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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
As pessoas julgam muito os outros pelas aparências e tomando-se a si próprias como referência única. Parece-lhes que aquilo que fazem e o modo como o fazem deve ser o normal e ajuízam os outros armados únicamente com esses instrumentos. E não estou a falar de miúdos, mesmo adolescentes que olham para as pessoas e se as vêem a rir interiorizam que a pessoa anda feliz. Falo de adultos. Uma pessoa pode, por razões que não interessam a ninguém, ter o hábito de não mostrar na cara ou até no comportamento o que lhe vai na alma. Mas isso parece que ofende os outros, o facto de não andarmos com os sentimentos pregados ao peito como medalhas de que nos orgulhamos. Assumem logo que não os temos. Ou assumem que temos muita sorte na vida e que tudo corre sempre bem. Ou que tudo é fácil. E ressentem-se connosco, não pelo que verdadeiramente somos mas pelos juízos que fazem de nós...
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