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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O indivíduo ter-se suicidado dizendo que não aguentava a pressão do ambiente (indisciplina dos alunos com a -implícita- cumplicidade da direcção da escola), não foi considerado um facto relevante. As queixas, participações, empurrões e outros factos terão, portanto, sido considerados não-factos. Esta semana um professor dessa escola foi suspenso porque uma aluna o acusou de assédio sexual. Os colegas do professor dizem que é uma vingança por ele ter levado avante uma queixa contra alunos apesar da direcção se opôr e estar sempre contra os professores e a favor dos alunos (os tais que são malcriados, empurram, etc.?). O inquérito diz que devem todas as queixas ter sempre seguimento. Pelo que se sabe nunca têm. Mas isso deve ser um não-facto. Diz que a direcção deve manter o bom ambiente. O ambiente é péssimo. Mas deve ser outro não facto...
Vendo bem, vendo bem, aquela escola deve ser alucinante: uma escola onde os factos não são factos, será uma escola de não-alunos com não-professores a dar não-aulas?
Compreende-se a moda: afinal, temos uma não-ministra, a fazer um não-trabalho, num ministério de não-educação, de um não-governo.
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