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governam-nos almas servas...

por beatriz j a, em 04.06.10

 

 

Está a dar um programa na RTPN com eurodeputados dos diversos partidos. Discute-se a nova proposta que defende que no futuro os países terão de levar os orçamentos a Bruxelas para uma aprovação (ou censura) prévia, antes mesmo de serem apreciados e votados nos seus próprios parlamentos. Não vou comentar agora as posições que têm muito que se lhe diga. A mim só me faz impressão a subserviência dos portugueses face aos alemães e franceses e estrangeiros em geral. É uma tristeza ver que somos governados por almas servas...

publicado às 20:37


7 comentários

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De Anónimo a 05.06.2010 às 14:19

..........claro, se a nossa sobrevivência depende da União Europeia é lógico que assim seja!!!!!!Então acha que é só receber fundos e não dar satisfação a Bruxelas? É mesma coisa como um filho/a receber dinheiro dos pais e não lhes dar cavaco!!!!!!!!Acha isso bem? Na nossa democracia, nós podemos eleger os nossos governantes e quando acharmos que eles não prestam podemos eleger outros ou os mesmos com caras novas e nós o povinho ficamos todos satisfeitos porque, gritamos, manifestamos, fizemos publicidade e votamos, e festejamos a vitória da democracia. Isto é muito bom e salutar para a nossa mente e ao ego, antigamente não podíamos fazer isso, não podiamos mudar o regime, a não ser através da revolução...agora nós pacificamente deixamos cair um partido/governo e elegemos o outro e ficamos contentes..e quando precisarmos de fundos e ajuda vamos pedir a Bruxelas!!!!!!!!!!!!!
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De beatriz j a a 05.06.2010 às 15:41

Não defendo a irresponsabilidade, defendo a autonomia. Uma coisa é apresentar contas do dinheiro outra é pedir que seja o ministro alemão a dizer-nos se podemos investir o dinheiro na educação ou não. Somos um país, devíamos ter a capacidade de fazer um orçamento e cumpri-lo sem que outros nos dissessem que direcção temos de ir. Custa-me que os governantes se comportem como as pessoas que precisam que alguém lhes controle as contas porque não sabem ter um cartão de crédito sem se endividarem até ao pescoço com o que têm e com o que não têm. Justamente o que custa é ter governantes que se comportam como filhos menores que recebem mesada e têm de dar contas de todos os gastos porque não se sabem orientar com o dinheiro da mesada.
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De Anónimo a 05.06.2010 às 18:11

bravo até k estou de acordo consigo! Mas a que propósito está comparar Sócrates e Lurdes Pintassilgo ao salazarismo? Todos os nossos partidos têm dívidas e o mesmo se passa com o país k está em dívidas!!!!!Na 1ª Repúblia tb foi assim. Veio o Estado Novo corrigiu a situação, criou as infra-estruturas : Plano de Recup . Económica e 3 Planos de Fomento e um intercalar de Minho a Timor: Barragens, edifícios Públicos, criação de novas cidades, desenvolvimento industrial, Siderurgia Nacional, Sorefame , Lisnave, Indust . Farmacêutica e química , industria textil, agricultura, Cimentos, industria pesca, Marinha Mercante, Industria militar, quartéis , escolas, correios, câmaras municipais, tribunais, industria vidreira, industria naval, barragem de Cabora Bassa, etc.; contenção da guerrilha ao mato até 1974: Dp 1974 a guerra tornou-se urbana em todo ultramar, interrompeu o desenvolvimento e destruiu as infraestrituras e economia; Tivemos Reservas de Ouro, uma moeda internacionalmente credível e forte - Escudo, sem dívidas por pagar; qt ao anlfabetismo: 1928 eram só aqui neste Portugal europeu 70% analfabetos qd em 1974 já eram apenas 30% de analfabetos.....Francamente, após 1974 a governança feita com base em gastos superfluos sem respeitar o orçamento e sem cabimento das despesas, não é comparável: como é que é possível comparar o período de 1930-1974 ao período pós Abril 1974? Pois a comparação deve ser feita, o mesmo período num determinado lugar ao outro lugar dentro de mesmo período!!!!Nunca poderemos comparar D. Afonso Henriques com Cavco Silva, porque são outros tempos, mas, podemos comparar D. Afonso Henriques com D. Afonso VII de Castela!!!!!!Não acha EXmª Profª? Concorda comigo ou não? Se não estamos lavar a história e enganar o Zé Povinho e alimentamos apenas o nosso EGO!!!!!!!!!!!!!!!!!ou então estou eu errado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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De beatriz j a a 05.06.2010 às 18:51

'bravo porque está de acordo comigo'? Se não estivesse já não era bravo? LOL..
Olhe, não falei na Lurdes Pintassilgo mas na Lurdes Rodrigues. A Lurdes Pintassilgo foi uma mulher de grande valor. Tirou o curso de Engenharia Química no I.S.Técnico com grande mérito numa altura em que as mulheres quase não tiravam cursos quanto mais de engenharia. No ano em que ela o tirou era ela e mais outra - as duas únicas mulheres lá. Sei porque a outra era da família.
Comparei o Sócrates e a Lurdes Rodrigues à mentalidade salazarenta e não ao Salazar. O Salazar, penso eu, não era uma alma serva e isso via-se no trabalho que fez como ministro dos negócios estrangeiros. Eu acho que ele era um diplomata e um estratega das relações internacionais fora de série. Tinha uma visão política do equilíbrio de relações no mundo certeira.
Agora, todos esses números que cita não anulam o facto de ele ter sido um ditador paternalista, com uma mentalidade provinciana ao nível das finanças e do projecto de povo, que não teve. Esta mentalidade serva que hoje temos sem ousadia e sem projecção para o futuro é a ele que a devemos. Ao provincianismo dele do 'pobrezinhos mas honradinhos'. Este país, à época do 25 de Abril era uma coutada nas mãos de meia dúzia de famílias que eram donas de todas as coisas que citou. As pessoas estavam à mercê da caridade e não da justiça. Se ele se tivesse afastado depois da segunda guerra era hoje um dos enormes vultos da nossa história. Mas não se afastou e começou a parecer um actor deslocado do cenário, o fato a embolorar e o cenário todo a embolorar atrás dele.
O Afonso Henriques fundou um país, não o afundou.
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De Anónimo a 05.06.2010 às 20:36

sabe muito bem que foi engano essa de Pintassilgo em vez de Rodrigues!!!!
A história é assim como ela foi feita. O homem não é perfeito pode enganar-se nas decisões e por isso devemos aceitar as decisões que num dado momento alguém tomou. Hoje passado não sei quantos anos dizer que ele devia ter feito assim e assaz é uma falácia, pois se fizesse assim como hoje nós queremos que ele fizesse naquela altura não podemos garantir que tudo seria perfeito e as consequencias podiam ser piores, iguais ou melhores ou alguém pode garantir que tudo seria uma paraíso se fizesse assim como pensa que devia ter ele feito? Até os nossos juízos se enganam quanto mais juízes voluntários a posteriori!!
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De Anónimo a 05.06.2010 às 20:50

e quanto as coutadas se eram....agora o governo está parece mais dependente do poder económico , pois, são as empresas que mandam no poder político. Os nossos jovens licenciados e outros vão trabalhar na União Europeia e noutros países, infelizmente e o desemprego é uma panaceia, mas, a vida está boa para a governança, aos funcionários superiores que sobem independentemente do mérito até ao topo da carreira. É precisamente como na ex-URSS, e, são esses quadros que antigamente não teriam essa possibilidade de subir hoje criticando negativamente o passado criticam também o presente, Nunca estão satisfeitos infelizmente, apesar de serem uma classe privilegiada e querem cada vez mais, enquanto o pobre está ficar cada vez mais pobre.
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De beatriz j a a 05.06.2010 às 22:06

É claro que sei que foi um engano...mas não resisti.
Eu não estou a favor ou contra o Salazar. Tento analisar as coisas com as informações que tenho e aprender com a História, ou com os erros da História, melhor dizendo, no sentido de tornar a visão mais clara. Os erros dos governantes, se são continuados por largos anos, não me parecem pouca coisa porque se transformam no destino dos povos. Que o Salazar desperdiçou, por apego ao poder, a oportunidade de desenvolver o país após a 2ª guerra, é um facto que teve um peso muito negativo na nossa história recente. Governantes que se vêem a si mesmos como indispensáveis tornam-se, quanto a mim, pessoas desprezíveis, porque se pensam muito acima do que são e acabam por matar tudo à volta.
Que muitos governantes de hoje são corruptos e muitos deles ladrões é verdade. Mas isso não me faz pensar que o anterior regime é que era bom. Comunista não sou. Nunca acreditei nessa espécie de ideologia/religião.
Se estou insatisfeita é porque queria o melhor para o país que também é meu e me parece que devemos manter o espírito crítico e não desistir de lutar contra o que está mal. As democracias, penso, são como a educação: levam muito tempo a construir e um minuto a destruir. Não se pode baixar a guarda e tomar as coisas como adquiridas.
Se sou muito analítica. Talvez, deve ter a ver com a minha formação na Filosofia. Isso e a crença na liberdade e na verdade como fundamentos de qualquer desenvolvimento positivo.

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