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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O planeta tem gente a mais e já faltam recursos e a China é um dos grandes responsáveis mas em vez de manter o controlo do crescimento da população resolveu abrir as portas ao descontrolo. Têm falta de jovens? Pois, também nós e muitos outros. Essa é a maneira de baixar o número descontrolado de pessoas que está a deixar o planeta à beira duma catástrofe: deixar que o número de mortes [idosos] seja bastante maior que o número de nascimentos. Isso piora a competitividade económica? Talvez, mas o ser humano desaparecer por excesso de gente e de malfeitorias feitas ao planeta para sustentar tanta gente é muito pior, não?
Estão desequilibrados e têm muitos rapazes e poucas raparigas? Isso não se deve à política de filho único mas a perpétuarem um sistema machista onde as mulheres só têm obstáculos e os homens portas abertas. É por isso que os pais abortam as raparigas e só querem rapazes. Há muitos anos que se vê esse problema a crescer. Corrigir políticas erradas com outras ainda piores para não mexer nas injustiças dos sistemas... Isto é de loucos. O planeta, como diz um amigo, ainda vai piorar muito, antes de melhorar.

Meng Haoran
RETURNING AT NIGHT TO LUMEN MOUNTAIN
A bell in the mountain-temple sounds the coming of night.
I hear people at the fishing-town stumble aboard the ferry,
While others follow the sand-bank to their homes along the river.
…I also take a boat and am bound for Lumen Mountain —
And soon the Lumen moonlight is piercing misty trees.
I have come, before I know it, upon an ancient hermitage,
The thatch door, the piney path, the solitude, the quiet,
Where a hermit lives and moves, never needing a companion.

panjin river beach in China - imagem da net
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Selon RIA Novosti qui cite la revue Kommersant, le gouvernement russe a d’ores et déjà expédié deux navires vers l’Europe avec à leur bord 80 000 tonnes de pétrole en provenance de Novoportovskoye, un champ d’extraction situé dans l’Arctique. Ces deux livraisons seront réglées en roubles et pas en dollars, du jamais vu.
La Russie livrera aussi du pétrole via l’oléoduc Est-Sibérien/Océan Pacifique (ESOP) à destination de la Chine qui sera réglé en yuans chinois.
Selon Kommersant, il s’agit là d’une mesure de « protection » de la Russie consécutive aux sanctions prises par les États-Unis à son encontre.
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Acima de tudo não deixar esquecer e não desvalorizar os actos e a coragem dos que se sacrificam pelos outros. Ainda hoje não sabemos quantos estudantes e civis morreram...



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No dia 3 de Junho as coisas complicaram-se e nessa noite as tropas usaram tanques para forçar os estudantes a sair. Os estudantes recusaram sair. A cada 15 minutos os soldados abriam fogo com as metralhadoras e deitavam abaixo os estudantes da linha da frente. Estes recolhiam os corpos e uma nova linha avançava. Foi assim durante toda a madrugada do dia 4 até ao nascer do dia. Até hoje não se sabe quantos morreram porque é proibido falar no assunto, na China.
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O caso, de acordo com a Xinhua, envolve 512 dos 527 deputados do hemiciclo da cidade de Hengyang que terão sido subornados com um montante de 110 milhões de yuan (cerca de 13,2 milhões de euros) para escolherem 56 dos seus elementos para a assembleia legislativa provincial, o órgão imediatamente superior na hierarquia comunista.
O Presidente chinês Xi Jinping assumiu que o combate à corrupção seria uma das bandeiras do seu Governo, tendo já sido condenados a penas de prisão perpétua nomes como Bo Xilai, antigo ministro do Comércio, e Liu Zhijun, líder do influente Ministério dos Transportes Ferroviários.
Xi Jinping fez saber que a luta contra a corrupção é dirigida a todos, "os tigres e as moscas", metáfora utilizada para salientar que todos os casos sejam investigados da mesma forma, sejam altos cargos ou simples funcionários.
Crianças a caminho da escola têm de subir escadas em precipícios.
Chun Arthur Wang

Lenga-Lengas da infância:
O Senhor é Parvo
O senhor é parvo
Parvo é o senhor
Senhor dos passos
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Ministro de Guerra
Guerra Junqueiro
Junqueira Alcântara
Alcântara-Mar
Mar da China
China Xangai
Xangai Cheque
Xeque Mate
Mata quem?
Mato o senhor
O senhor é parvo
Parvo é o senhor
Moleiro Editor
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Ninguém tem o direito moral de desenhar para os outros uma vida de trabalho ou de miséria desde a infância até à cova.
Olli Rehn diz que Portugal precisa de mais consolidação orçamental em 2014
“excesso de regulação da actividade empresarial e a rigidez do mercado laboral”, assim como o “acesso fácil a dinheiro barato” e a existência de “sectores protegidos”.
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Ainda estamos no 1º dia de 2013 e este indivíduo já vem dizer, sem nenhum pudor, que temos que continuar a despedir pessoas por 2014 adentro porque há muito dinheiro fácil(!) no país. Decerto o escandaliza que ainda haja um empregado com direitos laborais no país, pois o que se deseja mesmo é que nos tornemos como os trabalhadores da Apple na China onde os patrões das fábricas constroem muros à volta das fábricas suficientemente altos para eles deixarem de se suicidar.
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A crise da Europa é uma crise de mediocridade das ideias, mediocridade dos políticos que nos governam e mediocridade dos economistas que os aconselham. Falta de ideias, falta de visão histórica, falta de coragem política, ganância própria dum modelo de capitalismo selvagem, próprio de sociedades não civilizadas. Fazem tudo ao contrário do que deveriam fazer!
leopardo das neves, China
Poema Das Coisas Belas
As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivo serão belas?
E belas, para quê?
Põe-se o sol porque o seu movimento é relativo.
Derrama cores porque os meus olhos vêem.
Mas por que será belo o pôr do Sol?
E belo, para quê?
Se acaso as coisas não são coisas em si mesmas,
mas só são coisas quando coisas percebidas,
por que direi das coisas que são belas?
E belas, para quê?
Se acaso as coisas forem coisas em si mesmas
sem precisarem de ser coisas percebidas,
para quem serão belas essas coisas?
E belas, para quê?
António Gedeão, Poemas póstumos (1987)
... a página oficial da embaixada da China em Portugal. Tem logo na Homepage um texto intitulado, 'A Cotragem de Enfrentar a Verdade' acerca do diferendo com o Japão sobre as ilhas Diaoyu onde tece criticas ao espírito invasor do Japão e à sua falta de verdade... tudo o que lá está escrito podia ser escrito contra a China a propósito do Tibete...
MIKE DAISEY está chocado. Descobriu que os IPhones da Apple são fabricados na China. Esteve nas fábricas e ficou chocado ao ver as condições desumanas em que os trabalhadores operam, mais de 10 horas por dia, alguns com 12 anos de idade. Agora deixou de comprar produtos da Apple mas, como ele diz, isso não basta pois terá de comprar de outra marca que terá, muito provavelmente, os mesmos procedimentos: fazer produtos que se tornem rapidamente obsoletos de modo a obrigar-nos a comprá-los, sob pena de não conseguirmos funcionar e, ter trabalhadores a operar em condições miseráveis para lucrar o máximo possível.
Os mercadso, os mercados, a concorrência, as mais valias e o camandro....tudo palavras de embuste para despir os trabalhadores de direitos que custaram vidas e mais de um século a conseguir: o direito a um horário de trabalho justo, o direito ao descanso, à dignidade, às férias, o direito à infância.

Este assunto da Wikileaks e da Perseguição ao Assenge faz-me lembrar o caso do professor de música que se suicidou por causa do assédio de que era vítima: só houve investigação séria depois de ser público e o Director lá da escola e da Direcção Regional só se interessavam em saber quem é que tinha dado com a língua nos dentes.
Pessoalmente acho que este assunto da Wikileaks representa uma porta de esperança para o mundo, porque mostra claramente que a 'sociedade digital' pode vir a cumprir o papel que de início muitos lhe atribuiam, que é do de permitir aos cidadãos controlarem efectivamente as instituições e governos e denunciarem os seus abusos. Doravante será muito mais difícil manter certo tipo de segredos e, sobretudo, escapar impune, pois a informação corre por canais digitais e é fácil aceder-lhe. Ainda bem que assim é. É assim que sabemos agora quem são os governos metidos em narcotráfico, quem são os governos que compactuam com torturadores, quem são os países que têm presidentes ladrões de bancos, quem são os países que subornam instituições internacionais, etc.
Por exemplo, seria impensável, noutra eras, a iraniana condenada a lapidação estar ainda viva. Seria ainda mais impensável haver oposição dentro do próprio país, neste caso o Irão. A internet não só permite aos que estão de fora ver o que se passa dentro dos outros países, como também permite a quem lá está dentro, ver com os olhos de quem está de fora, e isso é o primeiro passo para a libertação da mente. Veja-se como a China se começou a abrir na era digital e como cada vez mais os chineses são pressionados para acabar com a censura do google, etc. Por isto, o que me parece é que os EUA estão a lidar com o assunto de modo desajustado, com medidas de outras conjunturas. Um pouco como os nossos sindicatos que ao quererem opôr-se às medidas económicas 'assassinas' do governo falam em ofensiva do capital e fazem greves. Estão desajustados na linguagem e nas estratégias.
A crise tem alguns efeitos benéficos para leitores. O ebay inglês tem milhares de livros extraordinários à venda por preços ridículos (mesmo incluindo os portes do correio). Hoje chegou-me a última aquisição, An Embassy to China (Uma Embaixada à China) de Lord Macartney. O livro é o diário que Macartney escreveu na sua viagem de embaixada à corte do Imperador Ch'ien-lung, entre 1793 e 1794.
O livro é bonitíssimo (como todos os livros da Folio), cheio de gravuras e outros documentos. Apesar de ser vendido como segunda mão, está novinho. Custou 6 libras + 10 do envio, por ser bastante pesado, caso contrário custaria perto de 5 libras.
O livro é um documento extraordinário dos costumes e da vida cultural, política, comercial e militar da China e, em particular, da vida da corte. Refere os missionários portugueses na China, destacando o Bispo de Pequim, Bernardo D'Almeida, de quem os ingleses não gostam, suspeito que por inveja da influência deste. O autor guia-nos, não apenas aos sítios, mas também às pessoas nos seus modos de ser e pensar.
Certas descrições atingem-nos como uma bofetada porque nos fazem entrar numa realidade que, embora não muito distante no tempo (pouco mais de dois séculos), estão a anos luz da nossa mentalidade. Muito interessante. Ora veja-se:
«O Padre Raux diz que, só na cidade de Pequim, há mais de cinco mil chineses cristãos e calcula que em todo o Império, o número anda à volta dos cento e cinquenta mil. Confirmou-me aquilo que lemos na maior parte das histórias da China - que é prática comum entre os pobres expôr as crianças ao abandono. Todos os dias a polícia manda um carro, bem cedo, dar a volta à cidade, para recolhê-los e levá-los para uma fossa ou cemitério onde possam ser enterrados. Muitas vezes, os missionários comparecem e preservam algumas das crianças que pareçam ser saudáveis ou com hipóteses de recuperar. Os outros são atirados indiscriminadamente, mortos ou vivos, para a vala. Mas, o Padre Raux garantiu-me, com a maior seriedade, que antes de os atirarem, os irmãos baptizam todos os que aparentam ter ainda alguma vida neles, 'para lhes salvar a alma'. »(as comas e o itálico são do autor, não meus) pp.46-47
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