Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O PSD, que nunca foi um partido de direita, deixou-se rotular e acantonar pelo PS pelo BE como tal e perdeu o eleitorado de centro, inclusivé dentro do próprio partido, como se viu pela emigração de Santana Lopes. Caiu nessa armadilha.
Não há dúvida que PPC deu cabo do partido, não tanto pelas maldades que fez com a troika (estes que lá estão mantêm muita coisa em vigor) mas muito mais pelo modo desprezível como o fez, isto é, o discurso radical de constante ofensa, ataque e confrontação do povo que manteve ao longo de todo o mandato, que não era típico desse partido. Esse discurso, que Costa recuperou na segunda parte do seu mandato, sobretudo contra os trabalhadores dos serviços públicos, custou-lhe a maioria absoluta. Pois de outro modo não se explica que, dado o descalabro de desunião e inépcia do PSD e o anacronismo jurássico do PCP, Costa não tenha tido uma retumbante maioria absoluta, mais a mais tendo o BE menos votos.
O PSD precisa de ir para o centro, que é o seu lugar e, com um discurso político coerente, se não quer escoar-se pelo ralo. Precisa de um líder esclarecido.
Todos os partidos precisam de mudar as regras de eleição de deputados sob pena do Parlamento se radicalizar, à direita e à esquerda, como já começou.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.