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Hoje na aula do 11º ano a discutir a questão do existencialismo, da importãncia de ter objectivos que dêem sentido à acção, e à vida, em última instância, dei-me conta que não poucos alunos assumem 'ganhar dinheiro' como objectivo de vida. Escolheram o curso que querem seguir em função do dinheiro que esperam vir a ganhar. Um deles, quando sugeri que talvez o dinheiro por si só não seja um instrumento de realização pessoal, disse-me que haverá sempre sofrimento e dor na vida e que ter dinheiro ajudava a ultrapassar essas fases. Mais, que a própria sociedade é que os impelia a serem assim. Francamente chocou-me este pragmatismo tão desprovido de ideais em pessoas tão novas. Não lhes disse, claro, porque cada um tem o seu projecto de vida e não me cabe a mim decidir do sentido da existência dos outros. A mim cabe-me fazê-los pensar nas questões e mostrar hipóteses.
Eu sei que eles são muito novos e que muita coisa mudará, mas esta coisa de assumir que tudo o que se faz tem como mira apenas ter dinheiro não me parece saudável. É certo que esta discussão não está acabada. Longe disso!
Gostava que estes miúdos não chegassem aos quarenta ou cinquenta anos arrependidos das escolhas que estão agora a fazer. Mas, evidentemente, as escolhas de vida, cada um tem de fazer e assumir as suas.
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