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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Não é verdade que aquilo que não nos mata fortalece-nos.
Se as pancadas são muito fortes e profundas a vibração viaja até atingir a estrutura e aos poucos vai abalando-a, até que cede.
É assim com os edifícios, com os sistemas e com as pessoas também. Um sistema, político, por exemplo, pode resistir durante muito tempo se a estrutura é forte, mas aos poucos vai cedendo aos golpes e enfraquece a cada novo golpe ( na política, os golpes são a corrupção, a falta de conhecimentos de manutenção e a prepotência que desvalorizam, lenta mas inexoravelmente a estrutura dos próprios regimes) até que a certa altura se desintegra.
Com as pessoas passa-se o mesmo, porque a estrutura psicológica e emocional também é um edifício. A resistência do material pode aguentar por certo tempo, que pode ser longo, a agressão, mas se esta é uma força constante e se alia com a falta de cuidados de manutenção acabará por destruir o edifício. Mesmo quando não é aparente. É por isso que às vezes certas estruturas que parecem intactas, ao menor toque se desfazem todas.
É o que se está a passar no nosso sistema político (no da Europa também), foi o que destruiu o nosso sistema educativo e é o que destrói também uma pessoa individual.
E o problema está em que são muito os agressores e poucos os defensores.
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