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por uma filosofia da cultura

por beatriz j a, em 04.03.11

 

 

 

 

 

Ernest Cassirer defendia, neste livro, em vésperas da Segunda Grande Guerra, que era necessária uma Filosofia da Cultura. Que era necessária uma Cultura da Humanidade. Não no sentido de anular a diversidade mas no sentido de criar um terreno comum de encontro, na linha do pensamento Kantiano defendido no Tratado da paz Perpétua.

De facto, a Carta das Nações Unidas foi criada com esse espírito. Mas isso não chega. É necessária a criação de uma simbologia universal, uma 'narrativa' de simbologia universal, comum, que seja universalmente assumida e que tenha força de lei em todo o lado. Do mesmo modo que temos uma Arte e uma Ciência de linguagens universais, também a Cultura necessita de uma linguagem comum de entendimento universal.

É necessária essa filosofia da cultura porque vivemos numa situação planetária onde decisões que se tomam num país têm consequências noutros e em breve teremos o direito de nos pronunciar sobre políticas internas de outros países cujas decisões nos afectam. 

Não é mais possível deixar que os brasileiros decidam da Amazónia à margem do resto do mundo, por exemplo, ou que um país resolva especular com o preço do petróleo porque isso lança milhares de pessoas pelo mundo fora na miséria. Em breve os países perderão exclusividade soberana sobre certas decisões que afectam pessoas para além das suas fronteiras.

Ora, para que seja possível essa cooperação, é necessária uma Cultura de Humanidade que ultrapasse a relatividade de culturas.

É por isso que é necessária uma Filosofia da Cultura.

 

publicado às 20:30



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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