Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Isto explica muito do estado do País

por beatriz j a, em 24.04.16

 

 

Justiça não concluiu um único processo sobre a Banca

 

Desde 2008, os contribuintes foram forçados a tapar os buracos de vários bancos portugueses com mais de 14 mil milhões de euros. E a inédita investida do Ministério Público sobre a Banca, com a abertura de largas dezenas de investigações sobre o BPN, o BPP, o BCP e o BES, deu-lhes motivos para acreditarem que boa parte dos buracos resultava de atos de gestão criminosos.

 

Contudo, dez anos depois da abertura do primeiro dos processos-crime, o sistema de justiça deduziu nove acusações e não tem para amostra um banqueiro ou qualquer outro responsável na prisão, nem um processo com decisões condenatórias definitivas, isto é, transitado em julgado.




publicado às 17:40

 

 

 

A grande conspiração por detrás da OPA de 341 milhões do Montepio ao Finibanco

Uma das competências do BdP é garantir um sistema sólido e gestores idóneos para o exercício da actividade.

 

Teoricamente, porque na prática pertencem todos à confraria dos ceguinhos profissionais. Muito bom este artigo. Põe a nu a banca portuguesa e o que aqui se conta é um modelo que serve para percebermos como se passam as coisas nesse mundo que nos rouba de duas maneiras, a primeira com esquemas directos e a segunda quando termos que pagar-lhes as dívidas que contrairam por vaidade, ganância e mania das grandezas.

Uma colecção de aldrabões (com muito poucas excepções), alguns verdadeiros bandidos que deviam estar em Évora fechados a sete chaves: inclui banqueiros, gente da bola, ex-governantes de todos os sectores partidários, cidadãos sírios, gente menor da máquina, administradores públicos, patos-bravos, vendedores de pacotilha e a conivência incauta e incompetente dos Governadores do Banco de Portugal - um dos quais convidado, quiçá depois de lhe terem sido reconhecidas essas qualidades de incúria, para vice-presidente do Banco Europeu. Deve lá estar a fazer um grande trabalho invisual.

 

---------------

 

Vítor Constâncio - perfil na  Wiki

 

Constâncio é professor catedrático convidado do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, desde 1989, culminando uma longa carreira académica,[1] apesar de nunca ter concluído o doutoramento.[2]

 

Tendo iniciado a sua atividade no Banco de Portugal em 1975 como diretor do Departamento de Estatística e de Estudos Económicos, foi nomeado vice-governador em 1977, posição que voltaria a ocupar em 1979 e durante o período de 1981 a 1984, foi nomeado seu 12.º Governador entre 1985 e 1986 e, novamente, 16.º Governador de Fevereiro de 2000 a Maio de 2010,[1] foi director de Estatística e Estudos Económicos, em 1975, e vice-governador, de 1981 a 1984.

 

A 24 de Maio de 1995 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[3]

 

No sector privado foi, entre 1995 e 2000, vogal e administrador do Conselho de Administração do BPI e, novamente no sector público, entre 1998 e 2000, vogal e administrador não-executivo da EDP.[1]

 

A 21 de Maio de 1999 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil[3] e a 8 de Junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[3]

É membro do Conselho de Estado.[1]

 

Em 2010, ano em que errou as previsões macroeconómicas e de falhas na supervisão bancária por não ter actuado ou o fazer tardiamente nos casos BPN, BCP e BPP, e que custaram aos contribuintes portugueses um montante superior a 9.500 milhões de euros,[4] [5] [6] [7] viu todavia reconhecidos os seus méritos na União Europeia, sendo nomeado em 2010 vice-presidente do Banco Central Europeu,[1] num mandato que durará oito anos e onde é responsável pela supervisão bancária.

 

 

publicado às 05:25

 

 

 

Hoje fui beber um café com um amigo que já não via há três ou quatro semanas... pôr as saudades em dia... e estávamos a falar desta sucessão de governos incompetentes, esbanjadores do alheio, vomitadores de mentiras e slogans ocos, destruidores da educação e do emprego e às tantas chegámos à conclusão que a única actividade com perspectivas positivas no país é a de banqueiro.

Quem abre um banco, ou ganha dinheiro ou ganha muito dinheiro ou ganha imenso dinheiro. Se és bom ganhas dinheiro, se és bom e tens cunhas no poder [o que chamamos ser muito bom] ganhas muito dinheiro. Se és incompetente e dás cabo do banco, os contribuintes pagam-te as dívidas e ganhas imenso dinheiro. Não tem downsize. É uma situação sim-sim.

 

 

publicado às 18:35

 

 

Banif. Corrida contra o tempo para salvar todos os depósitos

 

 

Primeiro absorvemos o BPN, depois absorvemos o BS e agora vamos absorver o BANIF... não há penso que resista a tamanha sangria...

 

 

publicado às 05:34


What else is new?

por beatriz j a, em 08.06.15

 

 

Informático que denunciou o HSBC acusa banca de manipulação da crise

 

"Por um lado, os bancos podem obter dinheiro do Banco Central Europeu (BCE) pagando 0,5 por cento de juros, e por outo - utilizando o chamado "efeito de alavanca" -, podem comprar dívida pública num montante igual a 50 vezes aquele que obtiveram", explica o engenheiro informático que revelou a lista com milhares de nomes de titulares de contas do Hong Kong and Sanghai Bank Corporation (HSBC) em Genebra, em situação de evasão fiscal, incluindo portugueses.

De acordo com o engenheiro informático, "em média", os títulos do Estado proporcionam um juro de 2,5 por cento, ou seja, o quíntuplo da taxa que os bancos têm de pagar ao BCE.

"Se uma instituição obtém um milhão de euros do BCE, terá de pagar cinco mil euros de juros. Mas com aquele milhão, poderá adquirir títulos públicos no valor de 50 milhões, que lhe darão 1.250 mil euros de juros. Multiplicando este valor por centenas de milhares de milhões de euros apercebemo-nos das dimensões do fenómeno" (pag.197), escreve o autor do livro "O Cofre-Forte da Evasão Fiscal".

Sendo assim, explica, com a ajuda do "efeito de alavanca e sem menor esforço", os bancos podem ganhar muito dinheiro para investir nas especulações financeiras e na compra de nova dívida e não injetam recursos na economia real, não relançam o consumo, não investem na indústria nem na criação de emprego.

"Os especuladores aproveitam-se da desigualdade, precisam dela: este é o modelo económico atual. Temos de o inverter, e isto pode ser feito", defende o informático atualmente envolvido no banco ético francês, La Nef (Nouvelle Économie Fraternelle).

 

 

publicado às 18:59

 

 

... nem mesmo face às montanhas de evidências as pessoas responsáveis admitem o problema. Num caso como noutro o ambiente irrespirável é causado por uns poucos que vivem em bolhas de oxigénio mas envenena todos os outros. No entanto, nestas coisas os EUA têm uma tradição cívica e democrática que aqui não existe e que faz com que particulares se juntem e avancem para a Justiça sem medo de exigir um Estado de Direito. Espero que ganhem o caso contra o dinheiro sujo.

 

 

Militares dos EUA acusam bancos de financiarem terroristas

 
 

Um grupo de soldados norte-americanos está a processar seis bancos internacionais por, alegadamente, terem encoberto transacções para financiar, via Irão, ataques terroristas no Iraque contra o exército de Washington.

 

De acordo com a acusação citada pela Bloomberg, o Barclays, o HSBC, o Standard Chartered Bank, o Crédit Suisse, o Royal Bank of Scotland NV e o iraniano Bank Saderat terão acordado reter determinados dados relacionados com as operações de transferência de milhares de milhões de dólares, permitindo-lhes escapar ao controlo das autoridades norte-americanas.

 

 

publicado às 20:34

 

 

...ou... como é que a banca e os banqueiros enriquecem e se riem à custa de todos nós. O banco do Estado também foi ajudar o BES com 300 milhões - isto enquanto dizem em público que o Estado não suporta os erros dos banqueiros privados. Recebeu em troca garantias... que garantias? Acções  da Espírito Santo Financial Group, ou seja, os mesmos que pediram o empréstimo e estão falidos... hence, vem aí  mais um corte salarial... BPN, BES, SLN, PT, os cancros que nos matam (enquanto tratam da sua vidinha).

 

 

Hoje, o jornal Público revela que a exposição da Caixa Geral de Depósitos (CGD) a sociedades detidas pelo GES ronda os 300 milhões de euros.

 

ESI e Rioforte ultimam pedidos de protecção contra credores. ESFG também poderá avançar com pedido. BES tem exposição de 1,2 mil milhões às ‘holdings’. PT terá de assumir perdas na Rioforte.

Juízes duvidam que futuros cortes salariais sejam legais

Diário Económico: A principal associação sindical de juízes lembra que os cortes feitos desde 2011 foram aceites por serem excepcionais. E defende que as metas do défice não justificam novas reduções.

 

 

publicado às 08:49


O Bento do 'BesGate'

por beatriz j a, em 07.07.14

 

 

 

Vitor Bento é o novo presidente executivo do BES, só será aprovado formalmente pelos accionistas do banco no próximo dia 31, mas já tem o que, no fundo, era mais importante, a ‘benção' dos poderes públicos, do Banco de Portugal. E isso diz bem do nível de intervenção do Estado num banco privado.

 

O Vítor Bento não é aquele que foi promovido com aumento de vários salários mínimos quando estava de licença sem vencimento há uma data de anos? Não foi ele que foi promovido sem sequer estar a trabalhar há anos? Quantos professores vão ser despedidos por causa do 'BesGate'?

 

 

publicado às 08:33


Títulos de hoje II

por beatriz j a, em 21.06.14

 

 

Salgado queria 2,5 mil milhões da Caixa e BCP

 

Ricardo Salgado pediu pessoalmente ao primeiro-ministro que apoiasse a restruturação do Grupo Espírito Santo (GES), dando aval político para que a Caixa Geral de Depósitos e também o BCP liderassem um empréstimo de cerca de 2,5 mil milhões de euros. Pedro Passos Coelho recusou, noticia hoje o Expresso. Depois, Salgado viajou até Luanda para obter financiamento junto de altos responsáveis angolanos e investidores. A resposta foi a mesma. Em causa está a elevada dívida da área não-financeira do GES.

 

 

Uma pessoa pergunta a si mesma, 'Mas como é que este indivíduos da Banca cheios de acusações de gestão danosa, fuga de capitais, mentiras ao BDP sobre negócios e  dídivas, etc., ainda têm o descaramento de pedir ao governo para que sejam os portugueses -via CGD- a pagar-lhe as dívidas de biliões?' A resposta é, 'Estão habituados a que os governos ponham os portugueses a pagar-lhes as dívidas... ... ora agora vai uma subida de impostos, a seguir um corte nos salários... tudo para que estes senhores não percam as sua colecções de arte e de iates..'.

 

 

publicado às 10:46


Títulos de hoje I

por beatriz j a, em 21.06.14

 

 

Só com os criminosos pobres é que não se pode comer à mesa



As informações sobre o que se está a passar no BES, como o que nos últimos anos se veio a saber do BCP, e, andando um pouco mais para trás, toda a história ainda em curso do BPP e do BPN, mostram alguma coisa de consistente no comportamento de uma parte importante da elite político-financeira portuguesa.

 

O que tudo isto tem em comum é em primeiro lugar a completa promiscuidade com o poder político. Os Espírito Santo frequentavam os gabinetes de Sócrates, elogiaram-no até ao dia em que o derrubaram, quando os seus interesses estavam em causa pela ameaça de bancarrota. O dinheiro fluiu nos contratos swap, usados e abusados pela governação socialista, e as PPPs contaram com considerável entusiasmo da banca nacional e internacional. Compreende-se porquê, quando mais tarde se veio a saber detalhes dos contratos leoninos que deixavam milhões e milhões para pagamento num futuro que já era muito próximo.

O actual governo mereceu também da banca todos os elogios e retribuiu em espécie, impedindo que qualquer legislação que diminuísse os lucros da banca passasse no parlamento, ou ficando como penhor de bancos que em condições normais iriam à falência, mesmo numa altura em que já era difícil alegar crise sistémica. O governo actual manteve todas as práticas de co-governação com a banca e as instituições financeiras que já vinham do governo anterior, consolidando um efeito perverso, que não é apenas nacional, de permitir que os principais responsáveis pela crise dos últimos anos tivessem sido seus beneficiários principais.

 

Para além disso, mantém uma transumância de lugares e funções com a banca tanto mais reforçada quanto a sua relação com os “mercados” passava pela intermediação financeira quer em Portugal, quer fora, e a desertificação das chefias da função pública baseadas no mérito, atiradas para a rua pela demagogia do diminuir os “lugares de chefia”,  entregou áreas importantes do estado a consultoras financeiras e à advocacia de negócios. Os incidentes com secretários de estado que vinham da banca e do sistema financeiro e que se transmutavam da venda de swaps para negociadores de swaps, mostraram essa promiscuidade. E as decisões revelam como ninguém quer beliscar uma banca de onde veio, onde pode voltar a ir. A decisão de não ir a tribunal em nenhum caso mais grave de acordos leoninos quanto a PPPs e contratos swap, foi um dos maiores presentes que o actual governo ofereceu à banca.

 

Outra das coisas que se vão sabendo é como a gestão dos bancos se fazia como se o dinheiro que lá estava fosse pertença dos seus donos, gestores, administradores e dos seus amigos, ao  mesmo tempo que uma ríspida prepotência e intransigência é a norma de tratamento dos clientes e depositantes, a quem não se desculpa nada. Os milhares de casas, carros, empresas, bens que foram consumidos nesta voragem da “dívida”, que tornou famílias e pessoas solventes naquilo que nunca imaginaram que iam ser, insolventes, oferece um contraste flagrante com a prática reiterada de evasão e fuga fiscal dos mais ricos com dimensões muito significativas.

 

Pacheco Pereira

 

 

publicado às 10:38

 

 

 

Há uma vaga de suicídios entre os executivos da City londrina, desde Fevereiro deste ano - o número em todo o mundo da alta finança já vai em 18. Ligados à JP Morgan são 12, sendo que um suicidou-se com uma pistola de pregos que enfiou no peito e na cabeça... falava-se em excesso de trabalho, em assassinatos por saberem demais sobre os ataques aos Bitcoin, em stress e depressão... só que agora a ex-namorada de um deles -Gabriel Magee, de 39 anos, un executivo da J.P. Morgan que se suicidou saltando do topo do edifício da sede, em Londres- veio dizer que o suicídio dele foi um suicídio quântico e que ele se inspirou, por assim dizer, no também, suicídio quântico, de dois estudantes norte-americanos.

Tal como estes dois estudantes, também Gabriel Magee estava obcecado com a física quântica, com o problema dos multiversos e da imortalidade quântica que é uma espécie de inversão da célebre experiência mental do gato de schrödinger (que podia estar vivo e morto ao mesmo tempo).

Ou seja, uma mistura da teoria dos mundos possíveis de Leibniz e do idealismo de Berkeley (o biocentrismo do Robert Lanza mais não é que uma explicação com termos quânticos do problema tradicional do idealismo radical) que joga com a possibilidade de cada evento dar origem a, pelo menos duas possibilidades de efeitos, cada uma dela geradora de um universo. Cada repetição do evento cria novos universos, etc., sendo que num deles há a possibilidade de não se morrer ou de ganhar a lotaria - os dois estudantes americanos suicidaram-se ligados a um sistema de lotaria... os idealistas acreditam que, uma vez que só temos acesso à reslidade através da nossa mente, não podemos garantir que existe uma realidade fora da nossa mente. Pode ser tudo uma ilusão. Até a morte.

Há uma anedota que diz que para acabar com o idealismo radical metem-se os idealistas todos num avião e diz-se-lhes, 'têm 10 segundos para apertar os pára-quedas antes de o vosso lugar se ejectar'. Se eles forem verdadeiros idealistas radicais não apertam o pára-quedas e morrem todos...

  A mim parece-me que isto dos suicídios quânticos é levar o idealismo até às últimas consequências e causa-me grande preocupação saber que as finanças do mundo e os políticos que influenciam estão nas mãos de pessoas destas...

 

 

publicado às 01:32

 

 

 

Estudantes do ensino superior devem mais de 200 milhões de euros aos bancos

.

Sistema de garantia mútua lançado há seis anos chegou ate agora a 20 mil alunos, um terço dos quais é simultaneamente bolseiro.Valor dos empréstimos em incumprimento é de 8,5 milhões de euros. Estudantes queixam-se que é cada vez mais difícil pagar o crédito.

 

 

Há uma data que não sai da cabeça de Sofia: Outubro de 2014. É nessa altura que começa a pagar ao banco o empréstimo que pediu para estudar. A partir de então, terá que encontrar 300 euros mensais para devolver os 20 mil euros que lhe foram disponibilizados para conseguir concluir o seu curso (...)

 

 

“Encaro essa data com pânico”, confessa. Tem 31 anos, terminou o curso no final do ano passado, e ainda não consegue encontrar emprego na sua área de formação.

 

 

Num país em que a taxa de desemprego jovem não tem parado de aumentar – 35,4%, a terceira taxa mais alta da OCDE (…) os jovens portugueses devem mais de 200 milhões de euros à banca.

 

 

O PÚBLICO lançou esta semana um apelo aos seus leitores, tentando encontrar casos de pessoas que tenham recorrido a estes empréstimos para completar uma formação no ensino superior. Nas primeiras 24 horas, chegaram ao jornal cerca de 200 contributos de estudantes. Depois disso, os e-mails continuaram a entrar. Entre eles, uma questão-chave: a dificuldade que têm em encontrar meios para pagar de volta aquilo que receberam.

 

 

É o caso de Cláudia Duro, 25 anos. Formou-se em enfermagem e para pagar o empréstimo pedido em 2008 teve que encontrar um emprego. O melhor que conseguiu foi um part-time de quatro horas diárias num hipermercado. Ricardo Rocha, 27 anos, licenciado em Psicologia Aplicada, tem que trabalhar em dois empregos, num total de 11 horas por dias. Entra às 8h30 no trabalho a full time e só sai às 21h00 do part-time. “Praticamente deixei de ter vida própria”, diz.

 

 

Há outra expressão que se repete entre as centenas de contributos recebidos nos últimos dias: emigrar.

 

Dantes o Estado financiava directamente os estudantes que necessitavam agora financia os bancos para que estes emprestem dinheiro a juros aos estudantes... para que estes fiquem presos a uma dívida à banca? Estamos a desperdiçar uma geração de pessoas com cursos superiores e vontade de trabalhar porque em vez de se investir neles e na educação investe-se na banca.

 

 

 

 

publicado às 12:10


Trabalho e objectivos de vida

por beatriz j a, em 19.02.14

 

 

 

The Woes of Wall Street: Why Young Bankers Are So Miserable

The pay is good. Everything else is bad.
.
.

Over a few beers after work one spring evening, two junior Goldman Sachs employees started contemplating the best ways to kill themselves. “If the goal is, like, how do I inflict maximum psychological damage, then I think just going up to your desk and blowing your brains out in the middle of the day would be the best,” said Jeremy Miller-Reed, 23. “Nah,” said Samson White, 22. “You know what would happen? All the other analysts would get an e-mail from the associates saying, ‘Can you guys clean this up?’ And then everyone would go back to work.”

 

Jeremy and Samson—I’ve changed their names to protect their anonymity—were first-year analysts at Goldman. They’d arrived from their Ivy League campuses less than a year before, fresh-faced and idealistic. Jeremy had gotten placed in commodities, and Samson had made a home in the firm’s mortgage division. Good friends since their summer internships the year before, they’d been excited, at first, to join the ranks and get to work making money. But quickly, their enthusiasm had been buried underneath massive piles of work, grueling hours, and unforgiving bosses. In one particularly bleak moment, they’d started calling Goldman’s downtown headquarters “Azkaban,” after the prison in the Harry Potter series where inmates’ souls are sucked from their bodies.

 

For my new book, Young Money: Inside the Hidden World of Wall Street’s Post-Crash Recruits, I spent three years shadowing eight young Wall Street workers, including Jeremy and Samson. Given the rollicking depictions of finance life we see in movies like The Wolf of Wall Street, and the fact that these jobs are extremely well-paid—first-year investment bankers make anywhere from $90,000 to $140,000, including year-end bonuses—you might think that my eight banker informants were living the good life. But in three years, hardly an interview went by without a young banker confessing his or her struggles with depression and health problems, expressing a desire to quit, or simply complaining about how working in finance was ruining the pleasures of normal life.

 

 

publicado às 19:00

 

 

Deutsche Bank afunda-se na Bolsa

O maior banco alemão registou um prejuízo de 965 milhões de euros no quarto trimestre de 2013, quando analistas esperavam um lucro de 700 milhões de euros.


Os bancos europeus apresentam necessidades de capital na ordem dos 767 mil milhões de euros, antes dos exercícios do Banco Central Europeu (BCE), segundo um estudo conduzido por um investigador alemão e um académico norte-americano.

 

Os bancos franceses têm o maior buraco (285 mil milhões de euros), seguidos pelos bancos alemães (199 mil milhões de euros), revelam as conclusões do estudo de Sascha Steffen, da Escola Europeia de Gestão e Tecnologia, em Berlim, e de Viral Acharya, da Universidade de Nova Iorque, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

publicado às 14:01

 

 

... talvez a educação pública do país não custasse os olhos da cara, dois rins e sabe-se lá mais o quê...

Portugal tem das mais altas taxas de jovens sem dinheiro para estudar

Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38 por cento), revela um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia que é apresentado esta segunda-feira em Bruxelas

publicado às 14:31


A crise é isto, não é mais nada

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

 

Seis banqueiros portugueses receberam um milhão de euros em 2012

Em média, cada um destes banqueiros recebeu 1,147 milhões de euros em 2012.

No final de Setembro deste ano, o Banco de Portugal enviou uma instrução aos bancos para saber quantos funcionários das oito principais instituições – à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao BPI, ao BES, ao BCP, ao Santander Totta, ao Crédito Agrícola, ao Montepio Geral e ao Banif - ganham mais de um milhão de euros por ano.


É este sistema que suga a maioria para benefício de uns poucos. Não me choca que uns ganhem um milhão, desde que não sejam de bancos públicos como a CGD, por exemplo, ou bancos com activos tóxicos de milhões de prejuízo que pediram auxílio ao Estado e que nós todos estamos a suportar. De modo que, gostava de saber quem são estes banqueiros. É que o salário mínimo são 400 e tal euros e as pessoas todos os dias são despedidas.


publicado às 20:01

 


...a Europa erra na atual estratégia de austeridade devido a "uma crença ideológica que recua centenas de anos e que entende que sempre que há um problema com dívida se deve cortar nesta. Isso funciona individualmente, mas se todos tentarmos fazê-lo ao mesmo tempo, e formos parceiros comerciais com a mesma moeda, o resultado é uma recessão para todos. E à medida que o PIB encolhe a dívida aumenta, tal como está a acontecer em Portugal e nas chamadas perifeiras europeias".


 

Segundo Mark Blyth, "a primeira solução é parar com a austeridade. A segunda é parar de fingir que isto é uma crise de dívida pública, que não é. É uma crise bancária. É preciso resolver o problema bancário. Estamos parados na união bancária há um ano, pela simples razão de que alguém tem de lidar com um bilião de dólares de ativos tóxicos que estão nos sectores bancários espanhóis e outros. Até que as perdas sejam reconhecidas e absorvidas pelos bancos e seus acionistas e credores, não há forma de resolver o problema. É preciso desalavancar o sistema e deixar o ciclo de crédito e a política monetária funcionar".


publicado às 18:01


Coisas assustadoras

por beatriz j a, em 04.10.13

 

 

 

The global drug economy is now an essential component in our modern banking system and cannot be debated honestly (The Guardian)


Dantes, os grandes traficantes subornavam um banqueiro para lhes lavar o dinheiro. Depois, os banqueiros viraram traficantes e roubaram aos outros o emprego. Agora, levam o discurso narco-político para os parlamentos. Parece que a Inglaterra é o maior 'drug dealer' do mundo. Como, onde há drogas , há armas... é a América Latina a transferir-se para a Europa.



publicado às 19:12


Verdade

por beatriz j a, em 05.08.12

 

 

 

 

Entrevista ao DN

"Agora os bancos têm que apoiar a sociedade"

por João Céu e Silva

Horta Osório em entrevista ao DN
Horta Osório em entrevista ao DN Fotografia © João Girão/Global Imagens

Para o banqueiro português mais internacional, a banca portuguesa está em dívida para com a sociedade que a ajudou a recapitalizar: "Há um contrato mútuo entre a sociedade e a banca, porque a sociedade apoiou a banca e a banca agora deve apoiar a sociedade e as empresas através da concessão de crédito às empresas saudáveis e aos projetos viáveis, de maneira a estimular a economia."

Na entrevista ao DN, Horta Osório considera que "os bancos têm que ter à frente as pessoas mais capazes, com altos valores éticos e que liderem pelo exemplo" e que para "uma economia ser forte, tem que ter um sistema bancário que apoie com crédito as empresas e proteja os depositantes, transferindo as poupanças para bons projetos de investimento".



publicado às 19:56

 

 

 

 

 

 

Poder da EDP e da banca surpreende troika

 

Apesar da nota positiva e dos elogios ao sucesso da implementação das medidas de austeridade, em termos globais, a troika está cada vez mais desconfortável com os interesses instalados em Portugal, nomeadamente o poder da EDP e da banca, que acredita estarem a criar obstáculos e a atrasar as reformas estruturais.

 

Desde o início, que os responsáveis da Comissão Europeia (CE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) foram claros em dizer que o êxito do programa depende, sobretudo, das reformas estruturais e menos do equilíbrio das contas públicas – em que até admitem uma eventual folga, por motivos exógenos.

 

Passado quase um ano, a troika diz que pouco mudou, mantém os avisos e sobe de tom.

E aconselha o Executivo de Passos Coelho «a uma maior determinação para concretizar reformas que podem atingir interesses instalados sensíveis do ponto de vista político e económico». A maior determinação ocorre após dois pedidos sucessivos de «esforços adicionais», em Novembro de 2011 e em Fevereiro de 2012, para cortar o sistema de interesses destinado a maximizar lucros em sectores protegidos como a energia... Mas existe também um certo desconforto com a banca portuguesa

 

publicado às 18:35


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


subscrever feeds


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics