderato migratório... nada de nada. Enfim, o Portas acha que já tudo foi quase feito, agora é só 'deixar rolar'...
Não sei, mas parece-me que num debate para eleições legislativas têm que ser apresentados os pontos do programa, as políticas com que se comprometem.
A entrevistadora também não está bem. Deixa-os à vontade... começou com uma pergunta sem interesse nenhum de um internauta e depois deixou-os. Tinha que ter uma lista dos problemas do país e perguntar-lhes o que é que o programa de cada um defende e como vão implementar o que defendem.
Enfim, está um debate desinteressante.
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