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  <title>IP</title>
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  <description>IP - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sun, 23 Jun 2019 18:37:12 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sun, 23 Jun 2019 18:33:00 GMT</pubDate>
  <title>Filmes - O Corvo Branco</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/filmes-o-corvo-branco-5731378</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui ver este filme com uma amiga. Éramos as pessoas mais nova na sala que estava bem composta. A média de idade devia andar nos 70 anos. Pessoas de canadianas, muita gente com muita dificuldade em andar. Seria de esperar que chegassem a horas mas isso era se não fossem portugueses... muitos chegaram quando a sala já estava às escuras, não viam os degraus, tropeçavam, depois falavam alto, &apos;não vejo nada!&apos; e coisas do género. Parecia uma cena cómica. Acendi a luz do meu telemóvel e apontei para os degraus e estive assim a fazer de arrumadora ou lá o que é durante um tempo até que se sentassem. Durante os créditos finais passa uma filmagem de Nureyev a dançar. Pois a brigada da bengala resolveu sair, às escuras, outra vez sem ver as escadas e a queixar-se... enfim...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei se média de idade das pessoas diz algo sobre o desconhecimento da figura de Rudolf Nureyev e de falta de interesse pela dança nas gerações mais novas ou se foi só um acaso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seja como for, o filme é muito bom. A realização é de Ralph Fiennes, o que me surpreendeu porque não sabia que ele também era realizador, além de actor. Ele faz no filme o papel de Pushkin (muito bem, diga-se de passagem), o bailarino e professor de dança que mais tarde também treinou Baryshnikov. Quem faz de Nureyev no filme é o bailarino ucraniano, Oleg Ivenko. Não é fácil fazer de Nureyev, um indivíduo com uma personalidade intensa e electrificante, com aqueles olhos enormes &apos;de fome de absorver tudo&apos; como diz Ralph Fiennes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme conta a viagem da companhia de Ballet de Kirov a Paris no fim da qual, já no aeroporto e perante a eminência de voltar a uma União Soviética que via como uma jaula, Nureyev desertou para o Ocidente. O filme é baseado num livro da jornalista Julie Kavanagh que escreveu a biografia de Nureyev depois de uma investigação de dez anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À medida que acompanhamos a excitação de Nureyev à descoberta da liberdade nessa visita da companhia de bailado a Paris onde causa um grande sururu como dançarino, vamos tendo &lt;em&gt;flashbacks&lt;/em&gt; da infância dele e do percurso como dançarino em Leningrado. A personalidade dele e a fome de se expandir pela dança.Tudo muito bem feito e filmado com bons diálogos, cenas de dança muito boas e a música dos clássicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme consegue mostrar a maneira como a vida dele está presente na dança, quer dizer, ele dançava o que era e o que tinha vivido e isso transparecia: a infância de grande pobreza, a luta por suceder num país que o enjaulava, a ele e ao seu talento, a vontade de se instruir na arte, a fome de ser. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme chama-se O Corvo Branco. Em russo esta expressão designa aqueles que são diferentes e únicos e que por isso não se encaixam na normalidade. No filme vê-se a solidão que isso acarreta acompanhada de uma certa distância, endógena, uma coisa interior, não treinada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nureyev desperta para o mundo da arte quando a mãe ganha um bilhete para a ópera e o leva, com as irmãs, muito novo, com cinco anos ou assim, a ver o espectáculo. A magia dessa experiência despertou-o para a arte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Compreendo-o perfeitamente. O mundo das artes performativas é um mundo cheio de magia. Uma pessoa senta-se, as luzes apagam-se, a cortina sobe e de repente estamos noutra realidade, que sendo irreal, é mais real que o real (a maioria das pessoas nas &apos;cenas&apos; das [suas] vidas não são reais, são máscaras de conveniência), quando o apanha e revela as suas raízes profundas, os seus modos de ser. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostei imenso do filme. Imagens belas. São duas horas que passam a correr. Hei-se vê-lo outra vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/BklqjGWxNMs&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;width: 640px; padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>nureyev</category>
  <category>o corvo branco</category>
  <category>filme</category>
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  <pubDate>Tue, 05 Feb 2019 23:10:00 GMT</pubDate>
  <title>Filmes - A favorita</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/filmes-a-favorita-5527156</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os filmes de Yorgos Lanthimos têm um ponto de vista sobre um certo aspecto da realidade e fazem-nos pensar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este filme é sobre a rainha Anne [a que constituiu, no século XVIII, o Reino Unido] e as suas duas favoritas, personagens da nobreza que existiram mesmo e que governaram a Inglaterra, entre si, durante muitos anos. O filme é uma trágico-comédia negra e opressiva. A maior parte do filme passa-se em meia dúzia de salas do palácio da rainha com as duas mulheres a lutarem pelo favor da rainha com o fito de obter o poder e controlo da côrte e do país. Nesse sentido é opressivo porque as três são pessoas manipuladoras numa relação de forças completamente disfuncional. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No meio desta luta, decidem ir para a guerra com a França, subir os impostos à população... enfim, aquela loucura contida delas afecta a vida e os acontecimentos importantes de todo um país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que acho interessante no filme é o conseguir, através deste caso particular, mostrar o que é a disfunção e a loucura alienada do poder que afecta inconscientemente a vida de milhões de pessoas. O que quero dizer é que esta situação que se vê no filme, vemo-la ao longo da história inúmeras vezes. Pessoas disfuncionais, mal formadas, completamente alienadas e indiferentes à realidade dos milhões de vidas que controlam e afectam numa espiral concêntrica insana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não falo apenas das enormes tragédias que mudaram o mundo, como a dos nazis, alienados numa cúpula de loucura psicótica e cega em torno dum lunático desvairado ou de Estaline, claustrofóbico que vivia para matar colaboradores à tripa-forra, fechado nas sua paranóias de perseguição; falo da Catarina de Médicis, por exemplo, que a certa altura governava a França com os seus filhos como marionetas e as suas prostitutas armadas de venenos com que matavam opositores, ao mesmo tempo que decidia as guerras e os saques à população; falo do reinado do Luís XIV, a certa altura fechados em Versailhes numa corte lunática de intrigas e traições onde era mais grave falhar a etiqueta que falhar o inimigo; falo dos Papas que viviam fechados no Vaticano com os seus escravos sexuais e decidiam guerras ao pequeno almoço; falo dos governos que perdem o sentido da realidade e começam a governar para si próprios e para as suas disfunções partidárias; falo das pequenas-grandes tragédias como a que nos aconteceu quando meia dúzia de tipos mal formados (Oliveiras e Costas, sócrates, zenas, granadeiros, varas, salgados, etc.) formavam um clube de bandidos que viviam em circuito fechado entre bancos, governos e administrações a mandar no país e a decidir a pobreza dos concidadãos enquanto os delapidavam para fazerem viagens, comprarem iates e outras futilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É isso que o filme mostra genialmente: como duas, três ou meia dúzia de pessoas, numa posição de poder, afectam tragicamente a vida dos outros, na mais completa alienação e disfunção sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme apanha o carácter trágico da situação e uma certa propriedade de ridículo que essas pessoas têm. Vemos esse ridículo-trágico nessas figuras quando são postas em contraste com a realidade, fora dos círculos fechados em que vivem as suas disfunções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vemo-lo no Hitler, mas também o vemos no Trump, no Sócrates, de há uns anos para cá no Putin (desde que se tornou uma caricatura de si mesmo), no Erdogan, quando aparece nas eleições a descer uma escadaria ladeada com as figuras dos imperadores Otomanos e em muitos outros líderes disfuncionais mas com a mania das grandezas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, o filme apanha isso impecavelmente. Depois o bom gosto da música, dos diálogos, da cinematografia, das roupas, dos cenários, o trabalho extraordinário das três actrizes, tudo concorre para esta visão trágico-cómica do poder quando exercido deste modo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/SYb-wkehT1g&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 09 Nov 2018 21:29:00 GMT</pubDate>
  <title>En Guerre - um filme sobre os grupos económicos predadores que destroem o tecido social por ganância com a conivência do poder político</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/en-guerre-um-filme-sobre-os-grupos-5389972</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar dos sacrifícos dos trabalhadores que acedem em trabalhar mais por menos dinheiro durante dois anos e apesar de lucros de milhões, uma fábrica de automóveis decide fechar e mandar 1100 trabalhadores para o desemprego com o argumento que os alemães, o grupo dono da fábrica tem metas de lucro que não foram atingidas. Então inventam que é falta de competitividade. Os trabalhdores ocupam a fábrica e exigem falar diretamente com os alemães. Depois as coisas vão escalando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este filme é a realidade. Não é só em França, como diz Vincent Lindon, que uma empresa pode fechar portas, mesmo com lucros e mesmo que tenha recebido ajudas do Estado, de um dia para o outro sem arcar nenhuma responsabilidade para com as pessoas e famílias que atira, sem escrúpulos, para o desemprego, para ir depois abrir outra fábrica numa terra onde possa explorar mais e melhor os trabalhadores...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é a Europa que temos, decalcada do modelo capitalista selvagem dos americanos que não era, no passado, o nosso modelo. Ainda alguém se admira com os populismos... vale muito a pena ver este filme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se diz no início, quem vai à luta pode perder mas quem não luta já perdeu. O filme mostra como se fomenta a violência com a violência da desresponsabilização social, do desinteresse por quem trabalha, do desinteresse pelos direitos das pessoas. Podia chamar-se A Raiva, como o filme que recria A Seara de Vento do Manuel da Fonseca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/DUAcj2xYe4c&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>en guerre</category>
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  <pubDate>Fri, 02 Feb 2018 18:46:00 GMT</pubDate>
  <title>I must have died and gone to heaven</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/i-must-have-died-and-gone-to-heaven-4955194</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/J8SUtL9it8Y&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px; width: 412px; height: 230px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Music by Anssi Tikanmäki Lyrics by Anssi Tikanmäki and Maarit Tikanmäki Performed by Johanna Rusanen-Kartano and Anssi Tikanmäki Orchestra (via, The Girl King film)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>johanna rusanen-kartano</category>
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  <category>anssi tikanmäki orchestra</category>
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  <pubDate>Sun, 04 Jun 2017 08:31:00 GMT</pubDate>
  <title>Cultura? Qual cultura?</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/cultura-qual-cultura-4652667</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 class=&quot;headline story__headline&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800000; font-size: 18pt; font-family: &amp;#39;book antiqua&amp;#39;, palatino;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #800000;&quot; href=&quot;https://www.publico.pt/2017/06/04/culturaipsilon/noticia/direccao-de-patrimonio-vai-abrir-inquerito-sobre-alegados-estragos-no-convento-de-cristo-1774523&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Direcção de Património vai abrir inquérito sobre alegados estragos no Convento de Cristo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;“Na sequência de algumas situações e acontecimentos tornados públicos ontem &lt;span style=&quot;color: #800000;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #800000;&quot; href=&quot;http://24.sapo.pt/vida/artigos/convento-de-cristo-em-tomar-danificado-em-gravacoes-de-filme-polemico&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800000;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #800000;&quot; href=&quot;http://24.sapo.pt/vida/artigos/convento-de-cristo-em-tomar-danificado-em-gravacoes-de-filme-polemico&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Convento de Cristo em Tomar danificado em gravações de filme polémico]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;sobre o Convento de Cristo, em Tomar, a DGPC informa que vai abrir um inquérito para apurar a sua veracidade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;Por outro lado, refere que o filme alegadamente na origem dos estragos “é uma &lt;span style=&quot;color: #800000;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #800000;&quot; href=&quot;https://www.publico.pt/2017/03/10/culturaipsilon/noticia/terry-gilliam-inicia-filmagens-de-dom-quixote-sem-paulo-branco-1764723&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;co-produção entre Portugal&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt; Espanha, França, Bélgica e Inglaterra e conta com um orçamento de 16 milhões de euros”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 09 May 2017 20:27:00 GMT</pubDate>
  <title>A reason to live</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/a-reason-to-live-4627164</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tallulah, um filme sobre o parentesco de todos nós e os deveres para com os outros e o planeta também. Esta é a última cena do filme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/5uEzuRwxFX0&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;270&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px; width: 590px; height: 331px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 08 Oct 2016 19:21:00 GMT</pubDate>
  <title>Filmes - Evolution</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/filmes-evolution-4346506</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Filme estranho. Passa-se num lugar imaginário, com uma paisagem rochosa, vulcânica, à borda de àgua, numa comunidade de mulheres que fazem lembrar enguias e rapazes em início de adolescência de quem elas são guardiãs mais do que mães porque não há ali afecto. Não há homens. Os rapazes são sujeitos a experiências médicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme é todo num tom entre o cinza e o sépia, desprovido de adornos visuais &lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;(nesse aspecto é como uma pintura de Rothko onde nada nos distrai e quanto mais nos focamos mais nos perdemos em nós mesmos. É um filme mnésico/introspectivo)&lt;/span&gt; mas não auditivos e os ruídos activam a memória da nossa sensação desses ruídos: o barulho das bolhas de ar na água, dos sapatos a pisar a areia grossa, do vento, do mar a bater nas rochas, do lápis a riscar o papel... No hospital, que parece saído da Segunda Grande Guerra, quase que cheiramos o cheiro a formol de tal maneira aquele cenário amarelo-esverdeado (como a pele das mulheres que lembram enguias) húmido nos atinge.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme não tem propriamente uma história, um enredo. Eu vi-o como uma metáfora da vivência da adolescência ou, melhor, da vivência das transformações da adolescência: a incompreensão do corpo, a distância do mundo dos adultos, o sangue (a única cor do filme são os calções encarnados do rapaz principal, de uma estrela do mar e do cabelo de uma enfermeira que se envolve com ele), o misto de curiosidade e medo com a gravidez e o parto (vê-se uma cesariana).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A adolescência como uma ilha ao mesmo tempo bela, assustadora e muito estranha. Como faz muito bem esse serviço de nos activar a memória das sensações é desconfortável sem ser um filme de terror como o anunciam. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre me pareceu que as pessoas que dizem que gostavam de voltar à adolescência o dizem porque já não se lembram como era. Recalcam as memórias ou seleccionam apenas episódios divertidos mas reprimem a memória das sensações tal qual como eram vividas, experimentadas. Uma pessoa que trabalha com adolescentes e repara vê muita coisa. Neles e em si.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/0yvLuHH9Ay8&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 15 Sep 2016 16:14:00 GMT</pubDate>
  <title>O filme/documentário de Ron Howard sobre os Beatles estreia hoje </title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Eight Days A Week – The Touring Years.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/g3WVPt6_Yko&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 15 Jul 2016 17:53:00 GMT</pubDate>
  <title>O que eu acabei de descobrir :)</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&quot;The Soul Keeper&quot; - filme baseado numa investigação sobre a vida e relação de Carl Jung e Sabina Spielrein, que foi paciente dele e mais tarde se tornou uma analista importante. Ambos pessoas fascinantes. Pessoalmente adoro o Jung e devo-lhe qualquer coisa... Espero que o filme esteja à altura dos personagens que eles foram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/RDYoPVM2jI0&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px; width: 592px; height: 332px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/o-que-eu-acabei-de-descobrir-4239818</comments>
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  <category>jung</category>
  <category>filme</category>
  <category>sabina spielrein</category>
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  <pubDate>Sun, 31 Jan 2016 17:44:00 GMT</pubDate>
  <title>Um filme falhado mas com uma música boa</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não só a música mas também os cenários. Infelizmente o filme não está bom, o que é uma pena porque a Gertrudes Bell  merecia um filme à altura da sua vida fascinante e inacreditável. Em vez de nos dar o retrato dessa exploradora, pioneira, aventureira, conselheira de reis e erudita dá-nos uma espécie de documentário do canal História à volta dos romances que teve com homens. Os actores todos mal escolhidos menos um. A Nicole Kidman não é a GB que era uma mulher com ar típico de inglesa de personalidade muito forte e uma vontade férrea que se vê, mesmo ainda muito nova, no olhar sério e na firmeza da boca. A NK nunca perde aquele ar de modelo gracioso durante todo o filme que abarca quase trinta anos da vida dela, quase todos passados sob o sol do deserto, sempre com o mesmo ar... o Robert Pattinson no papel de T. E. Lawrence é completamente ridículo... enfim, uma pena, para quem conhece a biografia e as cartas dela e, uma surpresa, que não se esperava do Werner Herzog, um realizador com tanto gosto. A música é boa. Ouça-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; src=&quot;http://usercontent2.hubimg.com/5376271_f520.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;380&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/Z24w9QMAa9I&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px; width: 264px; height: 198px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>queen of the desert</category>
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  <pubDate>Fri, 10 Jul 2015 20:04:00 GMT</pubDate>
  <title>Costa Gravas Numa entrevista muito boa no Euronews</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/costa-gravas-numa-entrevista-muito-boa-3620134</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... a Isabelle Kumar, sobre Tsipras, a Grécia e a Europa. Costa Gravas é um grande cineasta com uma voz política &lt;em&gt;engagée&lt;/em&gt;, consciente e democrata. O último filme dele,&lt;em&gt; Le Capital&lt;/em&gt;, mostra, como sempre com muita lucidez e inteligência o que é a economia contemporânea e a sua relação com as pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/1vDaW5AQwoo&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>economia</category>
  <category>entrevista</category>
  <category>costa gravas</category>
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  <pubDate>Tue, 05 May 2015 19:33:00 GMT</pubDate>
  <title>Imagens do passado recente - Berlim, 1945, a destruição a cores</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/imagens-do-passado-recente-berlim-3520939</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imagens impressionantes de Berlim em 1945, logo a seguir ao fim da guerra. Para quem, como eu, esteve em Berlim há pouco menos de um ano, ver a cidade neste estado... Chocante também é ler os comentários deste filme no &lt;em&gt;youtube&lt;/em&gt;. As pessoas em geral são tão inseguras e pequenas que têm que passar o tempo a tentar humilhar e destruir as outras... &lt;em&gt;hence, war&lt;/em&gt;...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/R5i9k7s9X_A&quot; width=&quot;594&quot; height=&quot;333&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>cores</category>
  <category>segunda guerra</category>
  <category>berlim</category>
  <category>destruição</category>
  <category>filme</category>
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  <pubDate>Fri, 01 May 2015 13:32:00 GMT</pubDate>
  <title>Como são tratadas as trabalhadoras</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/como-sao-tratadas-as-trabalhadoras-3513796</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(neste caso as que trabalham no mundo do espectáculo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt; color: #800000; font-family: &amp;#39;book antiqua&amp;#39;, palatino;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #800000;&quot; href=&quot;http://shitpeoplesaytowomendirectors.tumblr.com&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;tumblr Shit People Say to Women Directors&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; src=&quot;http://40.media.tumblr.com/c78a85c94c8174dae103f031da1f1ba3/tumblr_inline_nnl1n6cx6z1tt18w9_1280.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;595&quot; height=&quot;1069&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; src=&quot;http://40.media.tumblr.com/3bb02b350d51c71eeb58985dbaf29847/tumblr_inline_nnl1ojabKH1tt18w9_1280.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;596&quot; height=&quot;765&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>dia do trabalhador</category>
  <category>trabalhadoras</category>
  <category>filme</category>
  <category>cinema</category>
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  <pubDate>Sat, 07 Mar 2015 21:59:00 GMT</pubDate>
  <title>Filmes - The Cake</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/filmes-the-cake-3408553</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É difícil lidar com a dor. A física e a outra. Interrompe a vida. Vemos a pessoa que era ou que podia ter sido antes   da dor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/P3IsUOSHlnU&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>the cake</category>
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  <pubDate>Sun, 30 Nov 2014 14:54:00 GMT</pubDate>
  <title>Jimi All Is By My Side</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/jimi-all-is-by-my-side-3259147</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; src=&quot;http://www.jimiallisbymyside.com/wp-content/uploads/2014/09/cropped-jimi-all-my-side.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;243&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;O filme é bestial. Apanha um ano da vida de Hendrix, desde que a Linda Keith o descobre, o convence a cantar, lhe muda a imagem e lhe abre portas do &lt;em&gt;establishment &lt;/em&gt;até ao concerto de Monterey que o explodiu para o mundo inteiro. É um filme intimista e o actor que o representa apanhou-o com um grande &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt; porque parece estarmos a ver o próprio, nos jeitos e trejeitos, na maneira de falar.... Um filme honesto já que não esconde o lado violento dele e o modo como tratava as mulheres. Também nos dá acesso ao lado profundo e filosófico do Hendrix. A atmosfera da época e até as cores, tudo com um pormenor muito fidedigno. Claro que temos momentos da música dele e cenas que se passaram em Londres, como aquela do Eric Clapton fugir do palco em pânico da primeira vez que toca com ele. Fantástico, o filme. O trabalhos dos actores fenomenal. O filme é de John Ridley, o mesmo que realizou &apos;12 Anos Escravo&apos;, filme de que não gostei. Pois este adorei. Porque não é fácil falar do Hendrix e não é fácil escolher que momentos e que facetas mostrar e como mostrá-lo, de modo a dar uma ideia da complexidade da personagem sem o reduzir, nem a um ícone sagrado nem a um guitarrista drogado.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;//www.youtube.com/embed/iCbSbWNy9Cs&quot; width=&quot;261&quot; height=&quot;146&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>jimi all is by my side</category>
  <category>jimi hendrix</category>
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  <pubDate>Sat, 28 Jun 2014 08:29:22 GMT</pubDate>
  <title>Portugal por aí</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/portugal-por-ai-3008143</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;//player.vimeo.com/video/99030220&quot; width=&quot;607&quot; height=&quot;343&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>filme</category>
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  <pubDate>Sat, 08 Mar 2014 09:17:54 GMT</pubDate>
  <title>O Futuro que estamos a construir?</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;//player.vimeo.com/video/38591304&quot; width=&quot;600&quot; height=&quot;339&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>futuro</category>
  <category>animação</category>
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  <pubDate>Tue, 28 Jan 2014 05:15:40 GMT</pubDate>
  <title> 🎥 Her - O que gostei neste filme?</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &apos;smartphone&apos; dele. Podermos escolher uma voz e uma personalidade que vá ao encontro dos nossos desejos/fantasias e ter um &apos;alter ego&apos; a fazer-nos companhia enquanto trata de nos ler os mails, arrumar os ficheiros, escolher a música do &apos;mood&apos; do dia, comprar bilhetes para uma viagem e marcar o hotel, enfim, fazer de secretário pessoal e de cúmplice? &lt;em&gt;How cool is that?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De resto, o filme tem bons desempenhos porque tem bons actores e mostra que o ser humano é tão desesperado por amor, por algo que lhe anule a solidão que até um Sistema Operativo é capaz de amar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;//www.youtube.com/embed/hTzCSDOM0JQ&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>her</category>
  <category>🎥</category>
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  <pubDate>Mon, 24 Jun 2013 16:03:10 GMT</pubDate>
  <title>NO</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&apos;No&apos; é um filme sobre a campanha publicitária que levou o Chile a dizer, &apos;no&apos; à permanência de Pinochet no poder, no plebiscito que o seu regime organizou para inglês ver -pensava ele- e onde o tiro, lhe saiu pela culatra, como se costuma dizer. Comecei a vê-lo ontem à noite. Muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/ApJUk_6hN-s&quot; width=&quot;525&quot; height=&quot;295&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>filme</category>
  <category>democracia</category>
  <category>no</category>
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  <pubDate>Sun, 16 Sep 2012 20:02:00 GMT</pubDate>
  <title>chinatown</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/1836340.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje estive e rever Chinatown. A realidade de tanta gente ser pessoa sem grandes escrúpulos e capaz de quase tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/3aifeXlnoqY&quot; width=&quot;529&quot; height=&quot;298&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>chinatown</category>
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  <pubDate>Fri, 17 Aug 2012 18:50:33 GMT</pubDate>
  <title>La Rafle (A Rusga)</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/1774116.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um filme sobre o colaboracionismo do governo de Pétain no extermínio de milhares de judeus -sobretudo mulheres e crianças- durante a ocupação nazi. Nestes filmes o que custa ver é a facilidade e rapidez com que a natureza humana, no seu pior, desabrocha e floresce.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/11ddj7YdKeU&quot; width=&quot;520&quot; height=&quot;390&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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  <category>la rafle</category>
  <category>filme</category>
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  <pubDate>Sun, 08 Jul 2012 19:45:36 GMT</pubDate>
  <title>Je ne suis pas une princesse</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um filme sobre uma mãe exploradora e abusadora da filha criança, primeiro, e depois adolescente, transforma-a numa modelo pornográfico-erótico, espécie de mulher em corpo de criança. Um filme de Eva Ionesco baseado na sua própria vida. Mãe e filha figuras meio enigmáticas, meio feéricas, desajustadas dos anos mas ajustadas ao contexto duma Paris decadente, no seu ar &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt;. Ambivalentes. Elas e a sua relação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo filmado com muita elegância e teatralidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px none;&quot; src=&quot;http://www.antimonide.com/wp-content/uploads/2011/07/eva_ionesco-irina-paris.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;173&quot; height=&quot;258&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eva Ionesco em criança&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>eva ionesco</category>
  <category>filme</category>
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  <pubDate>Sat, 05 May 2012 23:22:51 GMT</pubDate>
  <title>Take shelter</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma metáfora brilhante dos tempos que correm. O pânico da catástrofe económica anunciada da classe média trabalhadora com a perda das regalias que eram consideradas normais: seguro de saúde, subsídio para umas férias anuais, um ou dois automóveis... tudo destruído num instante, num tsunami... be scared, take shelter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/I5U4TtYpKIc&quot; width=&quot;520&quot; height=&quot;294&quot; frameborder=&quot;0&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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  <category>filme</category>
  <category>take shelter</category>
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  <pubDate>Sun, 18 Mar 2012 09:50:56 GMT</pubDate>
  <title>Detachment (desapego)</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... é um filme muito bom sobre o desapego e o apego. Passa-se, não por acaso, numa escola mediana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem é professor e, também quem não é, aprende bastante a ver este filme. Os professores facilmente reconhecem a realidade nesta escola e, os outros que o veem, podem ter uma ideia do que são as escolas hoje: com professores que remam contra a maré; com pais absolutamente ausentes das vida dos filhos que só aparecem na escola para ameaçar e bater em professores; com alunos à deriva, vítimas de tudo isto sem o saberem, a precisarem urgentemente de um guia; com diretores exaustos e desmotivados; com assistentes fartos de ouvir os alunos dizerem que não querem nada da vida nem têm expectativas, apenas querem andar por aí; com representantes autárquicos ignorantes que falam em dinheiro e gestão e números; com uma sociedade demissionária das suas responsabilidades que alimenta os jovens com violência, pornografia, superficialidades e conversas de prazer e felicidade ao virar da esquina e que pensa a escola como um laboratório &apos;behaviorista&apos; onde se emendam todos os erros e disparates que os alunos trazem dos agentes de socialização exteriores à escola : os alunos são &apos;coisas&apos; cheias de botões, os professores carregam nos botões dos alunos e estes, quais autómatos, transformam-se milagrosamente em jovens responsáveis, curiosos, assertivos, profundos, trabalhadores...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No filme, vemos a realidade pelos olhos dum professor substituto (o Adrien Brody), por um mês, que pensava poder viver desapegado de tudo para não se magoar. Daí ser um professor substituto: nunca está muito tempo numa escola, não tem que ensinar, só tem que &apos;entreter&apos; os alunos até que o professor permanente chegue.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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  <category>desapego</category>
  <category>escola</category>
  <category>filme</category>
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  <pubDate>Sat, 17 Sep 2011 16:23:17 GMT</pubDate>
  <title>Midnight in Paris</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/1158651.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme, visualmente é lindo. Muito intimista, à maneira dos filmes do Woody Allen. Mostra a perplexidade e o mistério da vida e o modo como a atravessamos. O olhar que temos das coisas, das pessoas e da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passa-se em Paris com um casal em vésperas de casar. Ela e os pais vêem de Paris a luz do dia, as lojas, a cultura oficial, etc., ele vê o mistério da noite e a alma da cidade nas pessoas que por ela passaram. Mais do que ver, ele partilha os sentimentos e a vida de todos os artistas que lá viveram. Enquanto ela anda com um amigo que lá encontra, um tipo pedante que sabe tudo de Paris mas não sente nada e não se transforma com as coisas ele vibra com tudo e transforma-se nessa vivência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O actor principal imita o Woody Allen nos modos de falar, nos gestos e nos trejeitos. Muito engraçado. Só acho pena que o Woody Allen tenha sentido a necessidade de, quase no fim do filme, muito à maneira dos americanos, explicar o filme: dizer que o passado não está morto nem ultrapassado, mas vivo e presente, nas coisas e nas pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois, o filme é muito bonito: tem &apos;frames&apos; impressionistas fabulosos e como parte do filme se passa na década de vinte é acompanhado da música dessa &apos;golden era&apos; que eu absolutamente adoro: Cole Porter e outros...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostei imenso do filme. Eu chamei a este blog IP porque sempre senti que há uma Irmandade de Pensamento entre os grandes vultos da História que se compreendem uns aos outros como se fossem uma comunidade contemporânea e gosto de fazer parte dessa irmandade como leitora. Os clássicos e os menos clássicos de outras eras são, na realidade, presentes e em nada estão ultrapassados. Pelo contrário, têm uma característica de supra-temporalidade, talvez por terem apanhado algo da verdade da vida e uma pessoa quando viaja, por exemplo, se tem um bocadinho de imaginação sente a viva presença deles nos sítios e vê o que deles há em nós e é mais influenciada por esses grandes pensadores e artistas que por aqueles que se sentam ao nosso lado ou nos entram pela casa adentro na TV.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, um filme à Woody Allen, despretensioso mas incisivo. Como uma pintura que apanha alguém num dado momento numa situação específica de vida e reflecte sobre ela. Como ele diz no filme, a vida é, sobretudo, muito misteriosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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