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O conto infantil preferido

 

O Rouxinol e a Rosa de Oscar Wilde

 

 

 

 

 

Oscar Wilde escreveu estes contos infantis para os filhos: 'O Príncipe Feliz', 'O Gigante Egoísta' e outros. De todos o meu preferido era, e é, 'O Rouxinol e a Rosa', onde o rouxinol dá o sangue do seu coração para criar uma rosa vermelha para o estudante apaixonado e ele acaba por jogá-la fora, para a sargeta. Já quando era miúda achava este conto duma tristeza sem perdão.

Os bons contos infantis têm sempre um lição moral qualquer mas, os muito bons têm algo de verdade sobre o mundo e a vida por detrás de todos aqueles meandros de imaginação e acho que as crianças o detectam, mesmo que de forma não consciente.

 

Este conto acaba assim, Que coisa tola, o amor! - Resmungou o estudante, afastando-se- Não tem metade da utilidade da Lógica, porque não prova nada, está sempre a dizer coisas que não vão acontecer e a fazer-nos acreditar em coisas que não são verdade. De facto, não é nada prático e, nesta época em que ser prático é tudo, o melhor é eu voltar para a Filosofia e estudar Metafísica.

- Dito isto, retornou ao seu quarto, agarrou num grande livro empoeirado e começou a ler.

 

Os bons contos infantis também têm lições para adultos, por assim dizer, como se vê pelas palavras finais deste, onde o estudante vai estudar Metafísica para conseguir 'algo prático' que lhe seja mais útil que o amor :))

 

publicado às 13:29



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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