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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

O Encantador de Mulas
- Mas que se passa aqui? Pergunta o S. José à Nossa Senhora.
- Uma confusão! Estamos a querer escolher um burro para a fotografia do presépio e não é possível porque todas as mulas querem ficar na fotografia. Já acordaram o menino e tudo! Não há paciência!
- Já sei o que fazemos: chamamos o encantador de mulas.
- Quem é esse?
- É o senhor S. (o senhor Sorrisos)
- Ah, aquele burro que tem a mania que é da nobreza?
- É esse mesmo. Dizem que não há melhor para falar às mulas.
(Passado pouco tempo chega o senhor S., encantador de mulas, a dar à cauda.)
- Então qual é o problema para eu resolver?
- Estás a ver aquelas mulas? Desde manhã que escoceiam para ficarem todas na fotografia do presépio, mas só temos lugar para uma.
- Vou já resolver isso!
(O senhor S. (Sorrisos) aproximou-se do grupo das mulas. Contou quatro: o S.S. (Sorrisos Sonsos); o P.S.P. (Sorrisos Só Parvos); a I.A. (Imbecil Apalermada); a M.L.R. (Mula Largo Rabo).
- Mas o que é que se passa com vocês?
- Queremos aparecer na fotografia para a posteridade.
- Nem pensar! Quem vai fazer de burro sou eu! _ disse o senhor S.
- Essa é boa! Mas porque é que hás-de ser tu? Perguntou o S.S.
- Porque sou o chefe!
- Mas porque é que hás-de ser o chefe?
- Porque sou burro! Não sou um híbrido como vocês! Não, não. Sou burro puro!
Eles pareceram ficar convencidos, com excepção da M.L.R.: mas olha lá, mas quem és tu para dizer que és burro puro?
- Sou o chefe! Ora, essa!
- Pronto, está bem, mas fico chateada, porque já me estava a ver na fotografia para a posteridade.
- Não seja por isso! Se quiseres arranjo maneira de fazeres de vaca.
- Quero! Quero!
E assim se resolveu o problema dos animais do presépio.
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