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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Actor to join ex-foreign secretary William Hague as ‘professor in practice’ as part of new MSc in women, peace and security.
Desde que as universidades se tornaram em empreendimentos cujo único objectivo é o lucro e não a educação que se assiste a uma decadência galopante. Primeiro aceitaram, a troco de dinheiro (ou favores políticios, o que vai dar ao mesmo porque estes sempre se traduzem em dinheiro) licenciar pessoas por equivalências (a 40 cadeiras, se for preciso), com o argumento de serem pessoas com experiência de vida na área em questão... tipo à Relvas. Agora, como se isso não bastasse contratam-nos como professores.
Na London School of Economics, uma instituição que passa por ser conceituada, a Jolie e Hague são os novos professores. Inventaram um termo pomposo, ‘professor in practice’, como pretexto de quererem ter na faculdade celebridades que, naturalmente, arrastam muito dinheiro em alunos que querem sentar-se a três metros delas e em financiamentos. Tudo para o deus lucro. O Barroso também anda por aí a dar aulas no mesmo contexto de pessoa sem estudos nem pensamento para leccionar mas com experiência em... sei lá... ser péssimo no trabalho...?
Uma coisa é convidarem estas pessoas para irem a uma aula relatar a sua experiência no campo, outra bem diferente é porem-nas a leccionar cadeiras. Há centenas de jovens com doutoramentos, publicações e trabalho feito à procura de emprego, gente que estudou durante muitos anos uma certa área e que fica à porta, porque em seu lugar entram as celebridades que são especialistas em... ser celebridades, em dizer superficialidades, porque para se dizer algo mais que superficialidades é preciso ter-se estudado e pensado nos assuntos com profundidade.
Cá em Portugal também já aconteceu pessoas terem o curso de professoras primárias, fazerem um ano universitário e terem licenciatura por equivalência, depois irem fazer mestrados e acabarem nos governos a fazer grandes estragos porque são pessoas sem formação mental. Sim, a universidade e os anos de estudo e trabalho que é preciso para se fazer um mestrado e um doutoramento, não só dão conhecimentos como formam a mente.
Enfim, mais uma universidade a entrar pelo caminho da superficialidade.
Hoje em dia as boas universidades são aquelas que, não tendo dinheiro para contratar estrelas de Hollywood ou do Conselho Europeu, investem em professores que efectivamente estudaram os assuntos e têm algo importante a dizer e as que ainda têm prestígio, têm-no, não por serem ainda excelentes, como foram, a formar pessoas, mas por serem excelentes a fornecer connections que promovem os estudantes a gente de sucesso, futuras celebridades da política e da economia que andam por aí a estragar o mundo (um aparte - li que a CGD está com grandes prejuízos. É preciso ser de uma enorme incompetência para pôr o banco do Estado, onde todo o dinheiro vai parar, a ter prejuízo).
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