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Desabafos

por beatriz j a, em 21.05.09

 

 

jornal SOL

 

Ministra diz que avaliação dos professores é reforma ganha
Maria de Lurdes Rodrigues considera que a avaliação de desempenho é «uma reforma ganha», afirmando compreender a insatisfação docente, tendo em conta a rotura introduzida num «marasmo» de 30 anos de «indiferenciação»
 
A ministra continuamente se gaba da m.... que fez. Não é que me espante. Afinal, também o primeiro ministro atirou com o país para a banca rota e para a corrupção generalizada e continua a gabar-se de ser o melhor que há por aí (enquanto desaparecem , como quem não quer a coisa, milhares de números do desemprego; enquanto desaparecem ou são queimados processos, etc.).
Qualquer coisa nisto me faz lembrar uma fulana que tem programas na tv para coscuvilhar e que depois dá entrevistas no jornal a opinar sobre os destinos do país numa atitude de quem se avalia como grande inteligência. Mas, já há muito tempo que penso estarmos a viver num pesadelo escrito por um sádico cruel e perverso.
Mas esta gente que há tanto tempo ocupa o poder não está lá sem apoios, inclusive da oposição. Lembro-me muito bem desta ministra ter ido para o poder. Na altura ouvia-se muito os pseudo-especialistas-comentadores de notícias - alguns deles com posições de relevo nos partidos da oposição- dizer à boca cheia coisas do género, "até que enfim que temos uma ministra que vai mexer naqueles professores" ou, "alguém tinha que fazer alguma coisa àquela classe". Na verdade, a ignorância das pessoas que ocupam lugares nos partidos e, por consequência, na Assembleia da República e nos cargos do Estado em geral, sobre as escolas e a educação, é de tal ordem que todos pensavam o que esta ministra pensa.
A única diferença é que, face aos resultados catastróficos da política desta mulher e dos que a apoiam há os que, não sendo completamente broncos percebem que alguma coisa não pode estar a ser bem feita (embora tenham percebido tarde) e há a ministra que pensa que tudo que fez foi extraordinário e muito esperto e que o problema é não poder eliminar os professores de toda a equação educativa.
E com o governo e o primeiro ministro em geral foi a mesma coisa. Até a oposição achava que o Sócrates falava muito bem e era o que o país precisava! Isto, no que me diz respeito, é o que ainda não compreendi. Como é que pessoas dum certo nível até, ouviam o indivíduo a largar uns lugares comuns sem substância nenhuma e achavam que ele estava a falar bem! Mas, enfim, a verdade é que também pensaram o mesmo do Guterres, um tipo que falava por chavões tipo refrão de música (eu tenho uma paixão ou, todos juntos chegaremos ou, vamos pôr um sorriso nos portugueses e outras parvoíces do género) e não dizia nada de substanial acerca de coisa alguma com interesse para o futuro do país.
Lembro bem de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, na TV, a dizer que só num país de ignorantes como o nosso é que se pensaria ser necessário a um primeiro ministro ter formação superior, apoiando, com frases destas, a promoção dos mais mal formados e dos mais ignorantes aos cargos onde seria necessária sim, formação superior a vários níveis.
Agora dizem mal, claro - isto faz-me pensar que os que estão do outro lado são do mesmo nível.
O que é que se pode fazer neste cenário em que resvalamos para uma sociedade de tipo siciliana? Porque razão hão-de as coisas de mudar se as pessoas são as mesmas?
 

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publicado às 10:13


5 comentários

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De Luís Contumélias a 21.05.2009 às 15:58

E sem se aperceber o Marcelo Rebelo de Sousa diz na altura algo
acertadadissimo; Só neste País de ignorantes, de que ele faz parte
se acreditaria ser necessário formação superior para ser
primeiro-ministro. Total razão, para fazer o que está patente aos
olhos de todos; qualquer borra-botas o faria! E já não é a primeira
vez que me ocorre tal penssamento.
Agora, e por experiência própria, constatei eu, ao longo dos anos;
a liderança está sempre na mão dos espertos, não dos inteligentes
e letrados-
Nem o nosso povo aceitaria tal coisa, sempre cego com as promessas
que não passam de mais do mesmo, mandato após mandato.
Esperando sacar dividendos de alguma chico-espertice que
tem guardada lá no fundo e nem aos parentes confessa.
Que o segredo é a alma do negócio, pois que de mercadores descendemos.
A culpa é nossa...
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De beatriz j a a 21.05.2009 às 20:17

Lol é verdade que descendemos de mercadores mas nessa época éramos gigantes e os mercadores atiravam-se para os oceanos armados só de pura coragem e fé. Estes de agora são uns cobardes que se escondem e arranjam sempre maneira de tramar alguém para se safarem das responsabilidades.
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De Luís Contumélias a 22.05.2009 às 10:59

Temo que a realidade fosse outra na época.
Dos mercadores que falava remontava aos Fenícios.
Dos nossos navegadores... Castela era tremendamente forte
para que fossemos á conquista de novo território.
O País está na miséria. A única possibilidade é o mar!
Candidatam-se navegadores outros são contratados.
Com excepção dos comandantes e imediatos os marinheiros
são camponeses à busca de alguma riqueza, condenados que
trocam a cadeia pelo desconhecido.
O pagamento era de acordo com o êxito da viagem.
Escravos valiam dinheiro. Ouro, prata idem.
Talvez os primeiros; Gonçalo Zarco, Gil Eanes, Bartolomeu Dias
tenham "desbravado" oceâno.com poucos ganhos.
Vasco da Gama quando parte para a India já leva uma quase certeza
de negócio. As naus já regressam carregadas de especiarias.
Os Venezianos é que não ficaram muito satisfeitos...mas isso é outra história.
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De beatriz j a a 22.05.2009 às 15:18

Isso pode ser tudo verdade mas também hoje o país está na miséria e não há quem tenha aquela alma que esses tiveram de se arriscar à fúria dos oceanos nuns barquinhos à mercê dos ventos. E estavam todos no mesmo barco - comandante, oficiais e simples marujos, enquanto agora é só cobardes que constróem para si condomínios enquanto condenam outros à miséria.
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De Luís Contumélias a 22.05.2009 às 22:44

Também encontro lógica nesse pensamento.
Mas...
Talvez nos falte asfixiar com a podridão que nos rodeia.
Talvez o sofrimento não tenha ainda atingido os limites.
Talvez ainda não estejamos o suficiente envenenados.
Talvez eu não queira arriscar.
Talvez não queiramos lutar.
Talvez não queiramos tomar posição contra o dono da roça.
Talvez nos chegue para pagar os juros ao fim do mês.
Talvez... seja possível sobreviver mais uns anos.
Talvez... até apareça um justo líder.
Talvez fiquemos mais ricos que os ricos e estes passem a trabalhar para nós.
Talvez fiquemos iguais ou piores que eles se tivermos o poder.
Talvez não queiramos liderar.
Talvez tenhamos nascido do outro lado da divisória.

É um prazer trocar ideias. Isso é real.

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