Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Eu tinha pedido calor na praia mas não era preciso tanto. Cheguei aqui a Pedras...38 graus! Fui para a praia às cinco da tarde. Água quente, mar chão...atirei-me para dentro de água, tipo logo mesmo. Saí de lá às sete e meia. Foi o suficiente para perder aquela côr de peixe cozido...lol.

Herenius
Ontem houve aqui um ataque de mosquitos e melgas. Fomos todos picados. O aumento do calor, que tem dados uns dias de praia espectaculares, paga-se nestas coisas. Só dá para ir à praia lá para a tardinha e mesmo assim apanha-se a água quente e o sol a queimar. O Algarve está cheio. Os restaurantes, as ruas, os supermercados. Díficil estacionar em qualquer lado. À conta disso pouco temos saído aqui do aldeamento. Só mesmo para ir ao mercado. Ainda não fui, nem uma única vez, ao Arcada comer um ouriço, um morgado ou um folhado de Tavira! Já comi um senhor Robalo de mar e hei-de ir às ostras antes de ir para cima.
Tem sido um descanso só interrompido para ver uns amigos que estão em Monte Gordo.
Amanhã vamos alugar bicicletas e pedalar. Quando venho para aqui no Verão dou-me conta de que estou em menos boa forma do que penso. Ontem pus-me a nadar porque como não há ondas para brincar e não se pode estar ao sol é preciso variar dentro de água. Ao fim de 10 braçadas já sentia músculos que nem sabia que existiam...hoje sinto a zona aqui abaixo das costas...com tanto exercício e comida de grilo -saladinhas, peixe e marisco- ando a emagrecer, o que é bom. Ontem inventei uma salada de frango grelhado com molho de manga e nozes...bem bom!
Amanhã ou depois vai estar lua cheia e faço tenção de ir à praia ver o luar reflectido no mar. E é isto. Lagartar :)
salinas Tavira
praia do Barril
Hoje aproveitei a manhã para ir ao mercado de Tavira que fica junto às salinas das Quatro Águas comprar fruta e legumes. O dia amanheceu solarengo e os rectângulos das salinas estavam cheios de gaivotas, alfaiates e pernilongos. No mercado comprei uns figos daqueles maduros já a abrir na raíz e a cheirar a doce. Meio Kg, 50 cêntimos. Ainda trouxe um pepino que a senhora da banca não me deixou pagar. Disse-me que tem ali banca mais para o convívio porque se sente muito isolada na Serra e sempre conversa com os conhecidos. Pelos vistos há várias mulheres que estão ali mais para encontrar conhecidos e falar com quem está de férias cá em baixo que pelo negócio, propriamente. Ainda comprei batatas verdadeiras (nada daquelas coisas castanhas sem sabor que se vendem nos supermercados), tomate daquele que se come à trinca e umas uvas da Serra negras, docérrimas. E outros legumes e frutas. Tudo por meia dúzia de euros.
Hoje o almoço foi um regalo de sandes de pepino e figos maduros. Espero que o sol se mantenha para a tarde que daqui a uma ou duas horas quero estar a gozar a praia, que para o jantar há petisco de marisco...

Há mais de 30 anos que faço praia no Algarve sempre no mesmo sítio. Antes de ser efectiva, quando começávamos as aulas em Outubro e ficávamos sem receber ordenado em Setembro, passava lá todo esse mês. O Algarve sem ninguém, a praia fenomenal... Agora passo menos tempo, mas gosto imenso daquilo.
É uma zona do Algarve que ainda não está saturada de turistas e construções e o sítio para onde vou fica à noite quase completamente às escuras, com excepção de umas luzes de presença perto do chão para vermos o caminho e de alguma luz ténue que vem das casas espalhadas por ali.
À noite o céu fica pejado de estrelas. Vê-se perfeitamente a via láctea, e uma quantidade grande de constelações. Fica-se maravilhado a olhar o céu. De vez em quando vamos até à praia depois do jantar porque ainda se anda um bocadinho entre as dunas, embora agora já não me aventure a ir tomar banho à noite como fiz umas poucas de vezes.
A sensação de enfiar os pés na finíssima areia branca, que nos refresca do ar quente da noite e de ouvir o restolhar das ondas com aquele céu por cima é uma coisa difícil de descrever. Uma dessas vezes, a caminho da praia, numa altura em que ia a olhar o céu, vi uma explosão duma estrela - enfim, penso que foi o que vi, não vejo outra explicação. Um enorme clarão repentino de explosão muito longe no meio de um polvilhado de estrelas. Fica-se tocado pelo espectáculo pela consciência de estarmos a ver um fenómeno que já aconteceu há muitos anos - 100, 500, mil anos? - e cuja imagem só agora chega a nós.

Pierre Caro
Já não falta muito para ir até lá abaixo fazer uns dias de praia. Uma pessoa passar parte das férias no sítio onde mora e trabalha é mau mesmo. Dá ideia que não estamos de férias. Espero apanhar bom tempo e boa praia, sem calor excessivo mas com água quente. Já tenho saudades da praia de lá de baixo.
Tróia
DN
por ROBERTO DORES, Setúbal - hoje Pai com três filhos paga 16 euros por uma viagem de ida e volta até às praias de Tróia. Este sadino vai desistir desta rotina de anos antigos e vai passar a ir para os areais da Arrábida. Tal como este utente, outros contestam o tarifário em vigor na travessia do Sado. Os autarcas prometem lutar. Uma das coisas que amenizava os efeitos das crises e das dificuldades, ao longo do tempo, neste país 'à beira mar plantado' era o sol e as praias - onde não há dinheiro, aquele prazer de ir desanuviar e revigorar à praia tinha virtudes terapêuticas. Em Setúbal, cidade que nos últimos 20 anos cresceu de um modo tão vergonhoso que a maior parte dos bairros acima da linha do comboio parecem guetos, devido ao amontoado caótico de prédios cúbicos, sem uma árvore, sem um sinal qualquer de personalidade, sem uma greta de onde se possa ver o mar e o rio (por incrível que pareça!), esse prazer terapêutico de ir até à Tróia, descansar nas praias, era por demais necessário à sanidade mental dos habitantes desta cidade tão maltratada pelo poder local e pelo poder central. Pois até isso os nossos governantes roubaram, desde que venderam os serviços de transporte a quem por eles cobra um preço que poucas famílias na cidade podem pagar. O lema parece ser: 'tudo para mim que não quero saber dos outros'. E é assim que se arranja uma praia quase privativa sem o ser, à custa do sacrifício dos mesmos de sempre, e para benefício dalguns dos piores de entre nós. Num filme alemão que vi há dias e que é passado no período imediatamente antes da queda do muro de Berlim, quase no fim do filme, um escritor encontra, no teatro, o antigo ministro do interior, um bronco idiota cheio de poder, e diz, com um misto de desolação e incredulidade, pensar que este país esteve tanto tempo governado por pessoas como você!. Essa cena ficou impressa na minha mente, e cada vez que vejo notícias destas ela aparece-me à frente. De facto, 'Pensar que somos governados por esta gente, e já há tanto tempo!' Setúbal
Preços dos 'ferries' para Tróia afastam "povo" da Península
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.