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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
A Igreja exalta o amor, passa a vida a dizer que devemos amar os outros, que esse é o maior mandamento divino e tal mas depois, na hora da verdade, todo o amor é punido se não estiver de acordo com os seus preconceitos bafientos e todo o exemplo de tolerância e respeito pelo Outro vai pelo ralo abaixo. Portanto, 'amai-vos uns aos outros... depois de perguntar ao padre se gosta do tipo de amor que sentem'.
Eu fui educada católica, como a esmagadora maioria dos portugueses. Fiz a 1ª comunhão e a profissão de fé, o crisma e essas cenas todas mas, também fui educada em liberdade. Do que me lembro, proibido, proibido, era: fumar, faltar às aulas e ser mal educada com os professores e pessoas mais velhas em geral. Por essa razão, acho, quando chegou a altura de começar a pensar nestas coisas, aos poucos fui-me desligando de uma organização cuja prática é contrária ao amor e tolerância que prega, que é hostil para as mulheres em geral e para todos que não sejam submissos a tipos bafientos de um só livro. Logo eu que fui educada a ler todos os livros e sempre fui uma devoradora de livros, interessada em perceber e explorar todos os pontos de vista.
É assim que no Ocidente perdem crentes às gosmas... é por esta falta de respeito e tolerância pelos outros e também pela arrogância de quererem obrigar toda a gente à submissão acéfala, mesmo que para isso tenham que destruir as pessoas.
Neste caso, as pessoas estão do lado do maestro do coro. Ainda bem mas, é triste, penso, que o padre não perceba a tristeza que é, terem que ser as pessoas a mostrar ao pregador o que significa ser tolerante, amar os outros e aceitá-los como são.
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