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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Onde há amor não há desilusão.
Des-ilusão é a ausência de ilusão
Ilusão é a imersão na luz: i-luz-ão = dentro de uma enorme luz.
Dentro de uma imensa luz não há sombras. Tudo é imensamente claro e todo o visível é integrado na luz. Não é um excesso de luz que cega, é um todo de luz que mostra. Mesmo as sombras se 'es-clarecem' e tornam luz. É isso a ilusão: estar na luz. Por isso, onde há amor (de amante ou de amigo, tanto faz), não há desilusão. Tudo é visto como um todo que faz parte da luz: o escuro e o claro, o baço e o brilhante. É ver o todo no pormenor e o pormenor no todo. É ver o defeito na virtude e a virtude no defeito. É isto o amor: um estado de ver na luz e estar na luz, um estado de ver a verdade e estar na verdade. A desilusão é a negação da luz.
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