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Acerca da questão da Serena Williams

por beatriz j a, em 15.09.18

 

 

Faz-me lembrar aquele alunos que são muito mal educados para um professor e depois aparecem lá os pais na escola a dizer que a culpa é do professor que embirra com ele. Se há sexismo no ténis? Pois há. Infelizmente há em todo o lado. Ainda agora estava a ler no Guardian que descobriu-se que as raparigas autistas não são diagnosticadas porque os médicos assumem que o autismo é uma doença masculina. À conta disso sabe-se quase nada de como a doença se manifesta nas mulheres. Não há intenção de prejudicar as raparigas, o que há/havia é um preconceito sexista não intencional. Portanto, sim, o árbitro pode ser sexista ou racista do mesmo modo. No entanto, não há nada no comportamento do árbitro para com a jogadora que indique que tenha querido castigá-la por ser mulher ou por ser negra. Nem me parece que o cartoon tão polémico seja racista. Ela aparece a fazer uma birra, o que até é simpático porque ela ameaçou o árbitro e quem se lembra dos cartoons do Mcenroe que também fazia birras não vê grande diferença. Nem a outra aparece desenhada branca e loura. Aparece mais clara mas bastante mais escura que o árbitro e com o cabelo amarelado porque ela pinta a superfície e as pontas do cabelo dessa cor. Se o Mcenroe era mais mal educado? Pois, talvez, mas isso foi há muitos anos e não pode servir de argumento para desculpar as ameaças que ela fez ao árbitro. Parecem as desculpas dos alunos quando os chamamos à atenção, 'professora mas ele/ela também fez, não fui só eu'. A mulher passou-se porque estava insegura e está habituada a ser tratada como a celebridade que é, não porque a tivessem provocado de alguma maneira ou porque lhe tivessem feito ou tratado mal. Devia ter ido pedir desculpa ao árbitro no fim do jogo em vez de deixar no ar que só perdeu com a outra por causa do árbitro. Mau perder.

 

 

 

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publicado às 17:51



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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