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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
...recusem categoricamente ser praxados e, se alguém insistir em praxar-vos, liguem o número de emergência, chamem a polícia, gritem por socorro... é que as praxes são descontroladas, secretas, incluem pactos de silêncio e, podem ser fatais...
Cada vez mais convencidos que uma praxe esteve na origem da tragédia, os pais dos seis alunos da Lusófona que morreram no Meco arrastados por uma onda consideram que deveria ser a Polícia Judiciária (PJ) a inquirir João Gouveia, o único sobrevivente, em lugar da Polícia Marítima.
Se não tivesse havido mortes, este caso seria como tantos outros de praxes que deixam jovens incapacitados psicologicamente por causa das humilhações a que são sujeitos em frente dos colegas (geralmente coisas de natureza sexual) ou incapacitados fisicamente por causa dos maus tratos a que são sujeitos nessas actividades estúpidas.
Todos os anos há histórias de abusos gravíssimos, de jovens que ficaram deficientes, etc. por causa de praxes mas nada de relevante se faz. As universidades deixam os alunos organizarem praxes pois aquilo representa um mês inteiro de muito dinheiro a entrar em caixa entre cervejas e bifanas e outras coisas que vendem à doida nessas alturas.
As praxes são, na prática, um exercício de poder. A algumas pessoas é dado o poder, mais ou menos arbitrário (pois as regras, quando as há, são muito frouxas e ninguém controla a sua aplicação), de submeter outras à sua vontade. Logo, o que se passa nas praxes, depende das pessoas individuais que as fazem, quer dizer, do seu carácter, inteligência e bom senso. Ora, que tipo de pessoas são essas que se candidatam a cargos de poder onde podem arbitrariamente obrigar os outros aos seus caprichos e vontades...?
Algumas serão pessoas com boas intenções e espírito divertido mas a maioria hão-de ser indivíduos com problemas de afirmação, muitos com 'issues' sexuais dada a quantidade de praxes de cariz sexual, que aproveitam essa época de 'vale tudo' para se vingarem das suas vidinhas miseráveis e darem vazão aos seus instintos duvidosos. É claro que a maioria dos caloiros, naquela ânsia de se integrarem, não darem parte de fracos e não quererem ser gozados por não alinharem nas praxes, fazem tudo o que lhes mandam fazer...
Este caso há-de fazer correr muita tinta e nunca se saberá ao certo o que aconteceu, penso eu, porque os envolvidos calam-se para não se incriminarem.
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