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  <title>IP</title>
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  <description>IP - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sun, 28 Feb 2010 09:48:33 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sun, 28 Feb 2010 09:04:41 GMT</pubDate>
  <title>astrólogos, políticos e cartomantes</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 id=&quot;NewsTitle&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Eis o programa que contacta com mortos &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 128);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;JN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 128);&quot;&gt;&lt;span id=&quot;ctl00_bcr_ThisContent&quot;&gt;Moita Flores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 128);&quot;&gt;&lt;span id=&quot;ctl00_bcr_ThisContent&quot;&gt; teve muitas reservas, mas acabou por aceitar o convite de Júlia Pinheiro. O presidente da Câmara de Santarém participou numa das sessões em que é suposto entrar em contacto com familiares mortos e o saldo da experiência foi avassalador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 128);&quot;&gt;&lt;span id=&quot;ctl00_bcr_ThisContent&quot;&gt;Refira-se que &lt;b&gt;este programa chega a Portugal pela mão de Mónica Carrelhas, astróloga e produtora, como se apresenta&lt;/b&gt; no site de Planeta Ideal, empresa que criou para levar adiante este projecto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 128);&quot;&gt;&lt;br type=&quot;_moz&quot; /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece que estamos entregues a astrólogos e políticos de feira. A astróloga garante que tudo se passa com elegância, que os mortos com quem contacta não embaraçam os convidados...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não digo que não existe uma vida depois desta. Agora o que digo é que estes programas incentivam as crendices e superstições das pessoas mais vulneráveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assistimos a uma decadência da racionalidade em favor da crença sem fundamento, da fantasia, da infantilidade intelectual de adultos por falta de uso sistematico da razão. Isto nota-se na acção das pessoas e está ligado a uma educação indulgente com a razão. Uma educação do &apos;saber fazer&apos;, mas sem compreender nada do que se faz e porque se faz. Uma educação onde o conhecimento, a massa que alimenta e orienta o pensamento é visto como uma &apos;mania&apos; de gente que se acha mais que os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na semana passada duas alunas deram uma aula. Entusiasmadas com o capítulo que estamos a dar na Psicologia sobre as Relações Interpessoais que incluem a agressividade, a amizade, a intimidade e o amor, pediram se podiam preparar-se e dar uma aula sobre o tema. Disse que sim, claro. As miúdas preparam-se bem e fizeram um bom trabalho. Na aula seguinte disse-lhes qual tinha sido a avaliação delas. Uma outra aluna zangou-se e disse-me que eu não &lt;b&gt;devia&lt;/b&gt; (lol, os alunos acham sempre que sabem os nossos deveres melhor que nós) dar nota ao trabalho e devia contar apenas como mera participação na aula porque agora os outros que não deram nenhuma aula ficaram em desvantagem. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que os outros não ficam em desvantagem porque a nota deles não é prejudicada por não darem uma aula (embora o possam fazer). E é evidente que tenho que valorizar o trabalho das duas alunas: fizeram mais do que era pedido e correram o risco de as coisas não sairem bem e fazerem má figura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A garota que disse aquelas coisas é boa aluna, muito boa miúda e não o disse por mal ou para prejudicar as colegas. É apenas o fruto destes anos e anos de pedagogias miserabilistas que alimentam a ideia de que a democracia significa que todos somos e temos que ser sempre iguais e que o valor individual deve ser desincentivado para não acabrunhar os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É este desprezo pelo conhecimento que, no fim de contas, alimenta aqueles programas de astrólogos que exploram e manipulam os sentimentos das pessoas. Pessoas com uma educação académica que favorecesse os processos racionais e a autonomia teriam mais instrumentos para lutar contra a crendice e a superstição. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Inglaterra, soube-se há pouco, muitos deputados e alguns ministros consultam astrólogos com frequência...A ideia de andarmos a ser governados por astrólogos e cartomantes até assusta.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;</description>
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  <category>educação</category>
  <category>superstição</category>
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