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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Ferreira Leite defende que as europeias servem para debater temas importantes e não para "ver se gostamos mais do Assis ou do Rangel".
Ferreira Leite mostrou-se ainda surpreendida com o tom das críticas: "Foi um tom crispado, como se não estivéssemos em democracia". Lamentou assim a "reação desadequada" do Governo e da troika ao manifesto, lembrando que "não se trata de uma crítica ao Governo", nem de uma "rebelião", mas de uma "reflexão".
A antiga presidente do PSD disse ainda que, apesar da saída da troika, o País vai entrar uma fase de "regras orçamentais rígidas" e que as atuais condições, sem reestruturação da dívida, levarão a "40 anos de exigência" e austeridade.
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Vivemos num sistema com um governo que se recusa a debater seja o que for e que faz o que quer, mesmo quando outros poderes, como o Presidente, os veta. É o posso, quero e mando sem ouvir ninguém a não ser que à partida saibam que lhes vão ser favoráveis.
Mandam as leis ao Presidente só para se legitimarem porque na prática, estão-se nas tintas para os outros poderes democráticos e, quando não gostam da leitura que eles fazem, arranjam maneira de as aprovar na mesma. Falta de respeito pelos outros e pelos processos democráticos, excesso de auto-estima e de auto-confiança.
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