por beatriz j a, em 14.06.10
Assim vai o português. "Os professores têm de estudar mais"
Novo livro da Fundação dirigida por António Barreto é uma reguada no ensino do português.
Este artigo, no jornal i, é sobre um estudo acerca do ensino do Português publicado pela Fundação dirigida pelo António Barreto, Lá, criticam-se, os programas, os Manuais que o ministério prefere (com análise dos Morangos com Açucar), a ausência da gramática dos programas, as TLEBS, as Novas Oportunidades, a guerra que o ministério mantém com os professores, a falta de rigor dos exames...e depois conclui-se que a culpa é dos professores porque, "Há momentos em que temos de desobedecer. Os alunos confiam em nós e isso não pode ser abandalhado", apela, como síntese de um trabalho que pretende que seja uma bandeira branca para o debate."
A conclusão do estudo não recomenda a mudança das políticas que obrigam os professores a leccionar aqueles programas, recomenda que os professores desobedeçam! E o título do artigo faz crer que o ensino vai mal porque os professores não estudam! Isto é tudo duma falta de seriedade!
Mas as pessoas não percebem que os professores se revoltaram todos nestes últimos anos e que isso não serviu para nada? Não percebem que enquanto continuarem a fazer o que fez este estudo e o jornal, que é porem as culpas de tudo para cima dos professores, mesmo quando identificam outros claramente como a fonte do problema, nada mudará? Não percebem que se os professores de Português se recusarem a dar o programa sobre o qual os alunos têm de prestar provas, levam com um processo em cima, e os alunos ainda chumbam?
Então as políticas estão todas erradas, mas aceita-se que assim continuem e dá-se como solução as pessoas desobedecerem? Então agora até o marasmo em que anda a política portuguesa é culpa dos professores? Não fomos para a rua inúmeras vezes protestar em revolta contra estas medidas insanes? Não desobedecemos àquela avaliação absurda? Não estaria na altura dos políticos fazerem a sua parte?
As conclusões que ali se apresentam são um absurdo.