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SSSIIIIIIIIIIIIIIM

por beatriz j a, em 26.05.11

 

 

 

Presidente da comissão americana defende inquérito à crise em Portugal

O presidente da Comissão de Inquérito à Crise Financeira (FCIC, na sigla inglesa) do Estados Unidos, Phil Angelides, aconselhou uma investigação semelhante em Portugal e na Europa, como forma de apurar os factos que levaram à atual crise.

Em entrevista à agência Lusa, Phil Angelides considerou que a decisão de realizar a investigação sobre as causas da crise portuguesa teria utilidade para determinar com rigor a história e as responsabilidades na crise e para estimular o debate informado.

Criar uma comissão de investigação "é uma decisão que cabe ao povo e aos líderes portugueses, mas deixe-me dizer que este estudo foi muito valioso para os Estados Unidos, provocou um grande debate. O relato histórico rigoroso, a discussão e o debate são vitais para sair da crise porque, em geral, as pessoas que a causaram, nos Estados Unidos -- reguladores que não fizeram o trabalho, Wall Street, que foi imprudente - não querem esse debate vigoroso", afirmou Angelides.

“Os líderes, que muitas vezes precipitaram este tipo de crises, querem empurrar para o lado, mas este debate vigoroso é para o benefício do povo e do futuro. Todos os inquéritos são úteis (…) os inquéritos dos países individuais podem ser muito úteis, se as pessoas desses países assim o determinarem”, acrescentou.

 

A FCIC nasceu de legislação promulgada em 2009 pelo presidente norte-americano Barack Obama, com dez membros – seis escolhidos pelo Partido Democrata e quatro pelo Partido Republicano – e investigou, até fevereiro de 2011, as causas da crise financeira nos Estados Unidos, olhando para o papel dos reguladores, dos políticos e das empresas, nomeadamente instituições financeiras e agências de notação de risco.

 

“ O nosso inquérito oficial, do governo, foi muito útil para centrar a atenção na crise, porque conduzimos interrogatórios públicos em Nova Iorque, em Washington e em todo o país. Apresentámos um relatório que está disponível, temos um sítio na Internet que tem tido centenas de milhares de visitas. Penso e acredito que atividades semelhantes na Europa poderiam ser igualmente benéficas”, disse Phil Angelides.

 

Na entrevista à Lusa, o responsável louvou também o trabalho da Comissão CRIS do Parlamento Europeu, que visa evitar uma nova crise financeira, económica e social através da avaliação e investigação dos acontecimentos que levaram às atuais dificuldade nos países da União Europeia, as repostas dos governos e o impacto nos Estados-membros.

 

Angelides disse ainda ter esperanças que as comissões de inquérito que já decorrem na Europa permitam saber melhor o que se passou nos Estados Unidos e considerou que o importante, para novas comissões de inquérito, é que tenham como base os factos.

“Compreender a crise começa com a exposição dos fatos, por mais difícil que isso seja e por mais feios que alguns desses facto sejam”, acrescentou.

 

 

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publicado às 14:04

g.a


3-8-12



2 comentários

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De Anónimo a 26.05.2011 às 14:45

Aí esta uma decisão sensata e importante em saber as causas da crise total dos valores em Portugal e da crise económica. Para isso seria necessário um inquérito neutro capaz de ver a realidade das coisas sem pensar o inquiridor na honra das ideologias dominantes em Portugal, depois castigar exemplarmente os que prevaricaram o bom funcionamento das instituições a fim de evitar novas crises, seria necessário também uma descoberta da história o mais neutral possível e ensina-la como tal, pondo em causa os complexos, as crenças e as ideologias partidárias com que moldaram a comunicação, a opinião pública e os serviços de educação e muitas das instituições públicas, incluindo os tribunais, cujo resultado é mais que visível nos dias de hoje em Portugal: basta ler os jornais, consultar a internet, etc. onde se constatam todo o tipo de vandalismo, pornografia, assassinatos ,...
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De beatriz j a a 26.05.2011 às 19:29

Amen to that!

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