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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
E a sério que o problema não é ele, os políticos e os gestores que mesmo no tempo da troika, mesmo com maus resultados, mesmo com acusações de peculato sempre viveram com os salários a subir em flecha? A sério que são os portugueses que custam 70 milhões em viagens, assessores, ajudas de custo, carros de alta cilindrada, cartões de crédito, fundações de amigos e família, tudo do erário público? A sério que o problema são os portugueses e não os 18 mil milhões de euros desperdiçados com meia dúzia de bancos à conta dos banqueiros terem emprestado dinheiro a aldrabões e terem gasto o resto em arte, prostitutas, iates e outras coisas afins?
Quem mais para além do GBP dizia que a culpa da crise era dos portugueses que queriam dinheiro fácil sem trabalhar? O grande amigo do povo, Ricardo Salgado.
A sério que o problema são os portugueses aspirarem a equidade em vez de desigualdade gritante?
A sério que temos que continuar a aguentar as obscenidades duma pessoa que não fez o seu trabalho como devia de vigiar e regular a banca e é, por isso, em boa parte, responsável por andarmos (nós, não ele e os gestores cujos salários são imunes à crise) congelados e emigrados?
"É claro para todos que as aspirações de bem-estar individual e de equidade coletiva da sociedade portuguesa excedem hoje a capacidade de produção da economia.

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