... glorifica-se a violência contra as mulheres.
O novo líder dos talibãs foi escolhido por ter mandado matar uma rapariga que não aceita estatuto de serva:
Mullah Fazlullah, principal suspeito de ter ordenado o ataque contra Malala Yousafzai, a menina ativista de 16 anos, é o novo líder dos talibãs no Paquistão.
Na outra ponta do planeta, no México, mais um vídeo de glorificação da violência contra as mulheres. Desta vez, 13 homens decapitam 4 mulheres, pelo facto de serem mulheres, o que nesta fotografia fica claro pelo modo como fizeram questão de as despir da cintura para cima:
Na Europa, uma das marcas mais luxuosas do país que se diz, por excelência, o mais culto e civilizado deste pedaço do planeta, glorifica e procura o lucro explorando a extrema violência contra as mulheres pondo à venda um perfume com o nome 'Dália Negra' acompanhado duma publicidade que não deixa dúvidas quanto à sua intenção:
Para quem não sabe, Dália Negra foi o nome que deram a Elizabeth Short, uma aspirante a actriz dos anos 50, muito bonita, decidida a viver a sua vida em liberdade e sem dar contas a ninguém. Brutalmente violada e assassinada, foi deixada num campo perto de Hollywood, cortada pela cintura, o corpo nú e separado em dois, a boca rasgada até quase às orelhas e com sinais de outras barbaridades. A publicidade do perfume não engana. A modelo aparece com uma faixa a cortar a cintura, uma coleira e os véus negros da morte. Tudo com ar muito sedutor, como se a morte brutal da mulher fosse uma coisa fascinante.
Porque é que, por todo o mundo, se glorifica a violência contra as mulheres, sobretudo quando se trata de pessoas livres? E, quando é que se percebe que isto é um problema?