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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O director regional de Educação de Lisboa espera que o inquérito instaurado numa escola de Fitares esclareça o caso de um professor que se suicidou e que era alegadamente gozado pelos alunos, mas sublinhou que o docente tinha uma "fragilidade psicológica" há muito tempo. DN
O docente tinha uma 'fragilidade psicológica'! Pudera! Abusam do indivíduo, batem-lhe, chamam-lhe cão, ignoram as queiixas, ignoram-no de tal modo que já não interage com a escola - vai para o carro à espera do toque...
Agora parece que ninguém viu nada, ninguém sabia de nada e a turma nunca fez nada.
O homem mata-se e deixa uma nota a dizer que já não aguenta a turma e, implicitamente, a escola que não o ajudou a libertar-se do que refere como 'o destino de ter que sofrer' às mãos de alunos que o deixam 'fora dele', mas está tudo indignado e 'nada se passava'.
É para que se veja como estas coisas são: até mesmo num caso extremo destes em que há testemunhas, psicólogo a acompanhar, nota de suicídio esclarecedora e tudo, os pais juram a pé juntos que 'as crianças', como lhes chamou hoje a ministra, são inocentes e incapazes de mal.
Agora imagine-se nos casos do quotidiano que não vêm a público.
A horrível ministra anterior e os seus seguidores (e o primeiro ministro) têm uma grande responsabilidade na situação a que se chegou relativamente à indisciplina e à violência nas escolas.
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