Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
.
A medida faz parte de um pacote que também inclui penas de cadeia para condutas "claramente criminosas". É a resposta britânica a uma série de escândalos.
.
Por exemplo, para corrigir testes a comissão é de 1 euro (por teste); tirar dúvidas a alunos: na aula, 50 cêntimos; em casa, por email, 1 euro, se for antes das sete da tarde e, 1.50 euros se for depois das sete da tarde. Aulas de apoio, cinco euros por cabeça; avaliar um trabalho, 1 euro. Os directores de Turma: registar e justificar faltas, 50 cêntimos por cabeça; já enviar correspondência são 5 euros por carta. Etc., etc., etc.
Isto não é o que faz o banco público? Cobrar por cada operação que faz com o nosso dinheiro? Porque não seguir o exemplo, já que é tão elogiado e protegido pelos governantes. Alguém quer fazer uma petição para cobrarmos comissões de serviços na educação?
O primeiro passo? Deixar os bancos privados ir à falência. Não tratar os bancos como se fosse o Santo Gral...
Se alguma dúvida ainda restasse de que os banqueiros são gente divertida (e sempre animados pelas melhores intenções) agora podemos ter a certeza absoluta, graças a uma conversa entre dois altos executivos bancários irlandeses.
A conversa foi gravada em 2008, em vésperas de o Estado meter mil milhões de euros no Anglo-Irish Bank, uma instituição falida - o BPN de lá. Um dos executivos pergunta ao outro como chegou ao número de sete mil milhões como a soma ideal que vai pedir ao Estado. O outro ri e diz que o tirou do rabo.
Mais a sério, explica que inicialmente não convém pedir muito (!). Melhor deixar que o financiamento pelo Estado vá crescendo discretamente, sempre usando o argumento de que deixar o banco cair seria pior para toda a gente.
Acima de tudo, sugere o executivo (rindo mais alto que nunca, juntamente com o seu colega) não se pode deixar os contribuintes perceberem que nunca vão recuperar o que é deles. A cada nova solicitação de fundos, tem de se explicar que é para o cidadão comum proteger "o seu dinheiro".
Ao todo, o Estado irlandês já investiu 30 mil milhões de euros, só naquele banco. Estas novas revelações, surgidas no diario Irish Independent, podem vir a ter consequências.
Schulz
Martin Schulz diz que se há dinheiro para salvar os bancos, também tem de haver para salvar os jovens dos países em dificuldades.

Empréstimo. Pagar curso superior a prestações sai caro.
Fazemos aos alunos o que a Europa nos anda a fazer e de que tanto nos queixamos...
Dantes, quando os nossos impostos não eram comidos por bandidos, o Estado financiava directamente os alunos e as propinas eram simbólicas. Agora, o Estado financia os bancos para que estes financiem os alunos com juros... depois os alunos andam anos e anos endividados sem poderem investir na sua própria vida.
O funcionamento dos bancos. Pensam pouco nos clientes. Até parece que existem para si próprios e não para os clientes.
Preciso de um cheque para amanhã e descobri que estou sem cheques válidos. Quando saí da escola passei numa agência do banco expliquei o problema e disse que queria comprar um ou dois cheques a vulso. Não têm! What?! Não têm. Então como é que as pessoas fazem quando se acabam os cheques e precisam de um com urgência? Pois... não sabe. O mais que posso fazer é ir à agência central daqui onde há uma máquina de imprimir cheques, mas que ela não sabe se estará a funcionar. E pronto. Não têm soluções. Têm comissões, exigências... agora soluções? Nop.
Relógios, jóias ou cartões de férias são algumas compras que as PME são obrigadas a fazer para ter acesso a dinheiro.
Afinal os bancos servem para quê? Para enriquecer banqueiros e políticos? O governo despede trabalhadores, os bancos (nomeadamente o público) recusam emprestar dinheiros às pequenas empresas de modo que atiram-nas para a falência... como é possível crescer nestas condições?
Os trabalhadores trabalhavam e punham dinheiro nos bancos. Os bancos usavam o dinheiro dos clientes para apostar, para comprar casas, ir de férias, oferecer presentes, fretar aviões com prostitutas, comprar jóias, etc. Foram à falência. Em pânico foram ter com o governo e disseram, 'Estamos falidos, perdemos o dinheiro das pessoas, precisamos que nos emprestem dinheiro'. O governo, porque andava a fazer o mesmo -brincar e viver à grande com o dinheiro dos trabalhadores (portugueses e europeus)- também não tinha para emprestar. Cortou na saúde, na educação, na justiça e subiu impostos. Deu o dinheiro aos bancos. Os bancos, mais uma vez gastaram em luxos para os seus administradores. O governo voltou a fazer cortes e a subir impostos. A certa altura o país foi à falência. Agora pedimos aos europeus que nos emprestem dinheiro, mas alguns estão cépticos porque dizem não ter garantias que o dinheiro não vai ter o caminho do anterior: engordar banqueiros e governantes e amigos. E percebe-se. Afinal, porque é que os finlandeses hão-de pagar as prostitutas ao ladrão do BPN, e aos outros...?
Os banqueiros e gestores e governantes que assim gastaram o dinheiro de quem trabalha e puseram as pessoas na miséria estão nos mesmos postos à espera do dinheiro que vem de fora. Não estão na cadeia, não foram obrigados a devolver o que roubaram, não foram proibidos de voltar a exercer os mesmos cargos. Não. Estão todos lá. Alguns, muitos, são de novo candidatos ao lugar de ladrão impune, outros até são vice-presidentes do BCE. Os banqueiros agora não emprestam dinheiro ao povo que os sustentou e sustenta com o seu trabalho e miséria. Que nome se pode dar a pessoas que fazem isto uma e outra vez sem escrúpulos? E onde deveriam estar? Dingos sem alma que hoje hão-se estar todos na missa de Aleluia da Páscoa a fingir que são pessoas que se preocupam e amam o próximo.
<input ... >Desde 2007, 12 mil alunos universitários recorreram a empréstimos bancários dos nove bancos que oferecem este serviço. Em três anos, dois dos maiores bancos emprestaram 128,5 milhões de euros.
Dantes o Estado financiava directamente os estudos dos alunos que não tinham dinheiro. Agora o Estado financia os bancos de modo que, se um aluno quer estudar e não tem dinheiro é enviado para um banco para se endividar para poder estudar, para depois arranjar um trabalho precário ou trabalho estagiário sem ganhar nada e andar os próximos dez ou mais anos a trabalhar só para pagar os estudos. Isto, se o banco emprestar o dinheiro, que não sei quais são as regras desse negócio de milhões.
Esta prioridade de financiar bancos acima de tudo o resto devem ser as medidas de incentivo ao emprego dos jovens e à vitalidade da economia...
A ministra das Finanças de França, Christine Lagarde, admitiu esta sexta-feira aumentar o fundo de resgate europeu e 'mandou calar' os banqueiros centrais, considerando que devem ser os ministros das Finanças da zona euro a liderar a discussão.
Porque afinal, quando votamos, votamos em políticos e não em banqueiros!
Apesar de a situação variar de instituição para instituição, muitos alunos do universitário e politécnico estiveram vários meses sem qualquer apoio financeiro e só este mês estão a começar a receber as primeiras prestações de 2009/2010.
Isto é indecente: que apareçam milhões sempre que um banco espirre e, ao mesmo tempo, que haja alunos a passar dificuldades para estudarem. Este governo não aposta na educação, não aposta nas pessoas, não aposta no futuro do país.
Ainda há pouco tempo falava com o meu amigo André, que estudou sempre com bolsas (se não fossem as bolsas nunca teria tirado o curso, nem mesmo trabalhando como ele o faz, porque a família não tem, nem teria, dinheiro, nem sequer para pagar o passe que são mais de 100 euros por mês) e que está nesta situação de ainda não ter recebido um tostão da bolsa deste ano para o mestrado (bolsa a que tem direito por ter concluído o curso com média superior a 16). Falávamos da degradação dos serviços de apoio social e de como a geração dele será uma das últimas a poder estudar com bolsas, como ele o fez.
Na escola pública, os alunos muito bons e muito trabalhadores mas sem posses, podiam, até agora, beneficiar da ajuda do Estado nos estudos superiores. Era uma maneira de nós todos, portugueses, apostarmos em pessoas com valor. Mas as coisas mudaram. Agora já é difícil conseguir bolsa em virtude de terem complicado o processo burocrático, de modo a que, penso, as pessoas desistam de tudo.
Depois, querem instituir o sistema americano (que o Obama está a tentar acabar para instituir este sistema que ainda existe na Europa) que é obrigar as pessoas a contrair um empréstimo junto dum banco, e endividarem-se para o resto da vida para poderem tirar um curso, enquento o Estado paga aos bancos por cada empréstimo concedido. Ou seja, em vez do Estado financiar directamente o estudante, financia um banco para que este financiae o estudante. O resultado é que os bancos, neste negócio de intermediários, lucram com este clientes forçados, e os estudantes começam a sua vida sem dinheiro para nada, nem para ter uma casa nem nada de tal modo estão endividados por causa dos estudos.
Pessoas como o André, a quem muito admiro pelo valor que têm de terem conseguido apesar de terem de ir à luta por tudo porque nada têm, no futuro, serão dissuadidas pelo próprio Estado que as devia ajudar.
E tudo isto para quê? Para dar dinheiro a uns e outros amigos que arrebanham votos, mesmo em processos 'pornográficos que dariam muitos milhares de subsídios de desemprego'.
Os lucros dos bancos continuam a subir na proporção inversa ao nível de vida dos portugueses. Quer dizer que uns se alimentamm dos outros?
Ontem

Os lucros do BCP totalizaram 225 milhões de euros em 2009, mais 12%, superando as estimativas dos analistas.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.