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  <title>IP</title>
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  <pubDate>Mon, 11 Jun 2018 21:50:00 GMT</pubDate>
  <title>O que pode ser uma avaliação de professores II</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/o-que-pode-ser-uma-avaliacao-de-5154822</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na parte que respeita ao trabalho na sala de aula, concebo uma avaliação de professores formativa, externa à escola, constituída por ex-professores das disciplinas que avaliam. Professores que saíssem do activo para se dedicarem à avaliação de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teriam de ter um certo perfil: um conjunto de certas características - idade/muita experiência, trabalho reconhecido, seja académico ou em termos de resultados na sua actividade profissional. Estas equipas andariam em pares, por professores da mesma disciplina que o avaliado e fariam avaliação de professores em zonas onde não tivessem leccionado. É preciso perceber que nas escolas os avaliados e os avaliadores são pares, não há hierarquias a não ser do orgão de direcção e não podemos ter professores que são colegas a avaliar outros colegas do mesmo nível, mesmo que lhes dêem uns títulos para parecer que há superioridade. Isso foi o que fez a Rodrigues e inquinou todas as relações entre pares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sua avaliação seria no sentido de apontar pontos fracos e fortes. Quer dizer, acompanhar o professor em questão durante um tempo (uns meses) e no fim reunir com ele e apontar pontos fracos e fortes no seu trabalho para o professor poder alterar, ou reajustar, se for caso disso, o seu modo de trabalhar. Fariam um relatório para o director ficar a par sobre o ponto da situação. Isto, quanto a mim, seria indiferente à subida de escalão que teria a ver com o trabalho de escola avaliado pelo director mais as formações, etc. O objectivo não é punir mas formar, dar espaço para a pessoa crescer enquanto profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É assim que entendo uma equipa de avaliação externa: uma equipa com propósitos formativos. Por ser formativa, penso que seria bem recebida pelos professores e teria um papel útil e efectivamente contribuinte para a melhoria de resultados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Casos de professores que não cumprissem os seus deveres profissionais seriam encaminhados para a Inspecção. Isto permitiria detectar casos de professores completamente inadequados para a profissão, estratégias e estilos de leccionação positivos, negativos, eventualmente causas de insucesso transversais a muitas escolas. Permitiria avaliar da evolução do trabalho do professor ao longo da carreira. O conhecimento em forma de dados extraído de avaliações assim, seria mais valioso que oitecentos quilos de grelhas preenchidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só entendo uma equipa de avaliação externa nestes termos. O resto é igual ao que já temos só que com burocratas de fora da escola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que isto saíria mais caro que preencher grelhas estúpidas com a prata da casa ou com prata de fora. Mas estou convencida que resultaria e que a médio e longo prazo veríamos as pessoas a mudarem a sua maneira de encarar a profissão e tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grelhas estúpidas, e equipas externas de avaliação punitiva não só não mudam nada como põem as pessoas na defensiva, são geradora de conflitos, queixas, recursos, etc., o que piora os resultados...com prejuízo para a educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, como é costume, estou convencida que no ME escolherão exactamente a pior solução, a que estraga ainda mais, a que põe os professores mais subservientes e amestrados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/o-que-pode-ser-uma-avaliacao-de-5154822</comments>
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  <category>avaliação</category>
  <category>professores</category>
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  <pubDate>Mon, 11 Jun 2018 18:59:00 GMT</pubDate>
  <title>O que pode ser uma avaliação de professores </title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/o-que-pode-ser-uma-avaliacao-de-5154738</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;e o que se lhe segue são reedições de dois &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; de 2011 que escrevi quando nos congelaram pela segunda vez a pseudo-carreira. Eles fazem sentido em conjunto porque um fala da avalição do trabalho escolar como um todo e o outro da avaliação das aulas. Reeditei-os porque as condições e o contexto já não são exactamente os mesmos mas, para minha surpresa, não são assim tão diferentes do que eram e em grande parte ainda são válidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Quando falamos em avaliar profissionais, falamos em avaliar a competência das pessoas no trabalho. A competência avalia-se no local de trabalho sabendo o trabalho que a pessoa faz e os resultados que alcança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. A profissão de professor tem duas componentes: a da sala de aula e a do trabalho exterior à sala de aula e, em meu entender, são diferentes e devem ser avaliados por pessoas diferentes em enquadramentos diferentes. Relativamente à avaliação do trabalho dentro da sala de aula falo no &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; seguinte. No entanto, desde já me parece evidente que a avaliação dos professores no que concerne à sala de aula tem que ser formativa, pois o objectivo é que melhore a sua prática e a sua capacidade de se reformular e não que se sinta acossado. Infelizmente é só o que têm feito os ministros da educação desde a Rodrigues, acossar professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. O trabalho dentro da sala de aula e o trabalho exterior à sala de aula convocam capacidades distintas: o primeiro, sendo o cerne da profissão docente mas não a esgotando, diz respeito ao desenvolvimento pedagógico de um currículo e diz respeito a conhecimentos e à sua transmissão/construção; o segundo remete para um trabalho de gestão de pessoas, espaços e conflitos (coordenadores, DTs, etc), organização e coordenação de eventos (feiras, visitas de estudo, projectos, etc). Enquanto o primeiro, o trabalho dentro da sala de aula, requer avaliador especialista na disciplina em questão, isto é, professores da mesma disciplina, o segundo deve ser garantido pelo responsável da escola que neste caso é o director. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem dirige a escola tem a obrigação e dever de saber do trabalho que os professores fazem (seja directamente seja através dos responsáveis pelas diversas unidades), tem o dever de regular esse trabalho, de criar condições para o trabalho, de motivar os professores, de fomentar o rigor, de obrigar ao cumprimento de todas as tarefas e de desenvolver mecanismos para avaliar os resultados do trabalho dos professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A inspecção é um instrumento auxiliar de avaliação em casos de problemas ou queixas, seja da Direcção relativamente a um professores, seja o inverso - o que há muito deixou de ser, mas isso seria outra história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para isto resultar têm de verificar-se certos requisitos pois, por exemplo, cada vez se pede mais trabalho colaborativo aos professores ao mesmo tempo que se lhes mina as condições da possibilidade de colaboração:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a) Tem que haver autonomia na escola: dos professores - nem o ME nem o Director podem interferir na autonomia pedagógica dos professores pois se um professor é obrigado a seguir uma sebenta, uma metodologia única, uma certa forma de desenvolvimento curricular impostos por outrém, então o resultado negativo do trabalho é da responsabilidade de quem impôs aquelas coisas. Se o professor é um mero executor das ideias de outrém então o falhanço das ideias é do &apos;outrém&apos;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ausência de autonomia é anti-pedagógica pois tem por base a ideia que todos os alunos e professores e disciplinas são iguais, trabalham do mesmo modo, organizam-se do mesmo modo, etc., o que é falso e tem sido uma das causas do insucesso escolar;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;b) o Director e a sua equipa não podem estar presos ao ME a cumprir ordens que não interessam à escola e a preencher grelhas. Eles trabalham para a escola e é nela que têm que estar concentrados;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;c) o Director e a sua equipa são eleitos pelos professores, funcionários, alunos e representantes de pais. Se a equipa de Direcção é nomeada pelo ME trabalha para agradar a quem a nomeia e volta as costas àqueles com quem tem de trabalhar e cooperar, que são os professores e os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Director deve ter um número limite de mandatos, abaixo dos dez anos. Os Coordenadores de Departamento têm que ser eleitos pelos grupos disciplinares sem interferência dos Directores pois de outro modo, que é o que temos agora, são seus meros serviçais, têm que ter número limite de mandatos e o Conselho Pedagógico tem que recuperar o seu poder de deliberação. É preciso ter presente que a escola é um lugar pedagógico. Não é uma empresa, não vende produtos. Ensina e educa pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;d) A avaliação dos conhecimentos dos professores deve fazer-se na faculdade onde cursaram e no estágio. É no estágio que se formam e avaliam os professores e os seus conhecimentos, é aí que se deve fazer uma triagem. É claro que, se a profissão continuar a ser degradada cada vez mais vêm parar à escola pessoas de fracos conhecimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e) Os professores que entram na carreira deviam ter um colega mais velho que os acompanhasse mais de perto para orientar e ajudar, durante um ano ou dois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou queremos uma escola de qualidade com pessoas de qualidade ou queremos uma escola de mediocres subversientes que não se importam de fazer um mau trabalho desde que isso lhes garanta o tacho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trabalho dum professor necessita de ser cooperativo: em cada turma é preciso que os professores cooperem para ajudar os alunos. Se obrigam os professores a serem competidores entre si, se fomentarem a divisão e a punição de uns pelos seus pares, nenhuma cooperação é possível e quem se prejudica são os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A essência do trabalho do professor é procurar e partilhar conhecimentos. Não faz sentido formarem-se professores para que tenham gosto pelo conhecimento e pela partilha do conhecimento e depois se impeça esses mesmos professores de procurarem o conhecimento tirando-llhes autonomia e impedindo-os de trabalhar pondo-os a competir uns contra os outros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que, se um agrupamento tem 3000 ou mais alunos e 300 professores toda a avaliação é meramente burocrática e formal. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 class=&quot;headline story__headline&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080; font-size: 14pt; font-family: &amp;#39;book antiqua&amp;#39;, palatino;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;color: #000080;&quot; href=&quot;https://www.publico.pt/2018/06/11/sociedade/noticia/ocde-defende-avaliacao-de-professores-para-detectar-e-melhorar-falhas-1834017&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;OCDE defende avaliação de professores para detectar e melhorar falhas&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #800000; font-size: 12pt;&quot;&gt;(Público)&lt;/span&gt; &lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; color: #000080;&quot;&gt;Em Portugal, apenas 1,3% dos jovens que desejam prosseguir estudos no ensino superior têm como objectivo seguir a profissão de professores (...) apenas 4,2% dos alunos de 15 anos dos países da OCDE tinham como plano futuro ser professor, sendo que é nos países onde os salários dos docentes são mais altos que se encontram mais jovens a querer seguir aquela carreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>professores</category>
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  <category>carreira</category>
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  <pubDate>Tue, 27 Jun 2017 15:40:00 GMT</pubDate>
  <title>Se não fosse grave era só cómico</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/se-nao-fosse-grave-era-so-comico-4677370</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um organismo da Direcção Geral da Educação entendeu, bem, fazer uma avaliação da liderança das escolas do ponto de vista dos seus professores, identificando a escola e, portanto, o director, através de questionário anónimo. Tal como fazemos em vários serviços e organismos. Por exemplo, já respondi a mais que um questionário desses na loja do cidadão, no Hospor, etc. Como tal, e sabendo que os questionários não chegariam às mãos dos de cujos, é evidente que as pessoas responderiam com honestidade sabendo não haver receio de represálias, perseguições, assédio, etc. Bem, os directores foram a correr queixar-se de estarem a ser avaliados - sem poderem, como é costume, nas pseudo-avaliações externas, controlar quem é escolhido para lá ir falar e quem diz o quê a quem e como e quando e, o que mostrar e o que esconder, etc. Resultado: recebemos um &lt;em&gt;email&lt;/em&gt; do mesmo organismo a dizer que esse questionário foi &apos;descontinuado&apos;, por assim dizer, por queixa dos directores que não querem ser avaliados [digo eu] e que agora havia outro, em que respondíamos de maneira que não se pudesse saber de que escola e director estávamos a falar. Pois, agora que o questionário foi domesticado para não interessar a ninguém a não ser ao &lt;em&gt;recicle bin&lt;/em&gt;, recebemos &lt;em&gt;emails&lt;/em&gt; dos directores a invcentivar a resposta a esses questionários... se não fosse grave, porque indicador da total ausência de transparência e democracia nas escolas com todas as consequências que daí advêm, era só cómico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 19 Nov 2012 07:25:42 GMT</pubDate>
  <title>Educação</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/1945074.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Andam a sair decretos sobre avaliação de professores... outra vez... ainda não li nenhum e francamente não quero saber disso. Estamos com parte dos salários cortados, sem subsídios, as carreiras congeladas e continuamos obrigados a fazer formações que nada acrescentam e avaliações que nada melhoram...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste país parece que os ministros da educação fazem um pacto assim que chegam aos governos de não voltar a falar de educação e só se pronunciarem sobre assuntos periféricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação na educação é como a inspecção da comida: serve para ver se alguma coisa está estragada e é nociva mas, não avalia a sua qualidade gastronómica nem ensina a fazer bons cozinheiros. Enquanto não perceberem isso nunca hão-se ultrapassar este problema. Aulas assistidas aqui e ali... têm mérito no início de carreira, sobretudo as aulas dos orientadores que os estagiários observam para terem modelos de referência de actuação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dar aulas é um processo em continuo melhoramento que não se aperfeiçoa com observações exteriores, mas com exemplos. Num ano inteiro de aulas, umas correm bem outras menos bem. Em alturas que andamos cansados às vezes fazemos, ou dizemos alguns disparates. Isso não faz de um professor um mau professor. Quando desacertamos uma aula, temos as seguintes para corrigir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu acho bem que os Directores, que são quem avalia (não os Coordenadores ou outros colegas, o que é um erro tremendo que continua a estragar as escolas), vão assistir a aulas sem aviso, para saber o que se passa nas escolas e o que as pessoas estão a fazer. Agora, aquele teatro de preparar aulas para inglês ver...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada vez me interesso menos por essas coisas que não adiantam nada à educação e me concentro mais nas aulas e nos alunos. Se uma pessoa esperasse que o ministério da educação, pela sua acção inteligente e pedagógica nos motivasse ou contribuísse para a nossa evolução profissional, morria na espera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De ano para ano as políticas do ministério são cada vez mais leninistas (o que causa estranheza uma vez que não temos governos comunistas, antes pelo contrário): os eleitos decidem, arbitrariamente, e depois dão ordens e obrigam toda a gente a obedecer ao seu plano quinquenal, mesmo que desvirtue a Constituição e a própria profissão de professor, assente na liberdade pedagógica e técnica de ensinar e educar os alunos, não duma maneira uniforme como se fossem todos robots a serem formatados em fábrica mas duma maneira responsável, criativa, evolutiva e eficaz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Confunde-se coerência com uniformidade. Coerência é o acordo interno das partes consigo próprias. Uniformidade é, como o nome indica, todos usarem o mesmo uniforme de modo a ninguém se distinguir de ninguém. Como é que uma profissão que tanto depende da iniciativa e criatividade dos professores pode promover a uniformidade que anula essas qualidades? A uniformidade leva até à incoerência com a própria disciplina que ensinamos. E que preparação damos aos alunos fazendo-os crer que é tudo uniforme e nada nem ninguém se deve distinguir das outras coisas e pessoas? Mas alguém que tenha educação e posses quer os seus filhos educados de maneira a serem incapazes de criatividade e empreendorismo à força de tanta uniformização?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma avaliação de professores também não é coerente por ser uniforme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma tristeza cada vez maior assistir a esta destruição leninista da educação pública. E vê-la ser defendida e promovida por pessoas que se dizem defensores da liberdade e dos valores democráticos... algumas que até são de direita... é um sinal dos tempos de ignorância, confusão e desnorte em que vivemos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 22 May 2012 21:18:55 GMT</pubDate>
  <title>Mau, mau...</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acabo de ler que o ME está a fazer qualquer coisa que vai mudar a avaliação dos alunos e obrigar a que avaliemos os alunos ao gosto das pessoas do governo e para cumprir pontos do governo? Isto já me pôs doente. Nem vou dizer mais nada que já me irritei e não sei ao certo o que se passa e não vale a pena baixar o nível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas que raio dá na cabeça daquelas pessoas para pensarem que sabem melhor que o professor que está diante da turma como deve avaliar? Desvalorizar a avaliação do comportamento? E ao mesmo tempo que se aumentam os alunos por turma e as turmas nas escolas? Mas estão doidos? Mas é lá possível uma turma aprender alguma coisa se a premissa da disciplina não estiver assegurada?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 28 Jun 2011 22:43:00 GMT</pubDate>
  <title>opiniões por dentro</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/1021798.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As aulas observadas, quando as há, deviam ser feitas de um modo que não implicasse a presença física do observador dentro da sala. Com uma câmara, não sei... o que sei é que o observador modifica o observado. Sei de vários casos... coisos... num deles a turma foi avisada pela professora que ia ser avaliada, de modo que portaram-se excelentemente bem (sendo uma turma com alguns problemas), o que fez com que a professora na aula seguinte fosse dar beijinhos a todos os alunos e agradecer com chocolatinhos. Se isto se reflectiu nas notas deles, não sei, mas sei que isto não é pedagógico e não contribui para a verdade das coisas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>avaliação</category>
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  <pubDate>Fri, 29 Apr 2011 23:41:58 GMT</pubDate>
  <title>A única equipa externa que para mim faz sentido...</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/893796.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;...seria uma equipa formada por ex-professores. Professores que saissem do activo para se dedicarem à avaliação de professores. Teriam de ter um certo perfil: um conjunto de certas características - idade/muita experiência, trabalho reconhecido, seja académico seja em termos de resultados na sua actividade profissional. Estas equipas andariam em pares, por professores da mesma disciplina que o avaliado e fariam avaliação de professores em zonas onde não tivessem leccionado. A sua avaliação seria no sentido de apontar pontos fracos e fortes. Quer dizer, acompanhar o professor em questão durante um tempo (de 5 em 5 anos, por exemplo) e no fim reunir com ele e apontar pontos fracos e fortes no seu trabalho para o professor poder alterar, ou reajustar, se for caso disso, o seu modo de trabalhar. Fariam um relatório para o director ficar a par sobre o ponto da situação. Isto, quanto a mim, seria indiferente à subida de escalão que teria a ver com o trabalho de escola avaliado pelo director mais as formações, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É assim que entendo uma equipa de avaliação externa: uma equipa com propósitos formativos. Por ser formativa, penso que seria bem recebida pelos professores e teria um papel útil e efectivamente contribuinte para a melhoria de resultados. Casos de professores que não cumprissem os seus deveres seriam encaminhados para a Inspecção. Isto permitiria detectar casos de professores completamente inadequados para a profissão, estratégias e estilos de leccionação positivos, negativos, eventualmente causas de insucesso transversais a muitas escolas. Permitiria avaliar da evolução do trabalho do professor ao longo da carreira. O conhecimento em forma de dados extraído de avaliações assim, seria mais valioso que oitecentos quilos de grelhas preenchidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só entendo uma equipa de avaliação externa nestes termos. O resto é igual ao que já temos só que com burocratas de fora da escola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que isto saíria mais caro que preencher grelhas estúpidas com a prata da casa ou com prata de fora. Mas estou convencida que resultaria e que a médio e longo prazo veríamos as pessoas a mudarem a sua maneira de encarar a profissão e tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grelhas estúpidas, e equipas externas de avaliação punitiva não só não mudam nada como põem as pessoas na defensiva, são geradora de conflitos, queixas, recursos, etc., o que piora os resultados...com prejuízo para a educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, como é costume, estou convencida que escolherão exactamente a pior solução, a que estraga ainda mais, a que põe os professores mais subservientes e amestrados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 29 Mar 2011 04:32:27 GMT</pubDate>
  <title>esclarecimentos precisam-se</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/832984.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;Suspensão das avaliações “para todos”&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Frente sindical da administração pública fala em “tratamento discriminatório” face aos professores. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Nós não vamos deixar de ser avaliados ou de ter de fazer formações anuais, etc. O que foi suspensa foi &lt;strong&gt;&lt;em&gt;esta&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;avaliação, a avaliação em que um grupo de professores iguais aos outros avalia-os e dá-lhes nota num processo onde concorrem todos às mesmas quotas. Foi isso que foi suspenso: o processo de avaliação inventado pela Lurdes Rodrigues para por todos uns contra os outros e dar cabo da educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nós vamos continuar a ser avaliados pelo modelo anterior a esta. Não ficamos sem ser avaliados. Era bom que alguém esclarecesse isso na TV ou nos jornais, porque a maneira como dão as notícias dá a entender, falsamente, que vamos deixar de ter avaliação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/832984.html</comments>
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  <category>função pública</category>
  <category>avaliação</category>
  <category>professores</category>
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  <pubDate>Mon, 14 Feb 2011 11:59:46 GMT</pubDate>
  <title>o que mudará na educação? </title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito provavelmente, nada, porque as pessoas são as mesmas com as mesmas teorias e crenças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem lê os blogues de professores vê que a questão da avaliação está no topo das suas preocupações pelas consequências que está a ter -negativas, pois bem- no ambiente, na colaboração e no trabalho das escolas. Não é só a demência dos descritores e evidências, mas é sobretudo a destruição da lealdade colegial que sempre deve haver entre pares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a ministra ignora e diz que as escolas estão pacificadas. Os sindicatos relegaram o assunto para o fim na lista das prioridades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há grandes esperanças de melhoria da situação. A mulher que estragou as escolas e envenenou os professores continua a ser entrevistada como se fosse uma opinião credível e quem dá cartas na educação continuam a ser os mesmos: o FLE promove um encontro na Gulbenkian sobre o Serviço Público de Educação. E quem participa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Abertura&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;S.E. A Ministra da Educação (a confirmar)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Comunicação&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Fernando Adão da Fonseca (Fórum para a Liberdade de Educação)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mesa Redonda&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Eduardo Marçal Grilo (Fundação Calouste Gulbenkian)&lt;br /&gt;Júlio Pedrosa (Universidade de Aveiro)&lt;br /&gt;Roberto Carneiro (Universidade Católica Portuguesa)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;O Marçal Grilo que trouxe a Ana Benavente para a educação com as teorias de que tudo o que corria mal na educação se devia aos professores não saberem ir ao encontro dos desejos das &apos;crianças&apos; que tinham de estar em contínuo prazer...a história do &apos;aprender a aprender&apos; até à náusea...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Do Pedrosa nem se fala....é o que sabe ao serviço da outra que tem o dom de Midas ao contrário e por quem os professores sentem asco profundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E o Roberto Carneirto, que pensa que os professores são gente que gostava de fazer nenhum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;É preciso dizer mais? I don&apos;t think so...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Que esperança pode haver com esta gente a decidir? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;É o mesmo que querer que a macieira do quintal comece a dar pêras...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #800080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>educação</category>
  <category>escolas</category>
  <category>avaliação</category>
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  <pubDate>Tue, 08 Feb 2011 18:33:59 GMT</pubDate>
  <title>professores de evt</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;Educação &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;Largas dezenas de professores de EVT e pais do ensino particular manifestam-se junto à AR&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;...vão para a rua para que as centenas de comissões e observatórios de educação continuem a encher-se se Margaridas Moreiras. Isto na educação começa a ser tudo revoltante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para a semana vão decidir se a avaliação conta para os concursos! Não há concursos, roubaram-nos parte do salário, as carreiras estão congeladas mas só se fala nessa porcaria de avaliação! Arre! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Toda a gente diz que o governo está morto, mas a porcaria do cadáver nunca mais é enterrado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>avaliação</category>
  <category>evt</category>
  <category>educação</category>
  <category>professores</category>
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  <pubDate>Sun, 06 Feb 2011 14:15:27 GMT</pubDate>
  <title>Add de casas inteligentes</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 class=&quot;artigoTit&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;Cidades inteligentes estão a chegar (vídeo)&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;h2 class=&quot;artigoIntro&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; color: #000080;&quot;&gt;Num &lt;strong&gt;futuro&lt;/strong&gt; não muito longínquo, as nossas &lt;strong&gt;casas&lt;/strong&gt; podem vir a ter uma espécie de vida própria. Todas juntas formarão &lt;strong&gt;cidades inteligentes&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Conversa entre duas &apos;casas inteligentes&apos;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;1-Epá, estou mesmo lixada! Então não é que o tipo me entrou às duas da manhã! Acordou-me, obrigou-me a desligar o alarme, depois a ligar outra vez, depois foi para a cozinha comer, obrigou-me a regular outra vez o número de calorias do frigorífico...incrível! Uma falta de respeito!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;2- Isso não é nada! Estes aqui deram uma festa! Olha, tudo desarrumado, o puto partiu o sistema de regulação da climatização...estou farta destes abusos! Qualquer dia vingo-me e baralho as horas do despertador...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;1- Olha, este aqui é um porco que há 15 dias que não me aspira...ando toda suja! Até já desliguei os sensores para não me enervar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;2- Olha lá, vais logo à reunião dos apartamentos suburbanos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;1- Claro que não! Era o que faltava, eu, uma vivenda coordenadoró-titular com sistema nocturno de indução zen misturar-me com suburbanos que nem sistema automático de avaliação continua têm...nem pensar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>vida</category>
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  <category>cenas</category>
  <category>avaliação</category>
  <category>casas inteligentes</category>
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  <pubDate>Sun, 30 Jan 2011 14:46:40 GMT</pubDate>
  <title>dúvidas</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqueles que defendem que devemos fazer primorosamente todo o processo de avaliação absurdo para mostrar que o sistema não presta são os mesmos que votaram em força no Sócrates para mostrar que ele não presta? É uma dúvidazinha que tenho...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>professores</category>
  <category>ps</category>
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  <category>avaliação</category>
  <category>espertalhões...</category>
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  <pubDate>Wed, 26 Jan 2011 22:11:19 GMT</pubDate>
  <title>avaliação</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje foi dia de reunião geral de professores para explicar as cenas da avaliação: as grelhas, as evidências e outras coisas que tais. Isto, uma semana depois de termos recebido os salários saqueados, veio mesmo a calhar para levantar o moral das pessoas... entretanto alguns relatores juntaram-se e vão pedir excusa da função e vão escrever um protesto (acho) porque é evidente para toda a gente a palhaçada que aquilo é. Alguns coordenadores e relatores levam aquilo tudo a sério, querem obrigar-nos a levar a sério, levam-se muito a sério e fazem &apos;power-points&apos; e tudo a explicar-nos como vão ser os nossos &apos;educadores&apos;... e não têm vergonha...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>avaliação</category>
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  <pubDate>Tue, 25 Jan 2011 19:20:52 GMT</pubDate>
  <title>enviado pela apede</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Convocatória&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O núcleo da APEDE de Caldas da Rainha convoca os professores do concelho e, obviamente, todos aqueles que se lhes queiram associar, para uma concentração/vigília, marcada para sexta-feira 28/01/2011, pelas 21:30 h, na Praça da República (praça da fruta) − Caldas da Rainha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Visa esta iniciativa fazer sentir à opinião pública, ao governo e aos sindicatos signatários de ‘memorandos’ e ‘acordos’ de má memória que os professores não desistiram da sua luta e que:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Recusam definitivamente a &lt;strong&gt;demência burocrática&lt;/strong&gt; deste &lt;strong&gt;modelo de avaliação&lt;/strong&gt;;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Não aceitam a &lt;strong&gt;precarização laboral&lt;/strong&gt; em curso, apresentada como consequência inescapável da política de redução da despesa pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Não admitem a &lt;strong&gt;usurpação continuada dos seus direitos laborais&lt;/strong&gt;, que está a conduzir à &lt;strong&gt;subversão total do seu estatuto profissional&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pára de remoer a tua resignação e vem afirmar a tua dignidade!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Traz um amigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>educação</category>
  <category>apede</category>
  <category>avaliação</category>
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  <pubDate>Sat, 22 Jan 2011 11:16:07 GMT</pubDate>
  <title>avaliação de professores. O que o lindo acordo dos sindicatos nos trouxe</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na minha escola a avaliação corre sem atritos. Fazem-se reuniões de relatores e há quem se tenha atirado às grelhas de avaliação com tanto entusiasmo, afã e &lt;em&gt;pundunor&lt;/em&gt; que já discorre com excelência sobre obrigações e evidências e outras coisas que tais. Isto é a prova da eficácia dos sindicatos: termos um modelo de avaliação mais estúpido e estarmos destinados a nunca mais trabalharmos em paz uns com os outros em virtude da legislação de avaliação ser um gerador de cancros intestinos nas escolas. E pensar que tivémos tudo nas mãos...coisas destas, nem se esquecem, nem se perdoam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>avaliação</category>
  <category>sindicatos</category>
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  <category>relatores</category>
  <category>educação</category>
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  <pubDate>Tue, 23 Nov 2010 22:02:06 GMT</pubDate>
  <title>avaliação da escola</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inspecção anda lá na minha escola a fazer uma avaliação externa. Tem andado a espremer professores. Hoje foi a vez dos alunos. A Delegada de Turma do 12º ano entrou atrasada na aula poque esteve cerca de uma hora, com outros delegados, a responder a perguntas. É claro, quando  ela entrou na aula todos quisémos saber que perguntas lhes tinham feito. Quiseram saber o que eles pensavam das aulas, dos professores, do ambiente da escola, do ruído, da alimentação, da disciplina, das aulas de sibstituição, das actividades extra-curriculares, da Direcção, se os professores os apoiavam na preparação para os exames. Segundo ela contou os delegados do básico disseram mal de tudo...lol...a comida que não presta, os professores são os chatos, não há paciência para as aulas, o ambiente é mau e andam sempre à luta, não ligam puto à disciplina e riem-se das penas disciplinares, estão-se nas tintas para actividades extra-curriculares...lol, típico. Os do secundário, mais velhos e com outras preocupações disseram bem de quase tudo.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/637609.html</comments>
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  <category>avaliação</category>
  <category>inspectores</category>
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  <pubDate>Wed, 02 Jun 2010 11:31:39 GMT</pubDate>
  <title>a avaliação só serve para dar boas notas?</title>
  <author>beatriz j a</author>
  <link>https://edicoespqp.blogs.sapo.pt/403492.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje tive uma discussão com uma turma a propósito de avaliação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coisa começou a propósito do tema da Estética que estamos a dar. Já tínhamos falado da arte do ponto de vista do observador e estávamos a pensá-la do ponto de vista do criador. Falávamos de talento: se toda a gente tem, se se pode desenvolver, se é inato, etc. Concluimos que podemos através da aprendizagem de conhecimentos e técnicas melhorar o nosso desempenho mas que isso não fará de nós artistas ou criadores de arte se não houver uma pulsão e talento por detrás. Foi aí que um aluno fez a seguinte observação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- mas sendo assim não devíamos ser avaliados naquelas disciplinas que dependem de talentos. Um aluno não devia ter avaliação a Educação Visual se não tem talento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- ou a Educação Física -disse logo outro- porque não temos a culpa de não ter coordenação motora e isso baixa-nos a média.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- isso quer dizer que vocês pensam que a avaliação serve para vos dar boas notas...? - disse eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- claro, disse o primeiro. Uma pessoa tem que ter a possibilidade de tirar a nota máxima senão não é justo, que logo à partida saiba que nunca atingirá o máximo mesmo que trabalhe muito, só porque outro tem talento e ele não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- por essa ordem de ideias -disse eu-, nos Jogos Olímpicos, por exemplo, dava-se o primeiro prémio da maratona ao que mais se tivesse esforçado e não ao melhor, que se calhar treinou menos tempo e custou-lhe muito menos que ao outro chegar em primeiro lugar. O trabalho é sempre necessário mas nem sempre chega...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- é diferente- disseram eles- porque precisamos da média para entrar na faculdade. Porque é que hei-de ser prejudicado por não ter cordenação motora? - ou inglês, diz outro, que não tem talento para as línguas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- vocês não são prejudicados, digo eu. Ninguém vos roubou valores. Se a avaliação lhe dá a si uma classificação inferior à de outro colega que tem imenso talento para o desporto, isso só mostra que está correcta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- mas não é justo! Não tenho culpa, diz ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- mas isto não é uma questão de culpa nem de pecados, nem sequer de responsabilidade. Voltámos à discussão dos talentos. Se seguirmos o vosso raciocínio, então cada aluno, na hora da matrícula dirá quais as disciplinas em que não quer ser avaliado por não ter talento para elas. Um aluno que só tenha talento para a Educação Física não será sujeito a avaliação a outras disciplinas, só aquela. Um aluno com talento para o cálculo mas sem jeito para a geometria só será avaliado em algumas matérias na disciplina de Matemática, e por aí fora. Então mais vale pensar se não se deveria acabar com a avaliação, se ela só serve para dar boas notas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discussão ainda continuou porque enveredou pelo caminho de se discutir para que serve a avaliação, mas achei interessante que os alunos entendessem que a avaliação existe para lhes dar boas notas, e a que não pode garantir esse resultado não deveria existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>alunos</category>
  <category>discussão</category>
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  <pubDate>Tue, 04 May 2010 19:48:35 GMT</pubDate>
  <title>tribunal anula efeitos do concurso</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ME é só ilegalidades e imoralidades. Assim que se levam os casos à justiça vê-se logo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 class=&quot;artigoTit&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;Tribunal suspende efeitos da avaliação no concurso de  professores&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;h2 class=&quot;artigoIntro&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;Decisão do&lt;strong&gt; Tribunal de Beja &lt;/strong&gt;não é definitiva, mas  obriga o &lt;strong&gt;Ministério da Educação &lt;/strong&gt;a abolir dos &lt;strong&gt;formulários  electrónicos &lt;/strong&gt;da candidatura ao concurso todos os campos relativos às  notas da avaliação de desempenho.  &lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Expresso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>avaliação</category>
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  <pubDate>Wed, 21 Apr 2010 20:46:05 GMT</pubDate>
  <title>ódio aos professores</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 id=&quot;tituloNoticia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000080;&quot;&gt;Parlamento não resolve guerra na Educação&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt; O PS recusou esta quarta-feira subscrever o projecto de lei do PCP que elimina os efeitos da avaliação de desempenho de 2009 no concurso de colocação de professores contratados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&quot;&lt;strong&gt;Não vamos subscrever porque defendemos que a avaliação deve ser considerada no desenvolvimento da carreira&quot;, disse ao CM o deputado socialista Bravo Nico.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Esta posição do PS é francamente desonesta, em primeiro lugar porque foi devido às suas políticas que se gerou um sistema de avaliação nas escolas muito arbitrário com o único intuito de fazer favores a certos professores que compactuassem com as políticas da Maria L. Rodrigues e em segundo lugar porque ao dizer que defendem que a avaliação deve ser considerada dão a entender que os professores não querem que a avaliação seja considerada, o que não é verdade e eles muito bem o sabem. O que os professores não querem é uma avaliação de faz de conta para previligiar amigalhaços, que parece ser o forte e a especialidade do nosso primeiro ministro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ainda outro dia eu e a Cecília tentávamos perceber o ódio que os do PS, mas não só, muitos outros também, têm aos professores. Chegámos à conclusão que talvez isso se deva ao facto de muitas excelências neste país, desde os que governam aos importantes gestores públicos, presidentes de câmara, vereadores e outros grandes nababos como donos de escritórios de advogados, etc., não conseguirem fazer aos professores o que fazem a muita gente no dia a dia: comprar favores. Talvez essa gente tenha filhos e ache os filhos super-especiais e não aceite que os professores não se submetam ao seu poder na hora de dar-lhes as notas. Talvez seja essa a falta imperdoável dos professores: não se venderem como parece ser uso e costume nos negócios com os poderosos - talvez suas excelências achem que os professores são muito incompetentes por não reconhecerem a genialidade dos seus descendentes ou deles próprios, de tal modo que tiveram sempre que conseguir diplomas e cursos por travessas tortas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>parlamento</category>
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  <category>ps</category>
  <category>ódio aos professores</category>
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  <pubDate>Mon, 19 Apr 2010 20:02:55 GMT</pubDate>
  <title>isto não cheira bem</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id=&quot;ctl00_bcr_ThisContent&quot; style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«Nunca existiu nenhum  compromisso da parte do Ministério da Educação no sentido de que a  avaliação do desempenho docente não fosse um dos critérios a tomar em  consideração para a graduação profissional para efeitos do concurso»&lt;/strong&gt;,  disse o secretário de estado Adjunto e da Educação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;body&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«É  perfeitamente normal que haja matérias nas quais há sintonia e outras em  que não há ou em que o nível de concordância é menor»&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;body&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000080;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«As sociedades democráticas são assim mesmo. Os  governos existem para governar. Há decisões que merecem o apoio  generalizado da população, há outras que não merecem essa mesma  aprovação tão generalizada»&lt;/strong&gt;, sublinhou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;body&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;body&quot;&gt;Há aqui qualquer coisa que não bate certo. A primeira frase contraria tudo o que a Fenprof andou a dizer durante a lua de mel. A segunda era uma frase que a Mº Lurdes Rodrigues costumava dizer... e nem digo mais nada, porque isto não cheira nada bem.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;body&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>ministério</category>
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  <category>é só rir</category>
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  <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 13:32:03 GMT</pubDate>
  <title>as avaliações individuais quantificadas são um logro</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este artigo do Público é excelente. Desmonta o logro das avaliações individuais falsamente objectivas e quantificáveis, mostra os erros trágicos da organização do trabalho contemporânea no modo como destroem o tecido social e as próprias pessoas sem acrescentar qualidade ou melhor produtividade ao trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo o que aqui é dito se vê nas péssimas leis da educação destes últimos anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente, como se diz no artigo, o número de pessoas, entre os gestores, suficientemente instruídos para compreenderem as coisas são uma pequena minoria, e como políticos e quejandos seguem as ordens destes, temos o mundo que temos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ler na totalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://publico.pt/1420732&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;publico.pt/1420732&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>trabalho</category>
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  <pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:22:15 GMT</pubDate>
  <title>a proposta da ministra na TVi 24</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou a ver o TVi 24 - discussão sobre a proposta da ministra da educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Nogueira da Fenprof disse claramente não à proposta e invocou as manifestações dos professores para dizer que os representa. Deixou claro que não basta à ministra ser sorridente. Esteve bem. Falou no sentido de voltar a haver uma frente sindical unida.Acho que esteve bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já o da FNE me pareceu muitooooo mais disposto a assinar tudo quanto é acordo. Claramente mostrou que não tem intenção, nem agora, nem nunca, de pôr as coisas nas mãos da Assembleia da República ou de voltar &apos;para os colchões&apos;. Pessoalmente não me inspira confiança o discurso dele. Pelo contrário. Fico com a impressão que, por eles, já se tinham ajeitado a este ministério...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Paulo Guinote disse que a ministra tem estado ausente, que o secretário de estado é um testa de ferro do ministério das finanças, que os 30 dias, ou mais, de negociações, produziram nada, que nada ainda caiu das antigas propostas; falou das situações nas escolas de pessoas às mãos de directores ditadores, etc. Disse, e muito bem, que o ministério transferiu a crispação das ruas para as escolas e que o clima lá dentro é péssimo, só que não se vê por fora. Falou também da passagem para a nova carreira que está caótica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lançou o repto aos sindicatos para se unirem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falou muito bem porque deixou tudo claro que este processo está a ser abortivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 28 Dec 2009 23:26:54 GMT</pubDate>
  <title>embustes e embusteiros</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta da ministra da educação e da sua equipa é de má fé. É de quem está nisto, desde o início, não para tentar resolver os problemas da educação mas apenas para acabar com o que resta da profissão docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas propostas para não se progredir na carreira são um gozo. Quem deve estar a rir é a outra ministra, porque esta ainda é pior: faz o mesmo mas sendo sonsa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que os sindicatos rasguem os papéis de vez porque isto não são negociações. Isto é uma manobra de protelamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que custa é sempre o mesmo: a constatação de que escolhem para ministros da educação gente sem categoria e semvisão que detesta a profissão de professor e está-se nas tintas para os problemas da educação. E tudo isto tem a ver com os vinte milhões, que são precisos para a publicidade que o governo faz no Correio da Manhã e para comprar submarinos e tanques para o melhor amigo do homem que agora brinca às guerras com o nosso dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>educação</category>
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  <pubDate>Wed, 09 Dec 2009 20:21:17 GMT</pubDate>
  <title>elogio do prof.</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&apos;Roubado&apos; agora mesmo do blog do MUP. Como por aqui se vê, os países que têm pior sistema público educativo são os que, não por coincidência, mais mal tratam os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;/object&gt;
    
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:54:58 GMT</pubDate>
  <title>avaliação II</title>
  <author>beatriz j a</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui há uns meses li um artigo no New York Times sobre uma experiência de avaliação de professores num dos Estados (já não lembro qual) que ia ao encontro daquilo que penso sobre este assunto. Sei que guardei isso mas não sei onde, tenho que procurar. Saía caro mas funcionava mais ou menos a contento de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na avaliação de professores parto de alguns pressupostos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ponto prévio: a avaliação serve para melhorar a escola, torná-la mais eficiente, mais profissional, mais capaz de ensinar e acompanhar os alunos. O seu objectivo é pedagógico. Não serve para punir professores, que não são foragidos da justiça (deixamos isso a cargo de certos sucateiros amigos dos amigos do primeiro ministro)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Um professor faz-se com o tempo. À formação académica inicial junta-se depois a experiência. Nas profissões onde tudo depende do modo como se estabelecem as relações humanas ( sobretudo aqui que lidamos com pessoas em formação e mudança) a experiência é fundamental e isso não é coisa que possa ser avaliada mês a mês, ou aula a aula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. A formação inicial é trazida das faculdades onde depois, ou a par da licenciatura as pessoas têm uma formação e treino específicos para o ensino, com cadeiras próprias, aulas assistidas, provas, trabalhos, exames, etc. Se no fim de tudo isso os seus professores/orientadores o consideram apto para o ensino, temos que aceitar a competência desses professores. Não vejo nenhuma razão minimamente plausível para ainda terem que fazer uma prova para entrar na carreira. Se o governo suspeita da qualidade de uma faculdade ou curso, faça-lhe uma auditoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Quanto à experiência, não há maneira de a acelerar artificialmente. É mesmo assim. Alguns professores ajeitam-se rapidamente à profissão outros levam mais tempo, outros nunca se ajeitam. Uma coisa que ajuda muito é não terem experiências péssimas no primeiro ano em que vão para a uma escola, com turmas péssimas e deixados mais ou menos à deriva. Eu defendo há muito que um professor novo, pelo menos no primeiro ano em que dá aulas, devia ter um &apos;buddy&apos; dentro da escola. Um professor experiente que servisse de conselheiro e apoio permanente. Fazia imensa diferença para a eficiência e profissionalismo desse professor no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Toda a questão das aulas assistidas (2 por ano, ou 3 por ano, ou o que for) não faz sentido. O professor que assiste não é certificador da licenciatura do outro! Mesmo que seja com colegas do mesmo grupo, o que é que um professor pode ajuízar dessas aulas sobre o mérito de outro? Nada. Pode dar opiniões,mas opiniões cada um tem a sua sobre a melhor maneira de dar esta matéria ou de apresentar um conteúdo ou de incentivar uma discussão ou um trabalho de grupo. Uma opinião não é melhor que outra só por ser do delegado ou do coordenador. Eu não reconheço competência à minha coordenadora para me avaliar, assim como não reconheço em mim competências para a avaliar a ela. Aliás,não me parece que possa haver competência, seja de quem for, para se avaliar nesses termos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mim a assistência às aulas faz sentido apenas em 3 casos, mas que não contribuiriam, formalmente, para a progressão na carreira:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a) o director da escola tem a obrigação, porque é a autoridade máxima da escola, de ir regularmente assitir às aulas dos professores. E não precisaria de avisar. É da sua obrigação inteirar-se do trabalho dos professores e não é nada demais ir assistir a aulas. Tem obrigação de ir falando com as pessoas, seja para chamar a atenção de problemas como para motivar por trabalho bem feito. Isso seria uma atitude de prevenção, de tomar o pulso à sua própria escola, de poder fazer um diagnóstico das dificuldades e de formar um perfil dos professores, o que é útil para saber quem é melhor nisto e naquilo e pior nisto e naquilo. Porque os professres raramente são bons em tudo. Podem ser bons dentro da sala de aula e não ter jeito para organizar visitas de estudo; podem ser bons a planear actividades mas não a levá-las à prática,podem ser muito bons num cargo e muito maus noutro. Tem a ver com maneira de ser das pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;b) o próprio professor, porque não tem experiência, por exemplo, ou porque não está a saber lidar com uma turma, pontualmente, por exemplo, pode pedir para um colega mais experiente - o buddy(?) - para ir assistir a aulas e dar opinião sobre o que poderá melhorar, ou o que estará a correr mal. É claro que se isto entrar na progressão da carreira o professor nunca pedirá ajuda e prefere aguentar seja o que for e não melhorará, muito antes pelo contrário...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;c) um professor está a dar problemas. Há queixas constantes de pais, de funcionários, de alunos, etc. As aulas não funcionam minimamente. Aí deve-se assistir às aulas com objectivo formal de avaliar até que ponto o professor está desajustado da profissão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação dentro da escola quanto a mim far-se-ia na vertente do trabalho na escola - todo o trabalho, o que significa que os cargos não podem ser reservados para alguns - desde as aulas à direcção de turma, etc., para o qual o professor deve fazer um relatório do que foi o seu trabalho nos anos em que está em avaliação e o seu currículo em termos de formação. Sem grelhas ou cenas parvas ou provas jurídicas. A secretaria tem o registo do professor com os dados pertinentes e o professor juntará nesse relatório tudo o que entende que mostrará melhor o que fez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Director tem obrigação de conhecer o trabalho dos professores. Tem obrigação de ir falando com as pessoas. Se tem dúvidas, chame o professor e pergunte o que tem a perguntar. Pode pedir a outros professores ajuda, criando uma comissão com professores mais experientes ou consensuais para ajudar nesse trabalho. Parece-me pouco complicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O director poderá entender que o trabalho de um professor foi excepcionalmente meritório. Ou o próprio professor poderá entender que o seu trabalho foi excepcional. No primeiro caso o director propõe, fundamentando, que esse professor tenha alguma recompensa, que até pode ser em dinheiro, mas que não está associada ao cargo. É uma recompensa que o professor recebe duma vez só. Ou o próprio professor o pede e fundamenta e o director dará, ou não, seguimento a esse pedido, fundamentando a sua decisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Considera-se excepcional aquele que tem uma prestação positiva e muito acima do seu dever profissional, para que os professores não se ponham todos, com o maior despudor e sem vergonha, a dizer que são excepcionais como aconteceu depois das leis da ministra horrorosa. Não há professores excepcionais, quer dizer, excepcionais em tudo, o tempo inteiro. Há professores que num ano, ou num período foram excepcionais, no trabalho que lhes foi atribuído, ou que foram excepcionais num determinado cargo, o que é diferente. O facto de alguém se distinguir num ano, ou num cargo ou função excepcionalmente e se por isso premiado, relativamente a esse cargo, trabalho ou função não faz dos outros piores professores. Acho que as pessoas não entendem isso. Por isso não faz sentido que um professor tenha que ser excepcional para progredir na carreira. Excepcional foi o filósofo Sócrates que até morreu a defender os seus ideais pedagógicos. Não estou a ver as escolas portuguesas, ou outras, com professores dessa estatura...ou até em outras profissões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É evidente que não poderá haver quotas para um professor que cumpre como deve ser o seu trabalho ser impedido de progredir na carreira. Não faz sentido ser punido por bem cumprir o seu trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação do trabalho na escola não me parece complicada. O professor trabalha, faz um relatório do seu trabalho, o director está atento, como cabe a quem é chefe, e acompanha e avalia. Tem um comissão que ajuda a apreciar os relatórios. Que poderá ser do Conselho Pedagógico, ou não. Devem ser pessoas com experiência e inteligência, de preferência a idiotas que se usam dos cargos para auto-promoção e chatear colegas com poderzinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esse respeito parece-me claro que o Director e todos os outros que compõem a direcção deveriam ser eleitos e  limite de mandatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se passa nas escolas é escandaloso com pessoas a permanecerem nos lugares 10, 15, 20 anos a fio, porque começaram por tapar os lugares com cargos para os amigos submissos (por isso, geralmente, os menos capazes, para pagarem o favor com obediência). A certa altura são autênticos ditadorzinhos nas escolas e não trabalham para as escolas mas para si próprios, exclusivamente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois, podia, e devia haver, quanto a mim, uma avaliação exterior à escola que seria paralela à outra interior feita pelo director. Foi sobre uma avaliação destas que li aquele artigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação, interior e exterior, far-se-ia de 4 em 4 ou 5 em 5 anos para que não saísse tao cara e trabalhosa. E para que os professores se dediquem mais ao ensino e menos a fazer portfolios auto-promocionais e dar graxa às coordenadoras/avaliadoras que adoram ter gordurosos a lambuzá-las..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas sobre essa outra avaliação escrevo amanhã, ou isso...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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